INÚTIL REFERÊNCIA
Sou implicante. No futebol implico com lugares comuns, chavões usados pela crônica esportiva, profissionais da análise e comentário do joguinho. Sempre ou quase sempre não resiste à análise – é bobagem. Como o chamado ponto de referência ou referência na frente, no ataque, na área.
?!?!
Quem tem de ter ponto de referência é porta avião, aeroporto, equipe de futebol, não. E não no ataque. Ou na linha como a gente dizia em Irati no século retrasado.
- Ah! O velhíssimo refrão! Ele segura dois beques lá na frente!!
ERRADO
- Exatamente! É grande erro! Não tem de segurar nada! Muito menos os zagueiros grandalhões do adversário, que não sabem sair, que não sabem jogar como gente fina, educada.
CERTO
- Justamente! Mantê-los no seu campo é deixá-los no seu habitat, onde são fortes. O negócio é tirá-los lá de trás, fazê-los sair do bunker, da trincheira, vir pro limpo, pra luz do sol.
RAZÃO
- Por que?
- Elementar, Watson, elementar. Se tirarmos os bichos do seu campo de defesa, o que pintará? Mais espaço às costas deles, não? Para que isso aconteça é necessário liquidar a referência, fazê-la deslocar-se, vir, sair!
- E se os zagueiros não saírem da defesa?
- Melhor ainda!
- Por que?
MELHOR
- Porque teremos homem a mais no meio campo, dominaremos o setor, atacaremos rapidamente, com mais clareza, facilidade.
Enquanto isso os becões ficarão a trocar figurinhas! Na inércia! Sem função! Ou melhor, a guardar seu campo, mas a dar espaço pra que se chegue lá com a bola dominada, de frente pro gol.
TOTAL
- Enfim, o negócio é botar grilo na cabeça dos zagueiros: se ficarem o bicho come; se saírem o bicho pega.
- A única coisa a não fazer é ficar enfiado entre eles! Como inútil referência e alvo fixo.
Carlos Alberto Pessôa
(Visite negopessoa.com/blog)
INÚTIL REFERÊNCIA
Sou implicante. No futebol implico com lugares comuns, chavões usados pela crônica esportiva, profissionais da análise e comentário do joguinho. Sempre ou quase sempre não resiste à análise – é bobagem. Como o chamado ponto de referência ou referência na frente, no ataque, na área.
?!?!
Quem tem de ter ponto de referência é porta avião, aeroporto, equipe de futebol, não. E não no ataque. Ou na linha como a gente dizia em Irati no século retrasado.
- Ah! O velhíssimo refrão! Ele segura dois beques lá na frente!!
ERRADO
- Exatamente! É grande erro! Não tem de segurar nada! Muito menos os zagueiros grandalhões do adversário, que não sabem sair, que não sabem jogar como gente fina, educada.
CERTO
- Justamente! Mantê-los no seu campo é deixá-los no seu habitat, onde são fortes. O negócio é tirá-los lá de trás, fazê-los sair do bunker, da trincheira, vir pro limpo, pra luz do sol.
RAZÃO
- Por que?
- Elementar, Watson, elementar. Se tirarmos os bichos do seu campo de defesa, o que pintará? Mais espaço às costas deles, não? Para que isso aconteça é necessário liquidar a referência, fazê-la deslocar-se, vir, sair!
- E se os zagueiros não saírem da defesa?
- Melhor ainda!
- Por que?
MELHOR
- Porque teremos homem a mais no meio campo, dominaremos o setor, atacaremos rapidamente, com mais clareza, facilidade.
Enquanto isso os becões ficarão a trocar figurinhas! Na inércia! Sem função! Ou melhor, a guardar seu campo, mas a dar espaço pra que se chegue lá com a bola dominada, de frente pro gol.
TOTAL
- Enfim, o negócio é botar grilo na cabeça dos zagueiros: se ficarem o bicho come; se saírem o bicho pega.
- A única coisa a não fazer é ficar enfiado entre eles! Como inútil referência e alvo fixo.
Carlos Alberto Pessôa
(Visite negopessoa.com/blog)