Luiz Rafael Matias Lepchak
se tornou um AMOR pra vida inteira
Há 17 anos - 21/11/2008 17:47
Luiz Rafael Matias Lepchak

Para começar minha historia, tenho que voltar a uma partida do Coritiba contra o Flamengo em 24 de agosto de 1990 acho, não tenho certeza, essa época eu tinha apenas 2 anos de vida, e onde soltei meu primeiro de muitos gritos pelo tão amado CORITIBA.

Estava eu sentado no colo do meu pai enquanto víamos a partida, eu como um quase bebê ainda, não tinha noção de nada, mas ao sair um gol, meu pai explodiria de alegria gritando: COOOOOOXAAAA!!! Eu logo em seguida gritei junto, mesmo sem saber que naquele dia eu estaria me tornado um de tantos e tantos guerreiros que amam esse clube. Gritei junto sem saber falar direito ainda: TOOOOOOXAAAAA!!! E assim começa minha história.


Anos depois quando comecei a ter mais noção das coisas, o presente que mais estimei foi uma camisa do Glorioso, alias, não só a camisa, o uniforme completo do COXA!

Que usava como o manto sagrado que é, e dando toda importância merecida!

Meu único pesar em toda minha historia de torcedor, foi que sempre fui aquele torcedor que não ia ao estádio, meu pai por possuir problema físico, sempre teve muito medo de levar uma criança ao estádio, ainda mais na época em que os confrontos de torcidas eram muito constantes.


Minha primeira partida do COXA, foi apenas aos 11 anos, onde além de ir na partida, fui mascotinho e já pisava em minha primeira partida no gramado do Couto. Foi em um Coritiba x Malutrom, onde o COXA ganhou muito bem de 4 a zero! Voltei pra casa sendo a criança mais feliz do mundo é claro!


Depois fiquei mais alguns anos sem ir aos jogos, por medo mesmo que tinha passado de meu pai pra mim. Quando fui novamente, não me lembro bem o ano, mas foi um jogo onde o COXA perdeu para o Fiqueirense dando adeus a tão sonhada classificação no Campeonato Brasileiro daquele ano. Depois fiquei novamente um longo período novamente sem ir ao estádio.

Até que no dia da queda, em 2005 tudo mudou. No dia seguinte ao desastre usei a camisa do COXA mesmo sendo vaiado e xingado por muitos na rua. Mas uma luz brilhou pra mim, e prometi ir em todos os jogos até o COXA voltar para o lugar de onde nunca deveria ter saído, a 1ª divisão!


Fui quase em todos os jogos de 2006, inclusive naquele tenebroso 2x3 que tomamos do Galo em casa.

Eis que passou um ano e nosso verdão não havia retornado, chegou 2007, ano novo, comissão técnica nova, muitos jogadores novos e bola pra frente, novamente fui a quase todos os jogos, cantei junto com os guerreiros no jogo de virada contra a Ponte Preta, na chuva, gritei muito no jogo contra o Brasiliense onde também viramos a partida, quase morri do coração no jogo contra o Ipatinga, quase tive um infarto aos 19 anos, chorei de raiva no jogo contra o Marilia, corri da policia, e depois no ultimo jogo desse ano, chorei, vibrei, gritei, explodi de alegria no fim, com a grande virada e incrível vitória em cima do Santa Cruz.


Fui ao aeroporto esperar junto com uma nação os nossos heróis voltarem.

Fui ao Couto comemorar e muito com eles também, me sentia uma pessoa realizada, ao ver todas aquelas pessoas comemorando o nosso COXA.


Chega 2008, campeonato paranaense, FINAL, dormi na fila para ir até a baixada ver o nosso COXA ganhar do time lá de baixo, mais de 24 horas de fila para conseguir o sonhado ingresso, para aquele que seria o 2º atletiba da minha vida, e também o mais importante de todos.


Desde então me tornei sócio do COXA. E como meus amigos mesmo dizem, é difícil me ver sem a camisa do CORITIBA, pois esse clube, como alguns chamam, deixou de ser só um clube pra mim, se tornou um AMOR pra vida inteira. Sou coxa-branca e não tenho medo de dizer pra ninguém, independente de quem seja!


