Renè não pensa em desculpas
Treinador assume responsabilidade e foca na Copa do Brasil
Há 17 anos - 31/05/2009 00:59
Renè não pensa em desculpas

O Coritiba conquistou apenas um ponto no Campeonato Brasileiro e tem lutado para conquistar sua primeira vitória na competição. Para Renè Simões o time fez um primero tempo terrível, mas conseguiu melhorar no segundo, o que não dá a ele e aos jogadores desculpas para a derrota sofrida frente ao Goiás.


Se na primeira etapa a equipe entrou desligada e levou os três gols, na segunda partiu para cima em busca da vitória. Mas o treinador diz que o papo no vestiário durante o intervalo de jogo não teve nada de diferente, apenas um trabalho para que o time voltasse a se encontrar em campo. "Não disse nada mágico no vestiário, só pedi equilíbrio. Estávamos desorganizados em todos os setores. É difícil explicar esse baixo rendimento por razões lógicas. Qualquer coisa que eu falasse aqui soaria como desculpa. Depois nos organizamos melhor, trabalhamos melhor a bola pelos lados. Foi um descontrole muito grande no primeiro tempo. Foi lamentável o pênalti também porque com paradinha não tem como o goleiro não se mexer. Voltar o lance é complicado, não tem jeito mesmo. Melhor tirar o goleiro dali e dar o gol. Enfim, não foi por isso que perdemos e jogamos mal o primeiro tempo, paciência", explica.


E não tem desculpa. "Não adianta arrumar desculpas agora, tem que assumir. Se é que podemos tirar algo de positivo neste jogo, foi que pelo menos no segundo tempo o time se equilibrou", disse Renè. "Todos os jogos fizemos gols. Temos tomado muito gols. O problema não é fazer, é não levar. Fechar mais e nos proteger melhor", complementou.



Sempre questionado do porquê insistir na permanência do lateral Vicente em campo, o comandante Coxa afirma ter seus motivos para acreditar e dar confiança ao jogador. "Acho que o Vicente foi bem contra o Avaí e o Internacional, foi bem hoje, não foi mal. O problema é que as pessoas têm cisma com ele. Tudo que dá errado é com ele. Engraçado é que todo mundo pode ter preferência por um jogador, só o treinador não pode. Eu acho ele um belo jogador, tenho conversado com os treinadores que jogaram com ele e todos apostam. Estou apostando nele porque acho que ele vai crescer, como aconteceu com o Márcio Gabriel".



Mas, passada a derrota, o time agora pensa na partida de quarta-feira contra o Internacional, valendo uma vaga para a final da Copa do Brasil. Tendo utilizado os jogadores titulares hoje, Renè Simões acredita que o grupo terá que ser forte para render o máximo durante a semana. "Vamos ter que ter uma super superação. Dos quatro times que jogam a Copa do Brasil, apenas o Coritiba jogou com o time completo. Não tínhamos outra opção e mesmo assim acabou dando errado. Se tivéssemos dispensado os jogadores talvez estivéssemos aqui lamentando uma derrota, mas pelo menos eu teria o time descansado. Agora estamos aqui lamentando a derrota e os jogadores estão desgastados", disse.


"Mas acredito que a equipe pode se mobilizar e vencer a partida. Não acabou o jogo e vamos acreditar até o último minuto", afirmou, demonstrando sua confiança na vitória frente o time colorado.


E se estar em duas competições simultâneas atrapalha o rendimento dos atletas, não é motivo para reclamações. Faz parte do que o Clube deseja no ano do seu Centenário. "Estamos em posição incômoda. Tem sido difícil. Mas é o preço que está se pagando pela Copa do Brasil. Claro que quero passar pelo Inter, mas temos que ter superação porque são muitos jogos em espaço curto. Já sabíamos que seria assim e não podemos reclamar".



Já sobre a arbitragem para quarta o treinador não se preocupa com a qualidade dos árbitros, mas na pressão que o time adversário fará. "Minha preocupação é que Inter esteja preparando a arbitragem lá. Para o Carlinhos Paraíba ser expulso aqui, coisas assim. Mas quantas faltas fez o Magrão? Foi um jogo pegado no estilo do Sul. Espero que o Internacional não queira preparar a arbitragem. Que venha aqui e jogue futebol", declara.



Para que o resultado seja positivo, Simões acredita também que é preciso da força da torcida, lotando o Couto Pereira. Por isso ele convoca: "Vamos renovar nosso ânimo e acreditar que é possível. Que o torcedor venha junto empurrar o time pra cima".

