Mauricio Marchioro
Se o teu time perdia um clássico era melhor nem aparecer na escola no dia seguinte
Há 17 anos - 14/02/2009 02:00
Mauricio Marchioro

Em 1968 eu tinha 10 anos e pela primeira vez vivi um jogo final contra o nosso maior rival de forma mais intensa. Nesta época, Atle-Tiba era um verdadeiro acontecimento e eu mal começava a me acostumar com isto. Se o teu time perdia um clássico era melhor nem aparecer na escola no dia seguinte.


Havíamos ganhado o primeiro jogo por 1 a 0 e jogávamos pelo empate na final no Durival de Brito. O Atlético fez 1 a 0 no primeiro tempo. Gol de Zé Roberto, o rádio ligado lá em casa e eu já não escutava mais, corria pro quarto, do quarto pra sala, às vezes até embaixo do lençol pra não ouvir nada.


O segundo tempo começou e o tempo foi passando, já no finalzinho do jogo, acredito que aos 44 minutos saiu uma falta para o Coxa perto da área, o Nilo cobrou e errou a cobrança, mas o juiz mandou voltar por algum motivo que não lembro agora. O Paulo Vecchio tinha entrado há pouco no jogo e se posicionou na área, pediu a bola pra ele, o Nilo cobrou de novo e a bola foi na cabeça do Paulo que testou no ângulo e fez um dos gols mais festejados por toda a torcida Alviverde na sua história. Depois foi só comemorar e assistir o teipe na TV que começava logo em seguida ao jogo.


Contando estes momentos dramáticos que vivi escrevi uma redação que concorreu com mais de 100 redações da Escola toda e eu ganhei o primeiro lugar inclusive mandando-a para um concurso nacional que nunca soube do resultado.


O tempo passou, entrei em um concurso para a Caixa Econômica Federal e alguns anos depois fui eleito diretor para a Associação de Pessoal dos funcionários da CEF e lá conheci o Paulo Vecchio que trabalhava como gerente de Esportes. Pude conversar inúmeras vezes com ele sobre este jogo, minha história, a redação e os momentos que ele viveu após este gol e podem acreditar é muita história.


Continuo indo ao Alto da Glória até hoje, continuo fanático pelo Coxa, uma das coisas mais importantes da minha vida.


Mauricio Marchioro

Mauricio Marchioro
Se o teu time perdia um clássico era melhor nem aparecer na escola no dia seguinte
Há 17 anos - 14/02/2009 02:00
Mauricio Marchioro

Em 1968 eu tinha 10 anos e pela primeira vez vivi um jogo final contra o nosso maior rival de forma mais intensa. Nesta época, Atle-Tiba era um verdadeiro acontecimento e eu mal começava a me acostumar com isto. Se o teu time perdia um clássico era melhor nem aparecer na escola no dia seguinte.


Havíamos ganhado o primeiro jogo por 1 a 0 e jogávamos pelo empate na final no Durival de Brito. O Atlético fez 1 a 0 no primeiro tempo. Gol de Zé Roberto, o rádio ligado lá em casa e eu já não escutava mais, corria pro quarto, do quarto pra sala, às vezes até embaixo do lençol pra não ouvir nada.


O segundo tempo começou e o tempo foi passando, já no finalzinho do jogo, acredito que aos 44 minutos saiu uma falta para o Coxa perto da área, o Nilo cobrou e errou a cobrança, mas o juiz mandou voltar por algum motivo que não lembro agora. O Paulo Vecchio tinha entrado há pouco no jogo e se posicionou na área, pediu a bola pra ele, o Nilo cobrou de novo e a bola foi na cabeça do Paulo que testou no ângulo e fez um dos gols mais festejados por toda a torcida Alviverde na sua história. Depois foi só comemorar e assistir o teipe na TV que começava logo em seguida ao jogo.


Contando estes momentos dramáticos que vivi escrevi uma redação que concorreu com mais de 100 redações da Escola toda e eu ganhei o primeiro lugar inclusive mandando-a para um concurso nacional que nunca soube do resultado.


O tempo passou, entrei em um concurso para a Caixa Econômica Federal e alguns anos depois fui eleito diretor para a Associação de Pessoal dos funcionários da CEF e lá conheci o Paulo Vecchio que trabalhava como gerente de Esportes. Pude conversar inúmeras vezes com ele sobre este jogo, minha história, a redação e os momentos que ele viveu após este gol e podem acreditar é muita história.


Continuo indo ao Alto da Glória até hoje, continuo fanático pelo Coxa, uma das coisas mais importantes da minha vida.


Mauricio Marchioro