Eis que chega o sábado véspera de Páscoa. Ou seria o sábado de aleluia? Ou ainda o sábado de malhar o Judas? Inevitável voltar ao tempo em que na noite anterior, os piás reuniam-se às escondidas para, depois de juntar algumas roupas inservíveis, enchê-las de “serragem”, “cipilho”, costurar, dá-la aspecto de uma pessoa horrenda, pendurá-lo adequadamente para que no sábado todos pudessem malhá-lo. No sábado, todos de posse de suas “setras”, e “ripas”, partíamos para malhar aquele que a nosso ver representava tudo de ruim reunido numa pessoa só. Claro que existe dentro de todos nós uma tendência de apagarmos de nossa memória as coisas ruins, mas também naquele dia, o sábado de aleluia, nossos pais também se reservavam ao direito de nos cobrar os erros cometidos durante a semana santa, pois eles a guardavam de tal forma que deixavam para também neste dia, fazer o acerto de contas, que constituía de algumas “cintadas” ou em casos mais extremos, partirem para as surras de “vara de marmelo”.
Impossível dissociar aqueles tempos do que ocorre dentro das trincheiras de nosso amado Coritiba Foot Ball Club, quando amigos ou o que é pior “ex-amigos”, exercitam o “criticar por criticar”, aparentemente por puro prazer, esquecendo-se que independente do grau de satisfação nos rumos das coisas tem mais é que torcer pelo melhor ao nosso clube de coração, deixando para num fórum específico, ou seja, na eleição mudar o rumo das coisas.
Durante nossas vidas também não estaríamos sempre procurando malhar aqueles que a nosso ver teriam traído nossa confiança? Ou nossos princípios? Será que teríamos a grandeza de aguardar o dia apropriado para destilarmos nossas insatisfações? Ou praticamos durante todo o tempo o exercício da “malhação” de maneira desvairada e inconseqüente?
Ao Coritiba Foot Ball Club, desejo que domingo represente a ressurreição diária, e a todos que o amam de verdade uma Feliz Páscoa!
Valdenir Taborda
[email protected]
Eis que chega o sábado véspera de Páscoa. Ou seria o sábado de aleluia? Ou ainda o sábado de malhar o Judas? Inevitável voltar ao tempo em que na noite anterior, os piás reuniam-se às escondidas para, depois de juntar algumas roupas inservíveis, enchê-las de “serragem”, “cipilho”, costurar, dá-la aspecto de uma pessoa horrenda, pendurá-lo adequadamente para que no sábado todos pudessem malhá-lo. No sábado, todos de posse de suas “setras”, e “ripas”, partíamos para malhar aquele que a nosso ver representava tudo de ruim reunido numa pessoa só. Claro que existe dentro de todos nós uma tendência de apagarmos de nossa memória as coisas ruins, mas também naquele dia, o sábado de aleluia, nossos pais também se reservavam ao direito de nos cobrar os erros cometidos durante a semana santa, pois eles a guardavam de tal forma que deixavam para também neste dia, fazer o acerto de contas, que constituía de algumas “cintadas” ou em casos mais extremos, partirem para as surras de “vara de marmelo”.
Impossível dissociar aqueles tempos do que ocorre dentro das trincheiras de nosso amado Coritiba Foot Ball Club, quando amigos ou o que é pior “ex-amigos”, exercitam o “criticar por criticar”, aparentemente por puro prazer, esquecendo-se que independente do grau de satisfação nos rumos das coisas tem mais é que torcer pelo melhor ao nosso clube de coração, deixando para num fórum específico, ou seja, na eleição mudar o rumo das coisas.
Durante nossas vidas também não estaríamos sempre procurando malhar aqueles que a nosso ver teriam traído nossa confiança? Ou nossos princípios? Será que teríamos a grandeza de aguardar o dia apropriado para destilarmos nossas insatisfações? Ou praticamos durante todo o tempo o exercício da “malhação” de maneira desvairada e inconseqüente?
Ao Coritiba Foot Ball Club, desejo que domingo represente a ressurreição diária, e a todos que o amam de verdade uma Feliz Páscoa!
Valdenir Taborda
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