Volta ao lar (XLIII)
Há muitos anos sou francamente favorável à velha e boa multa em grana preta, alta, doída, ardida
Há 17 anos - 21/09/2009 17:31
Volta ao lar (XLIII)

TEM DE DOER!


Sempre fui contra as velhas decisões da Fifa: cartão vermelho = automaticamente suspenso; três cartões amarelos = idem. Por que? É o que explicarei a seguir.


Começarei pelo óbvio: para torneios tipo Copa do Mundo ou Libertadores, etc., nada a opor, ok, fica como está. (Na verdade a rédea é mais curta na Copa&Libertadores.) Mas para campeonatos, para provas de fundo, de longas distâncias, não; é urgente alterá-las. Porque as suspensões mais punem o clube que o jogador; aquele jogará desfalcado; este terá uma licença... E não são fortes antídotos contra a violência dolosa, crescente nos nossos campos, não? O que fazer?


EM $


Há muitos anos sou francamente favorável à velha e boa multa em grana preta, alta, doída, ardida. Ou o bolso não é a parte mais sensível do corpo humano? Ainda mais a se tratar de profissionais? Como se faz nos esportes-espetáculos nos EUA.


ARDIDAS


Sim, sei, nosso histórico de multas é ridículo: nunca passaram de algo simbólico. Ou menos que isto. Uma piada. O que proponho, repito, é multa salgada, sobre o salário, percentuais sobre o salário, crescentes claros, e em progressão geométrica. Digamos, na primeira expulsão por violência dolosa, 10% sobre o salário; na 2ª, 20%; na 3ª, 40%. Que tal? Posso estar enganado, mas me parece que funcionará como santo remédio. 


HISTORINHA


Para encerrar&ilustrar contarei edificante história made in USA. Vamos lá.


Allan Iwerson é uma das estrelas da NBA, a liga de basquete profissional dos EUA. Jogava no 76 da Filadélfia, sendo 76 abreviatura de 1776, a data da gloriosa Constituição americana, com o exemplar e antológico prólogo escrito por Jefferson. Um dia, inadvertidamente, Iwerson deixou seu carro num estacionamento para deficientes físicos. Quando voltou para apanhá-lo tinha sido multado em apenas US$ 35 mil!  Qualquer comentário me parece supérfluo.


(Visite www.negopessoa.com/blog)

Volta ao lar (XLIII)
Há muitos anos sou francamente favorável à velha e boa multa em grana preta, alta, doída, ardida
Há 17 anos - 21/09/2009 17:31
Volta ao lar (XLIII)

TEM DE DOER!


Sempre fui contra as velhas decisões da Fifa: cartão vermelho = automaticamente suspenso; três cartões amarelos = idem. Por que? É o que explicarei a seguir.


Começarei pelo óbvio: para torneios tipo Copa do Mundo ou Libertadores, etc., nada a opor, ok, fica como está. (Na verdade a rédea é mais curta na Copa&Libertadores.) Mas para campeonatos, para provas de fundo, de longas distâncias, não; é urgente alterá-las. Porque as suspensões mais punem o clube que o jogador; aquele jogará desfalcado; este terá uma licença... E não são fortes antídotos contra a violência dolosa, crescente nos nossos campos, não? O que fazer?


EM $


Há muitos anos sou francamente favorável à velha e boa multa em grana preta, alta, doída, ardida. Ou o bolso não é a parte mais sensível do corpo humano? Ainda mais a se tratar de profissionais? Como se faz nos esportes-espetáculos nos EUA.


ARDIDAS


Sim, sei, nosso histórico de multas é ridículo: nunca passaram de algo simbólico. Ou menos que isto. Uma piada. O que proponho, repito, é multa salgada, sobre o salário, percentuais sobre o salário, crescentes claros, e em progressão geométrica. Digamos, na primeira expulsão por violência dolosa, 10% sobre o salário; na 2ª, 20%; na 3ª, 40%. Que tal? Posso estar enganado, mas me parece que funcionará como santo remédio. 


HISTORINHA


Para encerrar&ilustrar contarei edificante história made in USA. Vamos lá.


Allan Iwerson é uma das estrelas da NBA, a liga de basquete profissional dos EUA. Jogava no 76 da Filadélfia, sendo 76 abreviatura de 1776, a data da gloriosa Constituição americana, com o exemplar e antológico prólogo escrito por Jefferson. Um dia, inadvertidamente, Iwerson deixou seu carro num estacionamento para deficientes físicos. Quando voltou para apanhá-lo tinha sido multado em apenas US$ 35 mil!  Qualquer comentário me parece supérfluo.


(Visite www.negopessoa.com/blog)