Homero fala dos casos Mancha e Marlos
Diretor comenta detalhes das negociações com atletas da base
Há 17 anos - 07/05/2009 04:16
Homero fala dos casos Mancha e Marlos

Reconhecido mundialmente por revelar bons atletas no CT da Graciosa, o Coritiba vive em 2009 o impasse com dois de seus jogadores pratas da casa. Rodrigo Mancha e Marlos, considerados importantíssimos por Renè Simões para o elenco do ano do centenário, têm situações indefinidas com o fim de seus contratos.


O diretor de futebol do Clube, Homero Halila, falou à imprensa detalhes das negociações que seguem com atletas, empresários e clubes interessados nos jogadores. Apesar da indefinição, Marlos e Mancha têm contratos assinados válidos até o fim de maio e começo de julho, respectivamente, e, caso não haja negociação alguma com outros clubes, eles estarão disponíveis ao treinador para atuar pela primeira partida do Campeonato Brasileiro no próximo sábado, o que os impede de atuar por outro clube na mesma competição ainda neste ano.


"Quanto ao Marlos fizemos propostas desde que estou aqui, até mesmo dirigentes anteriores. Não conseguimos fazer a renovação pela falta de interesse do jogador e/ou de seu empresário. Chegamos a fazer uma proposta além das nossas possibilidades, mas não conseguimos sensibilizar", relatou.


Já em relação a Rodrigo Mancha, a situação é mais complexa pois o jogador tem um pré-contrato assinado com o Santos, que não abre mão de sua apresentação. "Fizemos dois contatos com o Santos e estamos tentando negociar. Nossa intenção é que o atleta fique, mas estamos conversando para ver o que é possível".



Halila explica, ainda, como havia sido programada a renovação de contrato do atleta desde o ano anterior. "A negociação do Mancha iniciou por volta de setembro, quando ele tinha outro procurador. Chegamos nos valores naquela epoca e só faltava decidir o parcelamento do valor de direito de imagem. Quando faltava apenas a assinatura, ele mudou de procurador e os valores também. Renegociamos e acertamos os valores, mas veio pela terceira vez o pedido de aumento. Nesse meio tempo, os empresários do atleta o ofereceram a outros clubes. Isso gerou um desgaste, a condução da negociação não foi feita de forma correta e isso causou uma dificuldade na relação, tentaram empresariar outros jogadores do Coritiba e foi um momento dificil. Chegaram a afirmar que, se a gente chegasse a 80% do valor que o Santos ofereceu, ele ficaria aqui. Então oferecemos este valor e mesmo assim assinaram o pré-contrato com o Santos", explicou.


Outro caso que gera polêmica é do zagueiro Leandro Silva, que tem sido convocado para as seleções de base do Brasil e hoje atuou pelo time profissional na Copa do Brasil. "O Leandro é o único jogador da base que não teve seu contrato ampliado. Ele trocou de procurador, tivemos dificuldade, fizemos neociação com um advogado e acertamos os valores, só faltava a assinatura do contrato. Isso se estendeu e demos um ultimato, foi colocado isso claramente a ele. Decidimos colocá-lo no jogo hoje para que, além da necessidade, a comissão pudesse avaliar a atuação do jogador pra ver se seria uma utilização vantajosa ou não para o Clube".

Homero fala dos casos Mancha e Marlos
Diretor comenta detalhes das negociações com atletas da base
Há 17 anos - 07/05/2009 04:16
Homero fala dos casos Mancha e Marlos

Reconhecido mundialmente por revelar bons atletas no CT da Graciosa, o Coritiba vive em 2009 o impasse com dois de seus jogadores pratas da casa. Rodrigo Mancha e Marlos, considerados importantíssimos por Renè Simões para o elenco do ano do centenário, têm situações indefinidas com o fim de seus contratos.


O diretor de futebol do Clube, Homero Halila, falou à imprensa detalhes das negociações que seguem com atletas, empresários e clubes interessados nos jogadores. Apesar da indefinição, Marlos e Mancha têm contratos assinados válidos até o fim de maio e começo de julho, respectivamente, e, caso não haja negociação alguma com outros clubes, eles estarão disponíveis ao treinador para atuar pela primeira partida do Campeonato Brasileiro no próximo sábado, o que os impede de atuar por outro clube na mesma competição ainda neste ano.


"Quanto ao Marlos fizemos propostas desde que estou aqui, até mesmo dirigentes anteriores. Não conseguimos fazer a renovação pela falta de interesse do jogador e/ou de seu empresário. Chegamos a fazer uma proposta além das nossas possibilidades, mas não conseguimos sensibilizar", relatou.


Já em relação a Rodrigo Mancha, a situação é mais complexa pois o jogador tem um pré-contrato assinado com o Santos, que não abre mão de sua apresentação. "Fizemos dois contatos com o Santos e estamos tentando negociar. Nossa intenção é que o atleta fique, mas estamos conversando para ver o que é possível".



Halila explica, ainda, como havia sido programada a renovação de contrato do atleta desde o ano anterior. "A negociação do Mancha iniciou por volta de setembro, quando ele tinha outro procurador. Chegamos nos valores naquela epoca e só faltava decidir o parcelamento do valor de direito de imagem. Quando faltava apenas a assinatura, ele mudou de procurador e os valores também. Renegociamos e acertamos os valores, mas veio pela terceira vez o pedido de aumento. Nesse meio tempo, os empresários do atleta o ofereceram a outros clubes. Isso gerou um desgaste, a condução da negociação não foi feita de forma correta e isso causou uma dificuldade na relação, tentaram empresariar outros jogadores do Coritiba e foi um momento dificil. Chegaram a afirmar que, se a gente chegasse a 80% do valor que o Santos ofereceu, ele ficaria aqui. Então oferecemos este valor e mesmo assim assinaram o pré-contrato com o Santos", explicou.


Outro caso que gera polêmica é do zagueiro Leandro Silva, que tem sido convocado para as seleções de base do Brasil e hoje atuou pelo time profissional na Copa do Brasil. "O Leandro é o único jogador da base que não teve seu contrato ampliado. Ele trocou de procurador, tivemos dificuldade, fizemos neociação com um advogado e acertamos os valores, só faltava a assinatura do contrato. Isso se estendeu e demos um ultimato, foi colocado isso claramente a ele. Decidimos colocá-lo no jogo hoje para que, além da necessidade, a comissão pudesse avaliar a atuação do jogador pra ver se seria uma utilização vantajosa ou não para o Clube".