Volta ao lar (XXIV)
O ato de passar em círculo o pé sobre a bola não tem nada a ver com o ato de pedalar, exceto o pé
Há 17 anos - 27/04/2009 12:23
Volta ao lar (XXIV)

CRAQUE NÃO PEDALA


Começarei pelo começo. O ato de passar em círculo o pé sobre a bola não tem nada a ver com o ato de pedalar, exceto o pé. (A bicicleta não teria emplacado na hipótese remotíssima de exigir algo semelhante ao feito por alguns jogadores nos campos da Oropa, França, Bahia.)


NÃO É O QUE PARECE


A palavra pedalada acoplada ao Didi, Didi Pedalada, não significa que ele tenha sido o criador do ato de passar o pé em circulo sobre a bola.


Uma das prerrogativas da idade é permitir o testemunho de muitas coisas: por exemplo, vi o uruguaio Hobberg, avante do grande Peñarol de então, “pedalar” no campo do Durival Britto e Silva, não Durival de Brito como nove em dez curitibanos a ele se refere. É muito possível que outros tenham repetido o gesto no mundo, mundo, vasto mundo, mas a minha memória não registra. O que fazer? A memória como a carne é fraca.


RESSURREIÇÃO


Claro, vi o gaúcho Didi passar o pé em círculo sobre a bola no Internacional da década de 70 do novecento. Salvo erro, foi aí que pintou a palavra pedalada como significante. Invenção dos gaúchos? Sinceramente, não sei. O que sei ou penso saber é que o gesto hibernou longas décadas até ser reavivado pelo Robinho, no Santos, no ano da graça em que foi lançado pelo Leão. E virou moda, modismo.


MODISMO


Não espalhe, mas não vejo a hora de vê-lo sair de moda, ser arquivado, pois quase sempre não passa de algo supérfluo, inútil, cheio de gordura trans – verdadeira porcaria. Especialmente quando utilizado na inércia: é perda de tempo sem ganho de espaço. Não lembro de nenhum craque que o tenha utilizado. Ou você acha o Robinho craque? (Visite www.negopessoa.com/blog)

Volta ao lar (XXIV)
O ato de passar em círculo o pé sobre a bola não tem nada a ver com o ato de pedalar, exceto o pé
Há 17 anos - 27/04/2009 12:23
Volta ao lar (XXIV)

CRAQUE NÃO PEDALA


Começarei pelo começo. O ato de passar em círculo o pé sobre a bola não tem nada a ver com o ato de pedalar, exceto o pé. (A bicicleta não teria emplacado na hipótese remotíssima de exigir algo semelhante ao feito por alguns jogadores nos campos da Oropa, França, Bahia.)


NÃO É O QUE PARECE


A palavra pedalada acoplada ao Didi, Didi Pedalada, não significa que ele tenha sido o criador do ato de passar o pé em circulo sobre a bola.


Uma das prerrogativas da idade é permitir o testemunho de muitas coisas: por exemplo, vi o uruguaio Hobberg, avante do grande Peñarol de então, “pedalar” no campo do Durival Britto e Silva, não Durival de Brito como nove em dez curitibanos a ele se refere. É muito possível que outros tenham repetido o gesto no mundo, mundo, vasto mundo, mas a minha memória não registra. O que fazer? A memória como a carne é fraca.


RESSURREIÇÃO


Claro, vi o gaúcho Didi passar o pé em círculo sobre a bola no Internacional da década de 70 do novecento. Salvo erro, foi aí que pintou a palavra pedalada como significante. Invenção dos gaúchos? Sinceramente, não sei. O que sei ou penso saber é que o gesto hibernou longas décadas até ser reavivado pelo Robinho, no Santos, no ano da graça em que foi lançado pelo Leão. E virou moda, modismo.


MODISMO


Não espalhe, mas não vejo a hora de vê-lo sair de moda, ser arquivado, pois quase sempre não passa de algo supérfluo, inútil, cheio de gordura trans – verdadeira porcaria. Especialmente quando utilizado na inércia: é perda de tempo sem ganho de espaço. Não lembro de nenhum craque que o tenha utilizado. Ou você acha o Robinho craque? (Visite www.negopessoa.com/blog)