Volta ao lar (XLI)
Ariel não esteve bem, não jogou bem, não nos encantou logo de cara, à partida como dizem os bons lusos
Há 17 anos - 26/08/2009 15:34
Volta ao lar (XLI)

ARIEL&O SÁBIO


Sejamos sinceros: não foram poucos os que criticaram a contratação do Ariel em seguida a sua estréia. Sejamos sinceros: não foi uma minoria que considerou grave equívoco a vinda do Ariel em seguida a sua estréia. Os críticos estão em boa companhia: na companhia da maioria, na qual modestamente me incluo. Aleluia! Ou Deus que nos perdoe porque não sabíamos o que estávamos a fazer? 


Claro, claro, temos atenuantes, podemos invocá-las: Ariel não esteve bem, não jogou bem, não nos encantou logo de cara, à partida como dizem os bons lusos. Ok?


A VOZ DA SABEDORIA


E neste ponto, mais uma vez, que certamente não será a última, citarei o sábio, mestre dos mestres, meu guru, o homem que mais conheceu futebol no mundo, mundo, vasto mundo, Adolfo Milman, o popular Russo. Que uma vez me disse, assim como quem não quer nada, como se tivesse anunciando uma banalidade, um truísmo, algo acaciano: ao observar um jogador podemos notar qualidades mesmo se ele estiver numa jornada ruim ou infeliz.


- Óbvio? Ululante? Sim! Mas só depois dele ter colocado o ovo em pé...


Ariel não jogava bem, mas ainda assim mostrava muitas qualidades: além das físicas (peso, altura, massa, força), as morais – coragem, espírito de luta, companheirismo, convicção; além das morais, qualidades da inteligência: a colocação, os deslocamentos. Tudo somado a uma técnica restrita, mas funcional (não me expresso bem; quero dizer o seguinte: Ariel não sabe fazer tudo, mas o que sabe fazer faz muito bem, como dominar, girar e finalizar). Aleluia!


Meses depois, agora, mais bem adaptado à cidade, ao clube, mais entrosado com os companheiros, mais confiante, com um pouco de sorte, o jogo do Ariel desabrochou, tornou-se visível ao último míope. E ele se transformou em ídolo da galera. Justamente. Merecidamente. Aleluia. (Visite www.negopessoa.com/blog)

Volta ao lar (XLI)
Ariel não esteve bem, não jogou bem, não nos encantou logo de cara, à partida como dizem os bons lusos
Há 17 anos - 26/08/2009 15:34
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ARIEL&O SÁBIO


Sejamos sinceros: não foram poucos os que criticaram a contratação do Ariel em seguida a sua estréia. Sejamos sinceros: não foi uma minoria que considerou grave equívoco a vinda do Ariel em seguida a sua estréia. Os críticos estão em boa companhia: na companhia da maioria, na qual modestamente me incluo. Aleluia! Ou Deus que nos perdoe porque não sabíamos o que estávamos a fazer? 


Claro, claro, temos atenuantes, podemos invocá-las: Ariel não esteve bem, não jogou bem, não nos encantou logo de cara, à partida como dizem os bons lusos. Ok?


A VOZ DA SABEDORIA


E neste ponto, mais uma vez, que certamente não será a última, citarei o sábio, mestre dos mestres, meu guru, o homem que mais conheceu futebol no mundo, mundo, vasto mundo, Adolfo Milman, o popular Russo. Que uma vez me disse, assim como quem não quer nada, como se tivesse anunciando uma banalidade, um truísmo, algo acaciano: ao observar um jogador podemos notar qualidades mesmo se ele estiver numa jornada ruim ou infeliz.


- Óbvio? Ululante? Sim! Mas só depois dele ter colocado o ovo em pé...


Ariel não jogava bem, mas ainda assim mostrava muitas qualidades: além das físicas (peso, altura, massa, força), as morais – coragem, espírito de luta, companheirismo, convicção; além das morais, qualidades da inteligência: a colocação, os deslocamentos. Tudo somado a uma técnica restrita, mas funcional (não me expresso bem; quero dizer o seguinte: Ariel não sabe fazer tudo, mas o que sabe fazer faz muito bem, como dominar, girar e finalizar). Aleluia!


Meses depois, agora, mais bem adaptado à cidade, ao clube, mais entrosado com os companheiros, mais confiante, com um pouco de sorte, o jogo do Ariel desabrochou, tornou-se visível ao último míope. E ele se transformou em ídolo da galera. Justamente. Merecidamente. Aleluia. (Visite www.negopessoa.com/blog)