O Coxa de alma guerreira
Verdão já conquistou títulos históricos superando adversidades como as parecidas com o atual momento
Há 17 anos - 30/04/2009 21:03
O Coxa de alma guerreira

O coritiba.com.br, em parceria com o grupo Helênicos selecionou momentos decisivos na história do Clube, que foram superados com uma mística que é caracterisitca do Coritiba. Por diversas vezes, o Coxa saiu de situações supostamente irreversiveis e conquistou títulos e vitórias que jamais serão apagadas de sua história. E é assim que a equipe encara agora a possibilidade de buscar mais um título. No entanto, o grupo sabe que não será fácil, até porque, o Verdão, mesmo com a melhor campanha da segunda fase, ao lado do J Malucelli, não depende apenas de si para conquistar a taça. No entanto, quando o Coxa olha para trás vê uma história repleta de lutas e vitórias com um sabor especial.


Por isto, neste domingo, independente do resultado final, ninguém quer ficar fora da festa nas arquibancadas e vai com o Coritiba até o último minuto em busca da taça. Se ela não vier, vale a nossa honra e se ele chegar terá um sabor muito especial.


Final de 1931


A final do Estadual foi entre Coritiba e Palestra e o adversário era o favorito, afinal, era dono da melhor campanha da competição. A fase final da competição era como hoje, por pontos corridos, e o Coxa estava a um ponto do líder, o Palestra. O jogo começou quente e com o adversário partindo pra cima. A primeira etapa terminou com vitória por 3x1 do Palestra, mas no segundo tempo pesou a mística coritibana. Foi quando Moacir Gonçalves, treinador e atleta, botou fogo no jogo. O Coxa virou para 5x3, o Palestra diminui, mas não evitou o terceiro título da história coritibana.


Saiba mais sobre a conquista


Final de 1951


O Campeonato de 1951 foi decidido no último minuto. Antes disso, o Coxa enfrentou problemas em decisões judiciais. Em um jogo com o Monte Alegre, o avião que levava a delegação coxa não conseguiu pousar em Telêmaco Borba, devido a uma intensa chuva, e mesmo assim o TJD deu vitória do time do interior por W.O., o Coxa prejudicado fora de campo. Na fase final, o Coxa foi guerriero. Depois de duas goleadas, uma por 4x2 sobre o rival Atlético-PR, outra por 6x2 sobre o Britânia, o Coxa encarava o Ferroviário. A partida estava empatada em 1x1 e já aos 46' da segunda etapa Neno balançou as redes e garantiu a vitória.


Saiba mais sobre a conquista


Final de 1968


Todo o Campeonato Estadual de 1968 foi emocionante. Mas a final teve um sabor especial, diante do rival Atlético-PR.  Depois de vencer o primeiro jogo da decisão por 2x1 e jogava pelo empate na segunda partida, se não, haveria uma terceira decisão. O Atlético-PR havia montado um grande time, mas era pouco para vencer o Coritiba e sua alma guerreira. O adversário, no entanto abriu o placar, com Zé Roberto e a torcida rival se enchia de esperança e comemorava cada lance do jogo. Mas no final do jogo, uma falta pela esquerda, cobrada duas vezes, transformou o destino daquela história. No momento fatal, Nilo cruzou na área e Paulo Vecchio subiu mais alto e fez o gol do título alviverde.


Saiba mais sobre a conquista


Torneio do Povo de 1973


O primeiro título nacional do futebol do Sul do Brasil não poderia chegar de outra maneira. Outra vez, pesou a mística coritibana. Depois de vencer Corinthians e Flamengo, o Coxa encara o Bahia, em Salvador, jogando pelo empate. O Verdão abriu o placar, mas como na vida do Coxa nada é conquistado com facilidade, o time da casa virou a partida e para piorar, o Coxa teve dois jogadores expulsos. Não seria fácil, mas desistir é o que jamais passa pela cabeça de quem veste essas cores e o Coxa foi atrás da taça até o último minuto. O experiente técnico Tim formou um esquema fatal. Em uma lance de contra-ataque, a zaga baiana parou após um apito vindo da arquibancada e Hélio Pires empatou o jogo e deu o saboroso gosta de mais um título, o primeiro a nível nacional.


Saiba mais sobre a conquista


Arrancada no Brasileiro de 1985


Ainda na primeira fase, segundo turno. O Coxa recebia o Santos no Alto da Glória, precisava vencer e torcida por um tropeço do Fluminense. Vinham noticias que os cariocas perdiam por 3x1 e no Couto Pereira os paulistas empatavam em 1x1 com o Verdão. Outra vez, surge a mística da alma guerreira.

