Volta ao lar (XIV)
Quando passamos para o item renda&riqueza os contrastes ficam mais chocantes
Há 17 anos - 16/02/2009 10:12
Volta ao lar (XIV)

NADA A FAZER


Volta e meia cruzo com conhecidos&distraídos coxas brancas. Que não perdem a oportunidade; criticam a diretoria, o treinador, a imprensa, tudo ou quase tudo, especialmente a diretoria (assim mesmo, coletivamente, democraticamente, indiscriminadamente). O maior pretexto? A perda de jogadores. Como o Keirrisson, por exemplo. Muito bem. Para variar um pouco farei a defesa da diretoria; com licença. 


IGNORÂNCIA


Na cabeça do crítico-torcedor tudo se passa como se ainda estivesse em vigor a velha lei do passe, anterior à lei Pelé. Velha lei que também não impedia as anuais temporadas de caça aos nossos talentos pelas aves européias de rapina.


ASSIMETRIA


Com a lei Pelé, que parece ter melhorado consideravelmente a situação da rapaziada, a posição dos clubes sofreu irremediável abalo, notadamente os assim chamados formadores, mui notadamente os clubes abaixo da linha do Equador, do hemisfério Sul.


Nesse jogo de soma zero, isto é, os que uns ganham os outros perdem, os clubes europeus estão no primeiro grupo. E não é à toa que todos os craques do mundo estão a jogar no velho continente. 


- Por que?

- Elementar, meu caro Watson.


ELEMENTAR


A população européia é de quase 800 milhões. A América Latina tem a metade disso. E o Brasil, 190 milhões.


Quando passamos para o item renda&riqueza os contrastes ficam mais chocantes: o PIB dos países associados à UE é de quase 15 trilhões de dólares! O nosso é de um trilhão e meio! O da Argentina é menor que o de São Paulo, o estado, não a cidade. Basta, não? O escândalo é que haja jogadores a trocar botinadas nesse imenso pedaço dos tristes trópicos. (Meu blogue na rede é negopessoa.com/blog)

Volta ao lar (XIV)
Quando passamos para o item renda&riqueza os contrastes ficam mais chocantes
Há 17 anos - 16/02/2009 10:12
Volta ao lar (XIV)

NADA A FAZER


Volta e meia cruzo com conhecidos&distraídos coxas brancas. Que não perdem a oportunidade; criticam a diretoria, o treinador, a imprensa, tudo ou quase tudo, especialmente a diretoria (assim mesmo, coletivamente, democraticamente, indiscriminadamente). O maior pretexto? A perda de jogadores. Como o Keirrisson, por exemplo. Muito bem. Para variar um pouco farei a defesa da diretoria; com licença. 


IGNORÂNCIA


Na cabeça do crítico-torcedor tudo se passa como se ainda estivesse em vigor a velha lei do passe, anterior à lei Pelé. Velha lei que também não impedia as anuais temporadas de caça aos nossos talentos pelas aves européias de rapina.


ASSIMETRIA


Com a lei Pelé, que parece ter melhorado consideravelmente a situação da rapaziada, a posição dos clubes sofreu irremediável abalo, notadamente os assim chamados formadores, mui notadamente os clubes abaixo da linha do Equador, do hemisfério Sul.


Nesse jogo de soma zero, isto é, os que uns ganham os outros perdem, os clubes europeus estão no primeiro grupo. E não é à toa que todos os craques do mundo estão a jogar no velho continente. 


- Por que?

- Elementar, meu caro Watson.


ELEMENTAR


A população européia é de quase 800 milhões. A América Latina tem a metade disso. E o Brasil, 190 milhões.


Quando passamos para o item renda&riqueza os contrastes ficam mais chocantes: o PIB dos países associados à UE é de quase 15 trilhões de dólares! O nosso é de um trilhão e meio! O da Argentina é menor que o de São Paulo, o estado, não a cidade. Basta, não? O escândalo é que haja jogadores a trocar botinadas nesse imenso pedaço dos tristes trópicos. (Meu blogue na rede é negopessoa.com/blog)