Jogger Francisco Kaminski
De Arrepiar - Emoção demais em uma história fantástica para mim
Há 17 anos - 19/11/2008 13:13
Jogger Francisco Kaminski

As famílias de quais minha mãe descende, de sobrenome Shilipack, Pissaia, Gazola e Gbur já eram todas Coxas-Brancas, e a família de meu pai, de sobrenome Kaminski, que tanto nos orgulha, pelo meu avô Belmonte Kaminski, o “Baby”, que foi Bi-Campeão Paranaense em 1946 e 1947, família também extremamente apaixonada pelo Coritiba, só poderia fazer com que o meu sentimento pelo nosso clube fosse imenso e incomparável, ao ponto de ferver o sangue e transpor toda a honra e a glória de torcer e amar o Coritiba sob qualquer ciscunstância.


Em 1998, meu irmão Jorjjua Kaminski com apenas 16 anos, também apaixonado pelo Glorioso, passou por uma imensa dificuldade. Somente após um ano entre hospitais e vários médicos, a competente Dra. Telma, hoje médica do Hospital Evangélico, diagnosticou a Síndrome de Wegner, uma doença rara, que afeta o sistema imunológico do organismo.


Foram tempos dolorosos e difíceis. Meu irmão perdeu mais de 30 quilos, e passava muito tempo no hospital, entre dreno nos pulmões, transfusões de sangue, etc. Um certo médico chegou a declarar que ele tinha 10% de chances de sobreviver.


Enfim, vivendo aquele período difícil e pesado, o que o alegrava era assistir ou ouvir os jogos do Coritiba no hospital. Pois o Coritiba tinha um timaço e quase chegou a semi-final do Brasileirão de 98, Campeonato este que o time perdeu só 4 jogos.


Eu fazia o possível, tentava conseguir o caro pay-per-view no Hospital que isto era possível, ou levava um radinho e tava tudo certo.


Em 1999, iniciou-se uma grande recuperação do meu irmão, e aí aconteceu algo muito especial. Ele recebeu alta, e estava cada vez melhor, foi quando surgiu meu grande primo, que considero um irmão, hoje meu chefe, Marcelo Peruzzo, que mesmo com toda a preocupação da família com os cuidados e recuperação do Jorjjua, o levou ao Pinheirão, para ver o último jogo da final do campeonato de 1999, isso contando que o Coritiba tinha um time um pouco inferior que ao adversário, e que já eram 10 longos anos que o Coritiba não vencia nenhum Campeonato. Nesse dia eu não pude comparecer a este jogo, devido ao fato de estar trabalhando.


Meu primo Marcelo levou o Jorjjua ao Pinheirão, e o Coritiba em um jogo emocionante, foi campeão nos minutos finais com um gol de chapa do jogador Darcy. Meu irmão, meu primo e um Pinheirão tomado pela maioria coxa-branca explodiram num êxtase, que pude acompanhar pelas ruas da cidade depois do jogo, junto com meu outro primo coxa-branca Júnior. Pessoas atravessavam a Visconde de Guarapuava de joelhos, homens, mulheres, crianças, idosos, faziam um carnaval na Marechal Deodoro.... parecia que a cidade tinha ficado toda louca.


Por fim, na imensa galeria de títulos do Coritiba pode até ter sido mais um título estadual... Mas aquele título tinha um sabor, uma grandeza incompreensível para mim e minha família, pois significavam duas imensas e maravilhosas vitórias, a do Coritiba depois de tantos anos e a do meu irmão.

Hoje meu irmão tem uma saúde 100%,trabalha, viaja, e ainda por cima joga futebol extremamente bem, em um time da suburbana de Curitiba.


Minha família, você, e todo coxa-branca tem a estigma das vitórias e a dolorosa sangria das derrotas. Chora, luta e vibra com raça, paixão e amor. De muitos times incríveis, e inesquecíveis esquadrões que o Coritiba montou, e de craques eternizados em sua magnífica história, imortalizou-se o glorioso, agigantando e fazendo nascer a maior expressão do esporte da terra das araucárias e dos pinheirais.


Algumas vezes, é fato, faltou time, e nossa, como faltou. Ou só sobrou raça. Mas não faltou aquilo que sobra no Couto Pereira, no nosso Alto da Glória lotado, ou pelas ruas do estado ou em qualquer lugar onde o Coxa jogar: torcida. Aí não tem pra ninguém.


Para nós é o maior clube do mundo, pode até se perder e nos fazer perder por tamanha paixão e amor, cobrando gols e maestria dos jogadores como se todos fossem Neno, Zé Roberto, Negreiros, Aladim, Miltinho, Kruguer, Tião Abatiá, Paquito,,.. pedimos técnica e maestria no meio-campo como se todos fossem Hidalgo, Tostão ou Alex, exigindo segurança e elegância da zaga como se todos fossem Fedato, Bequinha, Carazzai, Belmonte, Gomes, ou Cláudio Marques.


Mas não se pode cobrar ninguém por amar incondicionalmente este clube.


Um Coxa-Branca não exige bola de todo o time. Não cobra inspiração de cada jogador. Quer apenas ver outro coxa-branca transpirando nas onze camisas, em cada posição, em cada jogada. Por isso pede para que o time vibre e lute. É o mínimo para quem dá o máximo na arquibancada.