Renè não pensa em desculpas
Treinador assume responsabilidade e foca na Copa do Brasil
Há 17 anos - 31/05/2009 00:59
Renè não pensa em desculpas

O Coritiba conquistou apenas um ponto no Campeonato Brasileiro e tem lutado para conquistar sua primeira vitória na competição. Para Renè Simões o time fez um primero tempo terrível, mas conseguiu melhorar no segundo, o que não dá a ele e aos jogadores desculpas para a derrota sofrida frente ao Goiás.


Se na primeira etapa a equipe entrou desligada e levou os três gols, na segunda partiu para cima em busca da vitória. Mas o treinador diz que o papo no vestiário durante o intervalo de jogo não teve nada de diferente, apenas um trabalho para que o time voltasse a se encontrar em campo. "Não disse nada mágico no vestiário, só pedi equilíbrio. Estávamos desorganizados em todos os setores. É difícil explicar esse baixo rendimento por razões lógicas. Qualquer coisa que eu falasse aqui soaria como desculpa. Depois nos organizamos melhor, trabalhamos melhor a bola pelos lados. Foi um descontrole muito grande no primeiro tempo. Foi lamentável o pênalti também porque com paradinha não tem como o goleiro não se mexer. Voltar o lance é complicado, não tem jeito mesmo. Melhor tirar o goleiro dali e dar o gol. Enfim, não foi por isso que perdemos e jogamos mal o primeiro tempo, paciência", explica.


E não tem desculpa. "Não adianta arrumar desculpas agora, tem que assumir. Se é que podemos tirar algo de positivo neste jogo, foi que pelo menos no segundo tempo o time se equilibrou", disse Renè. "Todos os jogos fizemos gols. Temos tomado muito gols. O problema não é fazer, é não levar. Fechar mais e nos proteger melhor", complementou.



Sempre questionado do porquê insistir na permanência do lateral Vicente em campo, o comandante Coxa afirma ter seus motivos para acreditar e dar confiança ao jogador. "Acho que o Vicente foi bem contra o Avaí e o Internacional, foi bem hoje, não foi mal. O problema é que as pessoas têm cisma com ele. Tudo que dá errado é com ele. Engraçado é que todo mundo pode ter preferência por um jogador, só o treinador não pode. Eu acho ele um belo jogador, tenho conversado com os treinadores que jogaram com ele e todos apostam. Estou apostando nele porque acho que ele vai crescer, como aconteceu com o Márcio Gabriel".



Mas, passada a derrota, o time agora pensa na partida de quarta-feira contra o Internacional, valendo uma vaga para a final da Copa do Brasil. Tendo utilizado os jogadores titulares hoje, Renè Simões acredita que o grupo terá que ser forte para render o máximo durante a semana. "Vamos ter que ter uma super superação. Dos quatro times que jogam a Copa do Brasil, apenas o Coritiba jogou com o time completo. Não tínhamos outra opção e mesmo assim acabou dando errado. Se tivéssemos dispensado os jogadores talvez estivéssemos aqui lamentando uma derrota, mas pelo menos eu teria o time descansado. Agora estamos aqui lamentando a derrota e os jogadores estão desgastados", disse.


"Mas acredito que a equipe pode se mobilizar e vencer a partida. Não acabou o jogo e vamos acreditar até o último minuto", afirmou, demonstrando sua confiança na vitória frente o time colorado.


E se estar em duas competições simultâneas atrapalha o rendimento dos atletas, não é motivo para reclamações. Faz parte do que o Clube deseja no ano do seu Centenário. "Estamos em posição incômoda. Tem sido difícil. Mas é o preço que está se pagando pela Copa do Brasil. Claro que quero passar pelo Inter, mas temos que ter superação porque são muitos jogos em espaço curto. Já sabíamos que seria assim e não podemos reclamar".



Já sobre a arbitragem para quarta o treinador não se preocupa com a qualidade dos árbitros, mas na pressão que o time adversário fará. "Minha preocupação é que Inter esteja preparando a arbitragem lá. Para o Carlinhos Paraíba ser expulso aqui, coisas assim. Mas quantas faltas fez o Magrão? Foi um jogo pegado no estilo do Sul. Espero que o Internacional não queira preparar a arbitragem. Que venha aqui e jogue futebol", declara.



Para que o resultado seja positivo, Simões acredita também que é preciso da força da torcida, lotando o Couto Pereira. Por isso ele convoca: "Vamos renovar nosso ânimo e acreditar que é possível. Que o torcedor venha junto empurrar o time pra cima".