Volta ao lar (XXIII)
Não devemos perder tempo&dinheiro, não devemos brigar, nos irritar por bagatelas, por diferenças tão minúsculas
Há 17 anos - 21/04/2009 14:49
Volta ao lar (XXIII)

HISTÓRIA EXEMPLAR


Rolava o início do memorável ano de 1970 e um grupo de tricolores estava reunido no célebre Fiorentina, no Leme, Rio. Entre eles, Nelson Rodrigues e o Adolfo Milman, mestre Russo, então supervisor da Seleção que iria ao México.


Dia antes o João Saldanha reconvocara as feras com pequenas alterações no grupo vencedor das Eliminatórias. Irritada pela não convocação do Denílson, “príncipe zulu de Rancho” na irretocável definição do Nelson, a tricolagem cobrava do Russo uma explicação; ele não se fez de rogado:


MESTRE


- A diferença entre o Denílson e o Piazza (escolhido novamente pelo João) é muito pequena. E na minha opinião o Piazza é um pouquinho melhor.


Amicus Plato, sed magis amica veritas (em Português: Gosto de Platão, porém gosto mais da verdade); fãzoca do Denílson, dei razão ao mestre Russo, que o Nelson chamava o sábio.


MORAL


Moral? Não devemos perder tempo&dinheiro, não devemos brigar, nos irritar por bagatelas, por diferenças tão minúsculas. Como completou o Russo – se o Saldanha tivesse deixado de fora o Tostão ou o Rivelino ou o Gerson ou o Carlos Alberto, pra não mencionar o Pelé, aí, sim, deveríamos ir à guerra! Porque a diferença destes em relação aos outros é imensa. 


O que batuquei vale para as contratações: ou o jogador é bem melhor que os outros ou não é; se não for não devemos trazê-lo.


Isto é óbvio? Ululante? É! Mas como o Nelson Rodrigues não se cansava de repetir: só os profetas vêm o óbvio ululante.


(Visite me blog: www.negopessoa/blog) 

Volta ao lar (XXIII)
Não devemos perder tempo&dinheiro, não devemos brigar, nos irritar por bagatelas, por diferenças tão minúsculas
Há 17 anos - 21/04/2009 14:49
Volta ao lar (XXIII)

HISTÓRIA EXEMPLAR


Rolava o início do memorável ano de 1970 e um grupo de tricolores estava reunido no célebre Fiorentina, no Leme, Rio. Entre eles, Nelson Rodrigues e o Adolfo Milman, mestre Russo, então supervisor da Seleção que iria ao México.


Dia antes o João Saldanha reconvocara as feras com pequenas alterações no grupo vencedor das Eliminatórias. Irritada pela não convocação do Denílson, “príncipe zulu de Rancho” na irretocável definição do Nelson, a tricolagem cobrava do Russo uma explicação; ele não se fez de rogado:


MESTRE


- A diferença entre o Denílson e o Piazza (escolhido novamente pelo João) é muito pequena. E na minha opinião o Piazza é um pouquinho melhor.


Amicus Plato, sed magis amica veritas (em Português: Gosto de Platão, porém gosto mais da verdade); fãzoca do Denílson, dei razão ao mestre Russo, que o Nelson chamava o sábio.


MORAL


Moral? Não devemos perder tempo&dinheiro, não devemos brigar, nos irritar por bagatelas, por diferenças tão minúsculas. Como completou o Russo – se o Saldanha tivesse deixado de fora o Tostão ou o Rivelino ou o Gerson ou o Carlos Alberto, pra não mencionar o Pelé, aí, sim, deveríamos ir à guerra! Porque a diferença destes em relação aos outros é imensa. 


O que batuquei vale para as contratações: ou o jogador é bem melhor que os outros ou não é; se não for não devemos trazê-lo.


Isto é óbvio? Ululante? É! Mas como o Nelson Rodrigues não se cansava de repetir: só os profetas vêm o óbvio ululante.


(Visite me blog: www.negopessoa/blog)