Volta ao lar (XV)
Carlos Alberto Pessôa garante
Há 17 anos - 25/02/2009 13:00
Volta ao lar (XV)

INÚTIL REFERÊNCIA


Sou implicante. No futebol implico com lugares comuns, chavões usados pela crônica esportiva, profissionais da análise e comentário do joguinho. Sempre ou quase sempre não resiste à análise – é bobagem. Como o chamado ponto de referência ou referência na frente, no ataque, na área.


?!?!


Quem tem de ter ponto de referência é porta avião, aeroporto, equipe de futebol, não. E não no ataque. Ou na linha como a gente dizia em Irati no século retrasado.

- Ah! O velhíssimo refrão! Ele segura dois beques lá na frente!!


ERRADO


- Exatamente! É grande erro! Não tem de segurar nada! Muito menos os zagueiros grandalhões do adversário, que não sabem sair, que não sabem jogar como gente fina, educada.


CERTO


- Justamente! Mantê-los no seu campo é deixá-los no seu habitat, onde são fortes. O negócio é tirá-los lá de trás, fazê-los sair do bunker, da trincheira, vir pro limpo, pra luz do sol.


RAZÃO


- Por que?

- Elementar, Watson, elementar. Se tirarmos os bichos do seu campo de defesa, o que pintará? Mais espaço às costas deles, não? Para que isso aconteça é necessário liquidar a referência, fazê-la deslocar-se, vir, sair! 

- E se os zagueiros não saírem da defesa?

- Melhor ainda!

- Por que?


MELHOR


- Porque teremos homem a mais no meio campo, dominaremos o setor, atacaremos rapidamente, com mais clareza, facilidade.

Enquanto isso os becões ficarão a trocar figurinhas! Na inércia! Sem função! Ou melhor, a guardar seu campo, mas a dar espaço pra que se chegue lá com a bola dominada, de frente pro gol.


TOTAL


- Enfim, o negócio é botar grilo na cabeça dos zagueiros: se ficarem o bicho come; se saírem o bicho pega.

- A única coisa a não fazer é ficar enfiado entre eles! Como inútil referência e alvo fixo.


Carlos Alberto Pessôa

(Visite negopessoa.com/blog)

Volta ao lar (XV)
Carlos Alberto Pessôa garante
Há 17 anos - 25/02/2009 13:00
Volta ao lar (XV)

INÚTIL REFERÊNCIA


Sou implicante. No futebol implico com lugares comuns, chavões usados pela crônica esportiva, profissionais da análise e comentário do joguinho. Sempre ou quase sempre não resiste à análise – é bobagem. Como o chamado ponto de referência ou referência na frente, no ataque, na área.


?!?!


Quem tem de ter ponto de referência é porta avião, aeroporto, equipe de futebol, não. E não no ataque. Ou na linha como a gente dizia em Irati no século retrasado.

- Ah! O velhíssimo refrão! Ele segura dois beques lá na frente!!


ERRADO


- Exatamente! É grande erro! Não tem de segurar nada! Muito menos os zagueiros grandalhões do adversário, que não sabem sair, que não sabem jogar como gente fina, educada.


CERTO


- Justamente! Mantê-los no seu campo é deixá-los no seu habitat, onde são fortes. O negócio é tirá-los lá de trás, fazê-los sair do bunker, da trincheira, vir pro limpo, pra luz do sol.


RAZÃO


- Por que?

- Elementar, Watson, elementar. Se tirarmos os bichos do seu campo de defesa, o que pintará? Mais espaço às costas deles, não? Para que isso aconteça é necessário liquidar a referência, fazê-la deslocar-se, vir, sair! 

- E se os zagueiros não saírem da defesa?

- Melhor ainda!

- Por que?


MELHOR


- Porque teremos homem a mais no meio campo, dominaremos o setor, atacaremos rapidamente, com mais clareza, facilidade.

Enquanto isso os becões ficarão a trocar figurinhas! Na inércia! Sem função! Ou melhor, a guardar seu campo, mas a dar espaço pra que se chegue lá com a bola dominada, de frente pro gol.


TOTAL


- Enfim, o negócio é botar grilo na cabeça dos zagueiros: se ficarem o bicho come; se saírem o bicho pega.

- A única coisa a não fazer é ficar enfiado entre eles! Como inútil referência e alvo fixo.


Carlos Alberto Pessôa

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