Aos 45' da segunda etapa, um lance decisivo, fez mais de 30 mil torcedores explodirem de alegria no Couto Pereira. A bola bate, rebate e aparece o pé de Lela, que estufa as redes e garante o primeiro lugar do grupo naquele turno. Vaga garantida na segunda fase e a arrancada para o inédito título brasileiro. Na semifinal, a mística alviverde também pesou. Depois de vencer o Atlético-MG por 1x0 no Alto da Glória, o Coxa enfrentou um Mineirão lotado e em um lance magnífico, o goleiro Rafael faz uma defesa incrível. Após a bola passar por baixo de suas pernas ele se atira e faz a defesa em cima da linha do gol, garantindo o placar zerado e a classificação. Na decisão, a camisa alviverde pesou e já na madrugada do dia 01 de agosto, Gomes fez de pênalti o gol que parou Curitiba para um carnaval fora de época.


Saiba mais sobre a conquista


Paranaense de 1999


Depois de vencer a primeira decisão por 1x0 e empatar o segundo jogo em 2x2, o Coxa perdia por 2x0 para o Paraná Clube no Pinheirão e no mínimo um empate daria o título. Ainda na primeira etapa, o Coxa diminuiu, com Cleber Arado.

Mas não parecia o suficiente, era preciso algo mais e aí surge essa superação, que brota, talvez, da nossa camisa e percorre as veias de cada coxa-branca. Um cruzamento da direita de Reginaldo Araújo e um chute lindo de Darci decretaram mais uma conquista, uma taça a mais, que não foi vencida com facilidade, que teve alma, suor derramado. Um título com a cara e a alma guerreira coritibana.


Saiba mais sobre a conquista


Finais Atle-Tibas de 2004-2008


Cada conquista teve um sabor especial. Mas em nenhuma delas faltou essa mística. O título estadual de 2004 foi um grande jogo. O Coxa venceu a primeira decisão por 2x1 no Alto da Glória e jogava pelo empate na Baixada. Saiu na frente, sofreu a virada, empatou e sofreu o 3x2. Em um cruzamento de escanteio, Tuta subiu mais alto e empatou o jogo. A festa estava garantida e a mística despertada. Em 2008 a primeira vitória foi por 2x0 e na Baixada o Atlético-PR repetia o placar. Já na segunda etapa, surge um lance esquisito, um chute para se livrar da bola que virou um passe perfeito, uma quicada no chão, um segundo a mais de agilidade de Henrique Dias e o título.


Saiba mais sobre as conquistas de 2004 e 2008


Uma conquista de Alma Guerreira em 2007


De todas as conquistas, talvez uma seja a mais característica pela fama de alma guerreira do Coritiba, o título brasileiro de 2007. Do início ao fim, luta, entrega, amor e união em torno do Coritiba resultaram em uma das maiores comemorações e mobilizações populares da cidade em torno de um clube de futebol. De todas as vitórias, as mais saborosas foram conquistadas com essa mística. E para muitos a arrancada decisiva foi na partida diante da Ponte Preta, no Alto da Glória. Noite fira na capital, com garoa fina, vento soprando contra e a Ponte faz 1x0. O zagueiro Henrique empata aos 39' da segunda etapa e o artilheiro Keirrison vira o jogo aos 47'. Depois disso, Coxa e Ipatinga em busca da liderança e o Verdão não consegue furar a zaga do adversário, até que aos 45' da segunda etapa, o meia Ricardinho sofre pênalti. Parecia que tudo acabará ali, mas era preciso coração, porque não seria tão simples assim. Na primeira batida, defesa do goleiro e o árbitro manda voltar. Na segunda, defesa novamente e o árbitro manda voltar. Na terceira, gol, mas o árbitro manda voltar. Não, não é replay! Na quarta batida, já aos 50', o estádio suspira e está a um segundo de transbordar de festa ou cair ao chão. Bola na rede, gol da vitória, mais um passo dado. Era preciso mais coração e foi assim até o fim. O Coxa subiu, queríamos a taça e fomos busca-la. Bastava uma vitória sobre o Santa Cruz, em Recife e Henrique faz 1x0. Calma, não seria tranqüilo assim. O Santa Cruz virou, então o Coxa perdeu dois atletas expulsos. Já era 42' da segunda etapa e Keirrison cabeceia para o gol, a bola cruza a linha lentamente, o que não bastava.

Então, aos 46', um lance mágico. Em Jundiaí, o Ipatinga comemorava o título com a vitória sobre o Paulista. Caíco cruza na área, um bate rebate e o pé de Henrique Dias levam a taça para o Alto da Glória.


