Se o Atle-Tiba mexe com a cidade, imagine para aqueles que têm a responsabilidade de protagonizar o espetáculo dentro das quatro linhas. De volta ao clube, o meia Alex viverá novamente a emoção de disputar esse clássico do qual já participou por 12 vezes na história.
E se o "garoto de ouro" viveu neste retorno ao Coritiba a expectativa de uma grande estreia, de fazer o primeiro gol, agora a emoção é de poder atuar no primeiro Atle-Tiba, sabendo bem da importância dessa partida. "É como sempre foi o Atle-Tiba, um jogo de muita história em cima, que tem uma rivalidade muito grande. A expectativa é essa, de um jogo muito disputado, de um certo nervosismo e que temos que ter um equilíbrio emocional grande", pondera. Em 2013, de um lado, o Coxa luta para manter a ponta em busca da conquista do primeiro turno, de outro o Atlético-PR em busca de um bom resultado dentro do Couto Pereira. Mas para Alex, quando se entra em campo em um grande jogo como esse a história muda.
A boa campanha alviverde nesse início de temporada fica para trás. "Isso tudo é um mês, mas o Atle-Tiba tem mais 80 anos. Até parece discurso decorado, mas quando entra Atlético-PR e Coritiba para disputar um jogo é decidido nos detalhes. Temos que ter consciência que vamos enfrentar um adversário tradicional", finaliza.
Alegrias e adversidades
Ao longo dos Atle-Tibas já disputados, Alex viveu momentos de muita alegria e também de adiversidades. Estreou na goleada por 5x1, na páscoa de 1995. Fez seu primeiro gol no clássico justamente na partida do retorno do Coxa para a Série A de 1996, mas também esteve em campo na goleada sofrida por 5x2 em 1997, quando o Coxa chegou a abrir dois gols de vantagem.
“Em 1997 foi um dos piores jogos que fiz em um Atle-Tiba, marquei um gol de pênalti, depois o Basílio ampliou, e sofremos a virada”, lembra Alex. “A torcida estava nos esperando no Couto, jogadores foram dispensados e foi um momento muito difícil”, emenda.
Em compensação, grandes momentos estão na memória do craque, que volta a jogar o clássico. "O mais marcante foi da Série B, com certeza. O Atlético tinha conseguido subir dois dias antes e a gente sabia que precisava vencer porque seria muito difícil enfrentar o Mogi Mirim na última rodada lá em Mogi. Tive a felicidade de marcar o primeiro gol e abrir o caminho, em um dos melhores que o Pacheco tenha feito na sua carreira, talvez", recorda.
A cidade foi tomada pela euforia da torcida alviverde, imagens que marcaram o craque. "Eu tinha que voltar para o Atuba e vi a festa na cidade, no bairro, na rua. Aquilo me marcou muito", finaliza.