No ano de 1985, eu tinha exatos 14 anos. Era uma noite fria de inverno, e todos em casa já estavam dormindo quando comecei a ouvir meu pai gritando na sala. Eu, minha irmã e a minha mãe saímos desesperadas para ver o que estava acontecendo... Foi quando nos deparamos com ele, alí na sala, de joelhos, chorando como criança e gritando: É CAMPEÃO, VOCÊS NÃO ESTÃO ENTENDENDO? O COXA É CAMPEÃO!
Foi naquele momento que comecei a entender o que era a paixão por um clube, ou melhor, o que era ser coxa-branca. Eu, que nunca antes havia me interessado por futebol, comecei a entender o sentimento que estava dominando o meu pai, um homem tão sério e controlado como ele.
Naquele dia, o Coritiba foi campeão, e naquele dia também, descobri que tenho DNA verde e branco.
Hoje, costumo levar meus filhos, que também são coxas-brancas, para o estádio, para que eles possam sentir o Couto Pereira pulsar de emoção: VERDÃO Ê Ô, VERDÃO Ê Ô!
Elizabeth Neumann
No ano de 1985, eu tinha exatos 14 anos. Era uma noite fria de inverno, e todos em casa já estavam dormindo quando comecei a ouvir meu pai gritando na sala. Eu, minha irmã e a minha mãe saímos desesperadas para ver o que estava acontecendo... Foi quando nos deparamos com ele, alí na sala, de joelhos, chorando como criança e gritando: É CAMPEÃO, VOCÊS NÃO ESTÃO ENTENDENDO? O COXA É CAMPEÃO!
Foi naquele momento que comecei a entender o que era a paixão por um clube, ou melhor, o que era ser coxa-branca. Eu, que nunca antes havia me interessado por futebol, comecei a entender o sentimento que estava dominando o meu pai, um homem tão sério e controlado como ele.
Naquele dia, o Coritiba foi campeão, e naquele dia também, descobri que tenho DNA verde e branco.
Hoje, costumo levar meus filhos, que também são coxas-brancas, para o estádio, para que eles possam sentir o Couto Pereira pulsar de emoção: VERDÃO Ê Ô, VERDÃO Ê Ô!
Elizabeth Neumann