Três toques
Calma, sobretudo calma. Das perdas a única irreparável a curto&médio prazos é a do Keirresson; as outras, não. Porque as outras são intercambiáveis, são peças facilmente substituíveis sem perda de qualidade. E convém não esquecer que a base se manteve nos três setores. Aposto que poucos, pouquíssimos, bem escolhidos reforços deixarão a equipe à altura da tradição do clube.
x-x-x
Li com voracidade ampla matéria sobre os problemas financeiros dos nossos clubes, especialmente os de São Paulo. Todos os entrevistados, a começar pelo Belluzzo, presidente do Palmeiras, economista da Unicamp na vida real, preocupados em aumentar as receitas, bolar novas fórmulas de faturamento, por aí; gostei muito, recomendo aos interessados.
Ai, porém, notei grave omissão: ninguém falou nas despesas, ninguém mencionou cortar despesas. Como se todos os clubes estivessem enxutíssimos, na conta do chá, sem desperdiçar tostão, exemplos de economia em tempos bicudos.
- Como explicar este crônico não te ligo para as colunas das contas a pagar? Tenho explicação. Ou melhor, tenho palpite, seguinte: o brasileiro é o homem cordial, continua a ser o homem cordial, simpático, compreensivo, magnânimo; odeia passar por mau, durão, antipático. Seu lema, às amargas, não.
Ora, como cortar despesas equivale a entrar de sola, a jogo perigoso, o brasileiro arrecua os arfe pra evitá a catastre (sic), deixa como está pra ver como fica. Especialmente quando tudo se enquadra na quarta categoria criada pelo luminoso Milton Friedman: gastar o dinheiro dos outros com os outros.
x-x-x
O novo estatuto não emplacará! Não há no Brasil o que os anglosaxões chamam de enforcement. Ou os instrumentos pra fazê-lo funcionar. Outro papelucho que não irá ao ar. Ainda bem; não precisamos de mais leis; precisamos que sejam cumpridas.
(Visite negopessoa.com/blog)
Três toques
Calma, sobretudo calma. Das perdas a única irreparável a curto&médio prazos é a do Keirresson; as outras, não. Porque as outras são intercambiáveis, são peças facilmente substituíveis sem perda de qualidade. E convém não esquecer que a base se manteve nos três setores. Aposto que poucos, pouquíssimos, bem escolhidos reforços deixarão a equipe à altura da tradição do clube.
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Li com voracidade ampla matéria sobre os problemas financeiros dos nossos clubes, especialmente os de São Paulo. Todos os entrevistados, a começar pelo Belluzzo, presidente do Palmeiras, economista da Unicamp na vida real, preocupados em aumentar as receitas, bolar novas fórmulas de faturamento, por aí; gostei muito, recomendo aos interessados.
Ai, porém, notei grave omissão: ninguém falou nas despesas, ninguém mencionou cortar despesas. Como se todos os clubes estivessem enxutíssimos, na conta do chá, sem desperdiçar tostão, exemplos de economia em tempos bicudos.
- Como explicar este crônico não te ligo para as colunas das contas a pagar? Tenho explicação. Ou melhor, tenho palpite, seguinte: o brasileiro é o homem cordial, continua a ser o homem cordial, simpático, compreensivo, magnânimo; odeia passar por mau, durão, antipático. Seu lema, às amargas, não.
Ora, como cortar despesas equivale a entrar de sola, a jogo perigoso, o brasileiro arrecua os arfe pra evitá a catastre (sic), deixa como está pra ver como fica. Especialmente quando tudo se enquadra na quarta categoria criada pelo luminoso Milton Friedman: gastar o dinheiro dos outros com os outros.
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O novo estatuto não emplacará! Não há no Brasil o que os anglosaxões chamam de enforcement. Ou os instrumentos pra fazê-lo funcionar. Outro papelucho que não irá ao ar. Ainda bem; não precisamos de mais leis; precisamos que sejam cumpridas.
(Visite negopessoa.com/blog)