Saiba mais sobre a conquista

 

O Coxa de alma guerreira
Verdão já conquistou títulos históricos superando adversidades como as parecidas com o atual momento
Há 17 anos - 30/04/2009 21:03
O Coxa de alma guerreira

O coritiba.com.br, em parceria com o grupo Helênicos selecionou momentos decisivos na história do Clube, que foram superados com uma mística que é caracterisitca do Coritiba. Por diversas vezes, o Coxa saiu de situações supostamente irreversiveis e conquistou títulos e vitórias que jamais serão apagadas de sua história. E é assim que a equipe encara agora a possibilidade de buscar mais um título. No entanto, o grupo sabe que não será fácil, até porque, o Verdão, mesmo com a melhor campanha da segunda fase, ao lado do J Malucelli, não depende apenas de si para conquistar a taça. No entanto, quando o Coxa olha para trás vê uma história repleta de lutas e vitórias com um sabor especial.


Por isto, neste domingo, independente do resultado final, ninguém quer ficar fora da festa nas arquibancadas e vai com o Coritiba até o último minuto em busca da taça. Se ela não vier, vale a nossa honra e se ele chegar terá um sabor muito especial.


Final de 1931


A final do Estadual foi entre Coritiba e Palestra e o adversário era o favorito, afinal, era dono da melhor campanha da competição. A fase final da competição era como hoje, por pontos corridos, e o Coxa estava a um ponto do líder, o Palestra. O jogo começou quente e com o adversário partindo pra cima. A primeira etapa terminou com vitória por 3x1 do Palestra, mas no segundo tempo pesou a mística coritibana. Foi quando Moacir Gonçalves, treinador e atleta, botou fogo no jogo. O Coxa virou para 5x3, o Palestra diminui, mas não evitou o terceiro título da história coritibana.


Saiba mais sobre a conquista


Final de 1951


O Campeonato de 1951 foi decidido no último minuto. Antes disso, o Coxa enfrentou problemas em decisões judiciais. Em um jogo com o Monte Alegre, o avião que levava a delegação coxa não conseguiu pousar em Telêmaco Borba, devido a uma intensa chuva, e mesmo assim o TJD deu vitória do time do interior por W.O., o Coxa prejudicado fora de campo. Na fase final, o Coxa foi guerriero. Depois de duas goleadas, uma por 4x2 sobre o rival Atlético-PR, outra por 6x2 sobre o Britânia, o Coxa encarava o Ferroviário. A partida estava empatada em 1x1 e já aos 46' da segunda etapa Neno balançou as redes e garantiu a vitória.


Saiba mais sobre a conquista


Final de 1968


Todo o Campeonato Estadual de 1968 foi emocionante. Mas a final teve um sabor especial, diante do rival Atlético-PR.  Depois de vencer o primeiro jogo da decisão por 2x1 e jogava pelo empate na segunda partida, se não, haveria uma terceira decisão. O Atlético-PR havia montado um grande time, mas era pouco para vencer o Coritiba e sua alma guerreira. O adversário, no entanto abriu o placar, com Zé Roberto e a torcida rival se enchia de esperança e comemorava cada lance do jogo. Mas no final do jogo, uma falta pela esquerda, cobrada duas vezes, transformou o destino daquela história. No momento fatal, Nilo cruzou na área e Paulo Vecchio subiu mais alto e fez o gol do título alviverde.


Saiba mais sobre a conquista


Torneio do Povo de 1973


O primeiro título nacional do futebol do Sul do Brasil não poderia chegar de outra maneira. Outra vez, pesou a mística coritibana. Depois de vencer Corinthians e Flamengo, o Coxa encara o Bahia, em Salvador, jogando pelo empate. O Verdão abriu o placar, mas como na vida do Coxa nada é conquistado com facilidade, o time da casa virou a partida e para piorar, o Coxa teve dois jogadores expulsos. Não seria fácil, mas desistir é o que jamais passa pela cabeça de quem veste essas cores e o Coxa foi atrás da taça até o último minuto. O experiente técnico Tim formou um esquema fatal. Em uma lance de contra-ataque, a zaga baiana parou após um apito vindo da arquibancada e Hélio Pires empatou o jogo e deu o saboroso gosta de mais um título, o primeiro a nível nacional.


Saiba mais sobre a conquista


Arrancada no Brasileiro de 1985


Ainda na primeira fase, segundo turno. O Coxa recebia o Santos no Alto da Glória, precisava vencer e torcida por um tropeço do Fluminense. Vinham noticias que os cariocas perdiam por 3x1 e no Couto Pereira os paulistas empatavam em 1x1 com o Verdão. Outra vez, surge a mística da alma guerreira.

