Diego Negrão Chiuratto
num jogo eletrizante, de casa cheia, aquela torcida maravilhosa e vibrante, tive a certeza de que minha sina e minha escolha deveria ser o Coritiba Foot Ball Club
Há 17 anos - 13/01/2009 20:00
Diego Negrão Chiuratto

Sou Coxa-Branca desde que "me conheço por gente" e desde que conheci e aprendi o que é o futebol (5 anos de idade). Minha família (Chiuratto), tradicional de São José dos Pinhais, sempre foi toda Coxa-Branca, e aprendi isto com meu pai (Gerson - o Borracha - apelido que ganhou por ser um ótimo goleiro). O primeiro jogo no qual me lembro ser o primeiro torcendo para o Coxa, foi em 07 de julho de 1985 (Coincidência!?), contra o Corinthians-SP, que tinha um timaço. Mas lembro deste jogo, em especial, de dois jogadores, Rafael e Biro-Biro. Fomos ao jogo com um amigo de meu pai que tinha um Fusca 69 verde, era lindo, muito bem cuidado por ele, pois, por vários anos, ele e meu pai, tradicionalmente, iam juntos aos jogos escutando os comentários do jogo (antes e depois) naqueles radinhos antigos, original do fusca e, passei a participar daquele momento que tanto esperava!


Neste dia, lembro-me da ansiedade esperando meu pai chegar em casa para que eu pudesse participar de t odo aquele ritual, quase que uma lei, pois sempre ouvia dele como era ir ao estádio assistir um jogo do Coxa.


Muito bem, era a segunda fase do Brasileiro daquele ano, o segundo jogo do Coxa, contra o poderoso e "democrático" Corinthians de Sócrates, Biro-Biro e Casagrande. O jogo foi muito disputado, com muitas faltas e grandes defesas de Rafael e Carlos (Goleiro da Seleção Basileira na Copa de 86).


O Coxa fez 1x0 com um gol de Lela! Como foi importante para mim aquele gol, pois além da explosão da torcida, pude ver a alegre e contagiante comemoração do Lela fazendo aquela careta inesquecível! Fiquei uns 2 meses fazendo careta pra todo mundo depois daquele jogo (hehehe)!!


Depois do gol, o Corinthians veio louco pra cima do Verdão, até fez um gol, porém foi anulado e quando o Biro-Bio entrou no gol de fundos do Couto para repor a bola em jogo, dentro das redes do gol, o Rafael não o quis deixar fazê-lo isto, para ganhar tempo mesmo, e os dois se estranharam, gerando uma confusão generalizada e, no final das contas, Toby e Casagrande foram expulsos.


Fim de partida, vitória Coxa-Branca, seguindo firme os passos para a conquista daquele título inédito para o Estado e para os clubes fora do eixo Rio-SP-RS-MG, o primeiro campeão brasileiro da era Democrática!


Coincidência ou não, meu primeiro jogo torcendo pro Coxa no Couto Pereira, foi contra a então Democracia Corinthiana, na base da raça, contra tudo e contra todos!

Voltando pra casa, cheio de orgulho, naquele fusquinha verde e branco, ao lado de meu pai e seu grande amigo e companheiro de jogos, num jogo eletrizante, de casa cheia, aquela torcida maravilhosa e vibrante, tive a certeza de que minha sina e minha escolha deveria ser o Coritiba Foot Ball Club.


Esta história marcou minha identidade com o Coxa, trazida de várias gerações de grandes Coxas-Brancas, meu bisavô Francesco, meu avô Din-Din, meu pai Gerson e eu, que agora, estarei perpetuando esta genética alviv erde com meu filho Enzo Enrico e minha esposa Caroline, por ainda mais 100 anos!


Dá-lhe Coxa! Raça Verdão, Você é o Campeão!

SAV!!!


Diego Negrão Chiuratto

Diego Negrão Chiuratto
num jogo eletrizante, de casa cheia, aquela torcida maravilhosa e vibrante, tive a certeza de que minha sina e minha escolha deveria ser o Coritiba Foot Ball Club
Há 17 anos - 13/01/2009 20:00
Diego Negrão Chiuratto

Sou Coxa-Branca desde que "me conheço por gente" e desde que conheci e aprendi o que é o futebol (5 anos de idade). Minha família (Chiuratto), tradicional de São José dos Pinhais, sempre foi toda Coxa-Branca, e aprendi isto com meu pai (Gerson - o Borracha - apelido que ganhou por ser um ótimo goleiro). O primeiro jogo no qual me lembro ser o primeiro torcendo para o Coxa, foi em 07 de julho de 1985 (Coincidência!?), contra o Corinthians-SP, que tinha um timaço. Mas lembro deste jogo, em especial, de dois jogadores, Rafael e Biro-Biro. Fomos ao jogo com um amigo de meu pai que tinha um Fusca 69 verde, era lindo, muito bem cuidado por ele, pois, por vários anos, ele e meu pai, tradicionalmente, iam juntos aos jogos escutando os comentários do jogo (antes e depois) naqueles radinhos antigos, original do fusca e, passei a participar daquele momento que tanto esperava!


Neste dia, lembro-me da ansiedade esperando meu pai chegar em casa para que eu pudesse participar de t odo aquele ritual, quase que uma lei, pois sempre ouvia dele como era ir ao estádio assistir um jogo do Coxa.


Muito bem, era a segunda fase do Brasileiro daquele ano, o segundo jogo do Coxa, contra o poderoso e "democrático" Corinthians de Sócrates, Biro-Biro e Casagrande. O jogo foi muito disputado, com muitas faltas e grandes defesas de Rafael e Carlos (Goleiro da Seleção Basileira na Copa de 86).


O Coxa fez 1x0 com um gol de Lela! Como foi importante para mim aquele gol, pois além da explosão da torcida, pude ver a alegre e contagiante comemoração do Lela fazendo aquela careta inesquecível! Fiquei uns 2 meses fazendo careta pra todo mundo depois daquele jogo (hehehe)!!


Depois do gol, o Corinthians veio louco pra cima do Verdão, até fez um gol, porém foi anulado e quando o Biro-Bio entrou no gol de fundos do Couto para repor a bola em jogo, dentro das redes do gol, o Rafael não o quis deixar fazê-lo isto, para ganhar tempo mesmo, e os dois se estranharam, gerando uma confusão generalizada e, no final das contas, Toby e Casagrande foram expulsos.


Fim de partida, vitória Coxa-Branca, seguindo firme os passos para a conquista daquele título inédito para o Estado e para os clubes fora do eixo Rio-SP-RS-MG, o primeiro campeão brasileiro da era Democrática!


Coincidência ou não, meu primeiro jogo torcendo pro Coxa no Couto Pereira, foi contra a então Democracia Corinthiana, na base da raça, contra tudo e contra todos!

Voltando pra casa, cheio de orgulho, naquele fusquinha verde e branco, ao lado de meu pai e seu grande amigo e companheiro de jogos, num jogo eletrizante, de casa cheia, aquela torcida maravilhosa e vibrante, tive a certeza de que minha sina e minha escolha deveria ser o Coritiba Foot Ball Club.


Esta história marcou minha identidade com o Coxa, trazida de várias gerações de grandes Coxas-Brancas, meu bisavô Francesco, meu avô Din-Din, meu pai Gerson e eu, que agora, estarei perpetuando esta genética alviv erde com meu filho Enzo Enrico e minha esposa Caroline, por ainda mais 100 anos!


Dá-lhe Coxa! Raça Verdão, Você é o Campeão!

SAV!!!


Diego Negrão Chiuratto