Chips, ondas de rádio e alta tecnologia na regra do jogo
Equipe coxa-branca se mantém na vanguarda e utiliza o que há de melhor em tecnologia na preparação do seu elenco
Há 17 anos - 13/01/2009 11:21
Chips, ondas de rádio e alta tecnologia na regra do jogo

A experiência negativa de 2008, quando a preparação das equipes foi prejudicada pela falta de tempo adequado de treinamento, serviu de lição para uma nova estratégia neste recomeço. Melhor planejada e com mais tempo, na tradicional pré-temporada o Coritiba começou com toda força e empenho de seus profissionais, dando de tudo no condicionamento dos atletas, mesmo que para isso seja necessário recorrer a ajudas robóticas. A intenção é a melhor possível e a mesma de qualquer equipe esportiva: alto rendimento físico e técnico.


Médicos, fisiologista e preparadores físicos se cercam do que há de mais moderno, aprimorando o conhecimento científico e trazendo de fora do país novos conceitos e produtos, mantendo-se na vanguarda do conhecimento e dando um passo a frente dos demais.


Na última semana, por exemplo, o coordenador médico Lucio Ernlund e o fisioterapeuta Sérgio Portugal passaram a utilizar o que há de ponta na busca por dados de prevenção, diagnosticando cada atleta a ponto de conhecer seu limite, causas de possíveis lesões, chances de diminuir tempo de eventuais tratamentos e até mesmo evitando graves problemas que tirem algum deles de cena. Ernlund e Portugal se serviram do Myotest, aparelho digital inédito no Brasil que confere o desempenho funcional muscular.


“Este aparelho permite mensurar o nível de desempenho muscular do atleta calculando a potência, força e a velocidade de um gesto esportivo de acordo com o princípio da acelerometria”, relata Portugal. Se o conceito é confuso o resultado deve ser prático: prevenir e aproveitar o potencial do elenco, e como relatado, evitar permanências onerosas em recuperações médicas.


“Este "software" de análise é verdadeiramente uma plataforma de investigação profissional que permite decompor cada movimento desportivo, oferecendo uma representação gráfica da atividade muscular. Uma barra de instrumentos práticos permite interpretar cada momento da expressão muscular, quer seja nas fases de impulsão, de travagem ou de inversão. Ou ainda para medir as forças e as durações de impacto, os tempos de vôo, as diferenças bilaterais”, analisa o fisioterapeuta.


Em 2008, o fisiologista Raul Osiecki usou e abusou de novos recursos e agora está bem servido por dois “pequenos notáveis”: o Suunto e o Vital Jackt. “Geramos a expertize para melhor aproveitá-los, agora serão ferramentas chaves da preparação do grupo”, comenta Osiecki. O primeiro verifica a frequência cardíaca e envia estas informações por ondas de rádio em tempo real a uma central, que avalia e arquiva gráficos individuais de atuação. Enquanto o colete Vital Jackt carrega um pequeno computador com sensores que conferem o ecocardiograma das ações executadas.


 “No primeiro treino com bola deste ano (que aconteceu nesta segunda-feira - 12 de janeiro) pudemos monitorar os 32 atletas que estavam envolvidos com o trabalho. Avaliamos e controlamos todos em tempo, real no campo em situação de jogo. Estas informações imediatamente são passadas a comissão técnica com o objetivo de controlar a assimilação das cargas de treinamento”.


“A tecnologia foi muito utilizada no controle dos esportes individuais, como atletismo e natação. Agora, com as inovações, procuramos contemplar as avaliações em modalidades coletivas. Isso promove uma transferência importante de ações feitas em laboratório para situações reais de atividade. Afinal, uma coisa é o atleta na esteira a outra em campo”, analisa o fisiologista. “Esse ajuste de intensidades de laboratório para campo fazem aumentar a performance desportiva”, complementa.


“Através de recursos de alta tecnologia e de constante atualização científica da equipe, pretendemos melhorar ainda mais o índice de prevenção de lesões. Para isso, a equipe de médicos e fisioterapeutas busca sempre utilizar o que tem de melhor para o desenvolvimento do Clube”, relata Lucio Ernlund.


São informações cada vez mais precisas e com todo rigor necessário, colaborando para gerar atletas de alto rendimento com resistência e capacidades extremas sempre com o controle médico e acompanhamento capaz da extrair o máximo. Para o futebol moderno, e com o limite da capacidade humana ainda cercada de mistérios, a tecnologia é crucial e decisória. E, enquanto não há uma maquininha exclusiva para levar um atleta a perfeição, os novos conhecimentos amparam o preparo físico e médico atrás de pequenos detalhes que fazem a diferença.

