Volta ao lar (XIII)
Resta saber: são ouvidos? são compreendidos? o que pedem é possível ser cumprido?
Há 17 anos - 09/02/2009 10:03
Volta ao lar (XIII)

MARCA DE OUVIDO


O velho de guerra Jabaquara, leão do macuco, do balneário de Santos, treinava animadamente no grandioso Caneleira. Era um treino faladíssimo. Falavam os titulares e falavam os reservas. A propósito de tudo e de nada. Até que de repente, não mais que de repente, o treinero fez soar longamente seu apito. Imediatamente tudo parou. E as vozes emudeceram. O breve silêncio&breve suspense foi quebrado por este aviso-advertência-dica do treinero:


- Time que fala demais o adversário marca de ouvido! (Negrito meu, CAP.)


Batuquei as linhas acima como breve introdução ao peixe que tentarei vender; relaxe, aproveite.


LÁ&CÁ


No mundo, mundo, vasto mundo, os treinadores seguem rigorosamente as determinações da Board. Isto é, vendem os seus peixes e retornam aos seus lugares, nos bancos de reservas, certo?


Aqui, neste imenso pedaço dos tristes trópicos, a recomendação da Board não pegou: a rapaziada fica o tempo todo à beira do gramado.


- A fazer o que?


ESPELHO, ESPELHO MEU


Não quero ser irreverente, mas nove em dez vezes eles descarregam adrenalina. Ou torcem, simplesmente. Afinal de contas, são humanos, demasiado humanos. Pois enquanto o torcedor nada tem a perder exceto emoções, eles podem perder o bicho, o emprego.


- Mas eles não ficam ali a cantar o jogo, a dar instruções, perguntará honestamente o leitor?


- Sem dúvida. Resta saber: são ouvidos? são compreendidos? o que pedem é possível ser cumprido? Por último, mas não o menos importante: podem ser marcados de ouvido... (Meu blog na rede é negopessoa.com/blog)


 

 

Volta ao lar (XIII)
Resta saber: são ouvidos? são compreendidos? o que pedem é possível ser cumprido?
Há 17 anos - 09/02/2009 10:03
Volta ao lar (XIII)

MARCA DE OUVIDO


O velho de guerra Jabaquara, leão do macuco, do balneário de Santos, treinava animadamente no grandioso Caneleira. Era um treino faladíssimo. Falavam os titulares e falavam os reservas. A propósito de tudo e de nada. Até que de repente, não mais que de repente, o treinero fez soar longamente seu apito. Imediatamente tudo parou. E as vozes emudeceram. O breve silêncio&breve suspense foi quebrado por este aviso-advertência-dica do treinero:


- Time que fala demais o adversário marca de ouvido! (Negrito meu, CAP.)


Batuquei as linhas acima como breve introdução ao peixe que tentarei vender; relaxe, aproveite.


LÁ&CÁ


No mundo, mundo, vasto mundo, os treinadores seguem rigorosamente as determinações da Board. Isto é, vendem os seus peixes e retornam aos seus lugares, nos bancos de reservas, certo?


Aqui, neste imenso pedaço dos tristes trópicos, a recomendação da Board não pegou: a rapaziada fica o tempo todo à beira do gramado.


- A fazer o que?


ESPELHO, ESPELHO MEU


Não quero ser irreverente, mas nove em dez vezes eles descarregam adrenalina. Ou torcem, simplesmente. Afinal de contas, são humanos, demasiado humanos. Pois enquanto o torcedor nada tem a perder exceto emoções, eles podem perder o bicho, o emprego.


- Mas eles não ficam ali a cantar o jogo, a dar instruções, perguntará honestamente o leitor?


- Sem dúvida. Resta saber: são ouvidos? são compreendidos? o que pedem é possível ser cumprido? Por último, mas não o menos importante: podem ser marcados de ouvido... (Meu blog na rede é negopessoa.com/blog)