Aos 45' da segunda etapa, um lance decisivo, fez mais de 30 mil torcedores explodirem de alegria no Couto Pereira. A bola bate, rebate e aparece o pé de Lela, que estufa as redes e garante o primeiro lugar do grupo naquele turno. Vaga garantida na segunda fase e a arrancada para o inédito título brasileiro. Na semifinal, a mística alviverde também pesou. Depois de vencer o Atlético-MG por 1x0 no Alto da Glória, o Coxa enfrentou um Mineirão lotado e em um lance magnífico, o goleiro Rafael faz uma defesa incrível. Após a bola passar por baixo de suas pernas ele se atira e faz a defesa em cima da linha do gol, garantindo o placar zerado e a classificação. Na decisão, a camisa alviverde pesou e já na madrugada do dia 01 de agosto, Gomes fez de pênalti o gol que parou Curitiba para um carnaval fora de época.


Saiba mais sobre a conquista


Paranaense de 1999


Depois de vencer a primeira decisão por 1x0 e empatar o segundo jogo em 2x2, o Coxa perdia por 2x0 para o Paraná Clube no Pinheirão e no mínimo um empate daria o título. Ainda na primeira etapa, o Coxa diminuiu, com Cleber Arado.

Mas não parecia o suficiente, era preciso algo mais e aí surge essa superação, que brota, talvez, da nossa camisa e percorre as veias de cada coxa-branca. Um cruzamento da direita de Reginaldo Araújo e um chute lindo de Darci decretaram mais uma conquista, uma taça a mais, que não foi vencida com facilidade, que teve alma, suor derramado. Um título com a cara e a alma guerreira coritibana.


Saiba mais sobre a conquista


Finais Atle-Tibas de 2004-2008


Cada conquista teve um sabor especial. Mas em nenhuma delas faltou essa mística. O título estadual de 2004 foi um grande jogo. O Coxa venceu a primeira decisão por 2x1 no Alto da Glória e jogava pelo empate na Baixada. Saiu na frente, sofreu a virada, empatou e sofreu o 3x2. Em um cruzamento de escanteio, Tuta subiu mais alto e empatou o jogo. A festa estava garantida e a mística despertada. Em 2008 a primeira vitória foi por 2x0 e na Baixada o Atlético-PR repetia o placar. Já na segunda etapa, surge um lance esquisito, um chute para se livrar da bola que virou um passe perfeito, uma quicada no chão, um segundo a mais de agilidade de Henrique Dias e o título.


Saiba mais sobre as conquistas de 2004 e 2008


Uma conquista de Alma Guerreira em 2007


De todas as conquistas, talvez uma seja a mais característica pela fama de alma guerreira do Coritiba, o título brasileiro de 2007. Do início ao fim, luta, entrega, amor e união em torno do Coritiba resultaram em uma das maiores comemorações e mobilizações populares da cidade em torno de um clube de futebol. De todas as vitórias, as mais saborosas foram conquistadas com essa mística. E para muitos a arrancada decisiva foi na partida diante da Ponte Preta, no Alto da Glória. Noite fira na capital, com garoa fina, vento soprando contra e a Ponte faz 1x0. O zagueiro Henrique empata aos 39' da segunda etapa e o artilheiro Keirrison vira o jogo aos 47'. Depois disso, Coxa e Ipatinga em busca da liderança e o Verdão não consegue furar a zaga do adversário, até que aos 45' da segunda etapa, o meia Ricardinho sofre pênalti. Parecia que tudo acabará ali, mas era preciso coração, porque não seria tão simples assim. Na primeira batida, defesa do goleiro e o árbitro manda voltar. Na segunda, defesa novamente e o árbitro manda voltar. Na terceira, gol, mas o árbitro manda voltar. Não, não é replay! Na quarta batida, já aos 50', o estádio suspira e está a um segundo de transbordar de festa ou cair ao chão. Bola na rede, gol da vitória, mais um passo dado. Era preciso mais coração e foi assim até o fim. O Coxa subiu, queríamos a taça e fomos busca-la. Bastava uma vitória sobre o Santa Cruz, em Recife e Henrique faz 1x0. Calma, não seria tranqüilo assim. O Santa Cruz virou, então o Coxa perdeu dois atletas expulsos. Já era 42' da segunda etapa e Keirrison cabeceia para o gol, a bola cruza a linha lentamente, o que não bastava.

Então, aos 46', um lance mágico. Em Jundiaí, o Ipatinga comemorava o título com a vitória sobre o Paulista. Caíco cruza na área, um bate rebate e o pé de Henrique Dias levam a taça para o Alto da Glória.


Saiba mais sobre a conquista