Chips, ondas de rádio e alta tecnologia na regra do jogo
Equipe coxa-branca se mantém na vanguarda e utiliza o que há de melhor em tecnologia na preparação do seu elenco
Há 17 anos - 13/01/2009 11:21
Chips, ondas de rádio e alta tecnologia na regra do jogo

A experiência negativa de 2008, quando a preparação das equipes foi prejudicada pela falta de tempo adequado de treinamento, serviu de lição para uma nova estratégia neste recomeço. Melhor planejada e com mais tempo, na tradicional pré-temporada o Coritiba começou com toda força e empenho de seus profissionais, dando de tudo no condicionamento dos atletas, mesmo que para isso seja necessário recorrer a ajudas robóticas. A intenção é a melhor possível e a mesma de qualquer equipe esportiva: alto rendimento físico e técnico.


Médicos, fisiologista e preparadores físicos se cercam do que há de mais moderno, aprimorando o conhecimento científico e trazendo de fora do país novos conceitos e produtos, mantendo-se na vanguarda do conhecimento e dando um passo a frente dos demais.


Na última semana, por exemplo, o coordenador médico Lucio Ernlund e o fisioterapeuta Sérgio Portugal passaram a utilizar o que há de ponta na busca por dados de prevenção, diagnosticando cada atleta a ponto de conhecer seu limite, causas de possíveis lesões, chances de diminuir tempo de eventuais tratamentos e até mesmo evitando graves problemas que tirem algum deles de cena. Ernlund e Portugal se serviram do Myotest, aparelho digital inédito no Brasil que confere o desempenho funcional muscular.


“Este aparelho permite mensurar o nível de desempenho muscular do atleta calculando a potência, força e a velocidade de um gesto esportivo de acordo com o princípio da acelerometria”, relata Portugal. Se o conceito é confuso o resultado deve ser prático: prevenir e aproveitar o potencial do elenco, e como relatado, evitar permanências onerosas em recuperações médicas.


“Este "software" de análise é verdadeiramente uma plataforma de investigação profissional que permite decompor cada movimento desportivo, oferecendo uma representação gráfica da atividade muscular. Uma barra de instrumentos práticos permite interpretar cada momento da expressão muscular, quer seja nas fases de impulsão, de travagem ou de inversão. Ou ainda para medir as forças e as durações de impacto, os tempos de vôo, as diferenças bilaterais”, analisa o fisioterapeuta.


Em 2008, o fisiologista Raul Osiecki usou e abusou de novos recursos e agora está bem servido por dois “pequenos notáveis”: o Suunto e o Vital Jackt. “Geramos a expertize para melhor aproveitá-los, agora serão ferramentas chaves da preparação do grupo”, comenta Osiecki. O primeiro verifica a frequência cardíaca e envia estas informações por ondas de rádio em tempo real a uma central, que avalia e arquiva gráficos individuais de atuação. Enquanto o colete Vital Jackt carrega um pequeno computador com sensores que conferem o ecocardiograma das ações executadas.


 “No primeiro treino com bola deste ano (que aconteceu nesta segunda-feira - 12 de janeiro) pudemos monitorar os 32 atletas que estavam envolvidos com o trabalho. Avaliamos e controlamos todos em tempo, real no campo em situação de jogo. Estas informações imediatamente são passadas a comissão técnica com o objetivo de controlar a assimilação das cargas de treinamento”.


“A tecnologia foi muito utilizada no controle dos esportes individuais, como atletismo e natação. Agora, com as inovações, procuramos contemplar as avaliações em modalidades coletivas. Isso promove uma transferência importante de ações feitas em laboratório para situações reais de atividade. Afinal, uma coisa é o atleta na esteira a outra em campo”, analisa o fisiologista. “Esse ajuste de intensidades de laboratório para campo fazem aumentar a performance desportiva”, complementa.


“Através de recursos de alta tecnologia e de constante atualização científica da equipe, pretendemos melhorar ainda mais o índice de prevenção de lesões. Para isso, a equipe de médicos e fisioterapeutas busca sempre utilizar o que tem de melhor para o desenvolvimento do Clube”, relata Lucio Ernlund.


São informações cada vez mais precisas e com todo rigor necessário, colaborando para gerar atletas de alto rendimento com resistência e capacidades extremas sempre com o controle médico e acompanhamento capaz da extrair o máximo. Para o futebol moderno, e com o limite da capacidade humana ainda cercada de mistérios, a tecnologia é crucial e decisória. E, enquanto não há uma maquininha exclusiva para levar um atleta a perfeição, os novos conhecimentos amparam o preparo físico e médico atrás de pequenos detalhes que fazem a diferença.