"Ganhamos com autoridade"
Treinador analisa vitória sobre o Internacional
Há 17 anos - 04/06/2009 03:51

Faltou muito pouco para o técnico Renè Simões ficar a apenas dois passos de mais uma conquista nacional, e por isso fica também o sentimento de dor, mesmo com uma vitória autoritária sobre o Internacional no Alto da Glória. De lição, sobra o espírito guerreiro e o exemplo de amor de uma torcida diferenciada.


Renè não escondeu a tristeza ao final do jogo. "Fica uma dor muito grande na gente. Já são 37 dias em que não pudemos treinar esta equipe. E ficamos fora do sonho que a torcida tinha da Copa do Brasil", revela. "O que me machuca muito é que o árbitro foi trabalhado, e depois vão querer me punir quando falo. Desde que acabou o jogo lá ele foi pressionado. O Vanderlei foi pressionado o jogo inteiro e o Lauro fez o que quis aqui e não teve problema. Não teve uma falta marcada na entrada da área no Coxa, e eu falei pro árbitro. O Internacional falou do Carlinhos, mas hoje pisaram nele e não aconteceu nada", emenda.


"Tive cuidado de rever o jogo contra o Inter. Até 11 minutos do segundo tempo a equipe estava equilibrada, daí até os 16 houve um apagão e depois entramos no jogo de novo. Se pegar o número de defesas do Vanderlei lá e do Lauro aqui hoje você vai ver o absurdo que foi o domínio do Coritiba", conta.


E depois do jogo Renè saiu reclamando da arbitragem. "Foi pênalti, várias faltas não foram dadas. Eu que me mantenho tranquilo nessas horas acabei ficando com um gosto amargo. Primeiro por ficar fora da Copa, e segundo por essas coisas triunfarem. Se quiserem me punir, que me punam, paciência", diz. "Não foi uma arbitragem decisiva porque triunfamos, mas não fizemos os dois gols. Importante é que ganhamos com autoridade", completa.


Mas a raça e a dedicação da equipe merecem ser exaltadas. "Sabíamos que tínhamos que jogar 90 minutos. Tivemos a possibilidade de conseguir, mas a saída do Carlinhos prejudicou. No intervalo até pedi a ele pra aguentar um pouco, porque ele estava com muita dor. Mas no primeiro chute ele sentiu muito e tivemos que tirar", conta, antes de falar também da torcida: "a torcida está de parabéns. Sabia que ela ia fazer a diferença, ia mexer com o adversário".


O espírito desta noite não pode se apagar. "Como manter isso? Perguntei ao time. Vamos trocar os sonhos, agora vamos sonhar com o Brasileiro. A equipe vai jogar, vai ter dificuldades porque está desgastada, mas vai jogar com dignidade. Depois sim vamos ter tempo de treinar, jogar e dar muito orgulho a essa torcida".


Mas é preciso reconhecer também a qualidade do adversário. "O Internacional é um grande time com um grande treinador. Só acho que hoje ele se enrolou nas coisas que fizemos, fizemos o que ninguém tinha feito. O Inter saiu atrás no placar lá, conseguiu retornar, mas aqui não conseguiu jogar. Anulamos eles. Há muito tempo não vejo uma partida no futebol brasileiro em que um time domine tanto quanto o Coritiba dominou hoje o Internacional. Os jogadores foram inteligentes e entenderam o que a gente queria".


Para ele, com um pouco mais de tempo a equipe vai crescer. "Esse time quando treinar vai crescer muito", acredita.


Mas essa garra vista no jogo de hoje ainda mantém vivas as esperanças do futuro. "Agora é trocar o sonho. Temos que jogar da forma que jogamos aqui, com muita garra e determinação".

"Ganhamos com autoridade"
Treinador analisa vitória sobre o Internacional
Há 17 anos - 04/06/2009 03:51

Faltou muito pouco para o técnico Renè Simões ficar a apenas dois passos de mais uma conquista nacional, e por isso fica também o sentimento de dor, mesmo com uma vitória autoritária sobre o Internacional no Alto da Glória. De lição, sobra o espírito guerreiro e o exemplo de amor de uma torcida diferenciada.


Renè não escondeu a tristeza ao final do jogo. "Fica uma dor muito grande na gente. Já são 37 dias em que não pudemos treinar esta equipe. E ficamos fora do sonho que a torcida tinha da Copa do Brasil", revela. "O que me machuca muito é que o árbitro foi trabalhado, e depois vão querer me punir quando falo. Desde que acabou o jogo lá ele foi pressionado. O Vanderlei foi pressionado o jogo inteiro e o Lauro fez o que quis aqui e não teve problema. Não teve uma falta marcada na entrada da área no Coxa, e eu falei pro árbitro. O Internacional falou do Carlinhos, mas hoje pisaram nele e não aconteceu nada", emenda.


"Tive cuidado de rever o jogo contra o Inter. Até 11 minutos do segundo tempo a equipe estava equilibrada, daí até os 16 houve um apagão e depois entramos no jogo de novo. Se pegar o número de defesas do Vanderlei lá e do Lauro aqui hoje você vai ver o absurdo que foi o domínio do Coritiba", conta.


E depois do jogo Renè saiu reclamando da arbitragem. "Foi pênalti, várias faltas não foram dadas. Eu que me mantenho tranquilo nessas horas acabei ficando com um gosto amargo. Primeiro por ficar fora da Copa, e segundo por essas coisas triunfarem. Se quiserem me punir, que me punam, paciência", diz. "Não foi uma arbitragem decisiva porque triunfamos, mas não fizemos os dois gols. Importante é que ganhamos com autoridade", completa.


Mas a raça e a dedicação da equipe merecem ser exaltadas. "Sabíamos que tínhamos que jogar 90 minutos. Tivemos a possibilidade de conseguir, mas a saída do Carlinhos prejudicou. No intervalo até pedi a ele pra aguentar um pouco, porque ele estava com muita dor. Mas no primeiro chute ele sentiu muito e tivemos que tirar", conta, antes de falar também da torcida: "a torcida está de parabéns. Sabia que ela ia fazer a diferença, ia mexer com o adversário".


O espírito desta noite não pode se apagar. "Como manter isso? Perguntei ao time. Vamos trocar os sonhos, agora vamos sonhar com o Brasileiro. A equipe vai jogar, vai ter dificuldades porque está desgastada, mas vai jogar com dignidade. Depois sim vamos ter tempo de treinar, jogar e dar muito orgulho a essa torcida".


Mas é preciso reconhecer também a qualidade do adversário. "O Internacional é um grande time com um grande treinador. Só acho que hoje ele se enrolou nas coisas que fizemos, fizemos o que ninguém tinha feito. O Inter saiu atrás no placar lá, conseguiu retornar, mas aqui não conseguiu jogar. Anulamos eles. Há muito tempo não vejo uma partida no futebol brasileiro em que um time domine tanto quanto o Coritiba dominou hoje o Internacional. Os jogadores foram inteligentes e entenderam o que a gente queria".


Para ele, com um pouco mais de tempo a equipe vai crescer. "Esse time quando treinar vai crescer muito", acredita.


Mas essa garra vista no jogo de hoje ainda mantém vivas as esperanças do futuro. "Agora é trocar o sonho. Temos que jogar da forma que jogamos aqui, com muita garra e determinação".