CORITIBA. ONTEM. HOJE. ETERNAMENTE


Luiz Rafael Matias Lepchak


 

Luiz Rafael Matias Lepchak
se tornou um AMOR pra vida inteira
Há 17 anos - 21/11/2008 17:47
Luiz Rafael Matias Lepchak

Para começar minha historia, tenho que voltar a uma partida do Coritiba contra o Flamengo em 24 de agosto de 1990 acho, não tenho certeza, essa época eu tinha apenas 2 anos de vida, e onde soltei meu primeiro de muitos gritos pelo tão amado CORITIBA.

Estava eu sentado no colo do meu pai enquanto víamos a partida, eu como um quase bebê ainda, não tinha noção de nada, mas ao sair um gol, meu pai explodiria de alegria gritando: COOOOOOXAAAA!!! Eu logo em seguida gritei junto, mesmo sem saber que naquele dia eu estaria me tornado um de tantos e tantos guerreiros que amam esse clube. Gritei junto sem saber falar direito ainda: TOOOOOOXAAAAA!!! E assim começa minha história.


Anos depois quando comecei a ter mais noção das coisas, o presente que mais estimei foi uma camisa do Glorioso, alias, não só a camisa, o uniforme completo do COXA!

Que usava como o manto sagrado que é, e dando toda importância merecida!

Meu único pesar em toda minha historia de torcedor, foi que sempre fui aquele torcedor que não ia ao estádio, meu pai por possuir problema físico, sempre teve muito medo de levar uma criança ao estádio, ainda mais na época em que os confrontos de torcidas eram muito constantes.


Minha primeira partida do COXA, foi apenas aos 11 anos, onde além de ir na partida, fui mascotinho e já pisava em minha primeira partida no gramado do Couto. Foi em um Coritiba x Malutrom, onde o COXA ganhou muito bem de 4 a zero! Voltei pra casa sendo a criança mais feliz do mundo é claro!


Depois fiquei mais alguns anos sem ir aos jogos, por medo mesmo que tinha passado de meu pai pra mim. Quando fui novamente, não me lembro bem o ano, mas foi um jogo onde o COXA perdeu para o Fiqueirense dando adeus a tão sonhada classificação no Campeonato Brasileiro daquele ano. Depois fiquei novamente um longo período novamente sem ir ao estádio.

Até que no dia da queda, em 2005 tudo mudou. No dia seguinte ao desastre usei a camisa do COXA mesmo sendo vaiado e xingado por muitos na rua. Mas uma luz brilhou pra mim, e prometi ir em todos os jogos até o COXA voltar para o lugar de onde nunca deveria ter saído, a 1ª divisão!


Fui quase em todos os jogos de 2006, inclusive naquele tenebroso 2x3 que tomamos do Galo em casa.

Eis que passou um ano e nosso verdão não havia retornado, chegou 2007, ano novo, comissão técnica nova, muitos jogadores novos e bola pra frente, novamente fui a quase todos os jogos, cantei junto com os guerreiros no jogo de virada contra a Ponte Preta, na chuva, gritei muito no jogo contra o Brasiliense onde também viramos a partida, quase morri do coração no jogo contra o Ipatinga, quase tive um infarto aos 19 anos, chorei de raiva no jogo contra o Marilia, corri da policia, e depois no ultimo jogo desse ano, chorei, vibrei, gritei, explodi de alegria no fim, com a grande virada e incrível vitória em cima do Santa Cruz.


Fui ao aeroporto esperar junto com uma nação os nossos heróis voltarem.

Fui ao Couto comemorar e muito com eles também, me sentia uma pessoa realizada, ao ver todas aquelas pessoas comemorando o nosso COXA.


Chega 2008, campeonato paranaense, FINAL, dormi na fila para ir até a baixada ver o nosso COXA ganhar do time lá de baixo, mais de 24 horas de fila para conseguir o sonhado ingresso, para aquele que seria o 2º atletiba da minha vida, e também o mais importante de todos.


Desde então me tornei sócio do COXA. E como meus amigos mesmo dizem, é difícil me ver sem a camisa do CORITIBA, pois esse clube, como alguns chamam, deixou de ser só um clube pra mim, se tornou um AMOR pra vida inteira. Sou coxa-branca e não tenho medo de dizer pra ninguém, independente de quem seja!


CORITIBA. ONTEM. HOJE. ETERNAMENTE


Luiz Rafael Matias Lepchak