A maior vitória e orgulho coxa-branca é isso.

Muito mais que incríveis times, e campanhas, mais do que 33 estaduais, mais que o Brasileirão em 1985, mais que o Torneio do Povo. Mais do que a própria gigantesca torcida enlouquecida e vibrante ou por vezes triste!


Os tantos títulos, faixas e troféus contam. Mas tamanha paixão, essa não se mede. Essa é desmedida.


Essa é a essência centenária Coxa-Branca.


Esse amor e essa essência, pode começar pelo hereditário amor dos avós, dos pais,, ou pela primeira camisa, por assistir o primeiro jogo, por causa de um amigo ou qualquer coisa....


Esse amor é assim, é essa essência centenária e eterna que vai ser passada á outras milhares de pessoas em gerações futuras.


Assim ela é, como o próprio Coritiba, sua grandeza e o amor de todos nós coxas-brancas, imortal, eterna.


Jogger Francisco Kaminski

Jogger Francisco Kaminski
De Arrepiar - Emoção demais em uma história fantástica para mim
Há 17 anos - 19/11/2008 13:13
Jogger Francisco Kaminski

As famílias de quais minha mãe descende, de sobrenome Shilipack, Pissaia, Gazola e Gbur já eram todas Coxas-Brancas, e a família de meu pai, de sobrenome Kaminski, que tanto nos orgulha, pelo meu avô Belmonte Kaminski, o “Baby”, que foi Bi-Campeão Paranaense em 1946 e 1947, família também extremamente apaixonada pelo Coritiba, só poderia fazer com que o meu sentimento pelo nosso clube fosse imenso e incomparável, ao ponto de ferver o sangue e transpor toda a honra e a glória de torcer e amar o Coritiba sob qualquer ciscunstância.


Em 1998, meu irmão Jorjjua Kaminski com apenas 16 anos, também apaixonado pelo Glorioso, passou por uma imensa dificuldade. Somente após um ano entre hospitais e vários médicos, a competente Dra. Telma, hoje médica do Hospital Evangélico, diagnosticou a Síndrome de Wegner, uma doença rara, que afeta o sistema imunológico do organismo.


Foram tempos dolorosos e difíceis. Meu irmão perdeu mais de 30 quilos, e passava muito tempo no hospital, entre dreno nos pulmões, transfusões de sangue, etc. Um certo médico chegou a declarar que ele tinha 10% de chances de sobreviver.


Enfim, vivendo aquele período difícil e pesado, o que o alegrava era assistir ou ouvir os jogos do Coritiba no hospital. Pois o Coritiba tinha um timaço e quase chegou a semi-final do Brasileirão de 98, Campeonato este que o time perdeu só 4 jogos.


Eu fazia o possível, tentava conseguir o caro pay-per-view no Hospital que isto era possível, ou levava um radinho e tava tudo certo.


Em 1999, iniciou-se uma grande recuperação do meu irmão, e aí aconteceu algo muito especial. Ele recebeu alta, e estava cada vez melhor, foi quando surgiu meu grande primo, que considero um irmão, hoje meu chefe, Marcelo Peruzzo, que mesmo com toda a preocupação da família com os cuidados e recuperação do Jorjjua, o levou ao Pinheirão, para ver o último jogo da final do campeonato de 1999, isso contando que o Coritiba tinha um time um pouco inferior que ao adversário, e que já eram 10 longos anos que o Coritiba não vencia nenhum Campeonato. Nesse dia eu não pude comparecer a este jogo, devido ao fato de estar trabalhando.


Meu primo Marcelo levou o Jorjjua ao Pinheirão, e o Coritiba em um jogo emocionante, foi campeão nos minutos finais com um gol de chapa do jogador Darcy. Meu irmão, meu primo e um Pinheirão tomado pela maioria coxa-branca explodiram num êxtase, que pude acompanhar pelas ruas da cidade depois do jogo, junto com meu outro primo coxa-branca Júnior. Pessoas atravessavam a Visconde de Guarapuava de joelhos, homens, mulheres, crianças, idosos, faziam um carnaval na Marechal Deodoro.... parecia que a cidade tinha ficado toda louca.


Por fim, na imensa galeria de títulos do Coritiba pode até ter sido mais um título estadual... Mas aquele título tinha um sabor, uma grandeza incompreensível para mim e minha família, pois significavam duas imensas e maravilhosas vitórias, a do Coritiba depois de tantos anos e a do meu irmão.

Hoje meu irmão tem uma saúde 100%,trabalha, viaja, e ainda por cima joga futebol extremamente bem, em um time da suburbana de Curitiba.


Minha família, você, e todo coxa-branca tem a estigma das vitórias e a dolorosa sangria das derrotas. Chora, luta e vibra com raça, paixão e amor. De muitos times incríveis, e inesquecíveis esquadrões que o Coritiba montou, e de craques eternizados em sua magnífica história, imortalizou-se o glorioso, agigantando e fazendo nascer a maior expressão do esporte da terra das araucárias e dos pinheirais.


Algumas vezes, é fato, faltou time, e nossa, como faltou. Ou só sobrou raça. Mas não faltou aquilo que sobra no Couto Pereira, no nosso Alto da Glória lotado, ou pelas ruas do estado ou em qualquer lugar onde o Coxa jogar: torcida. Aí não tem pra ninguém.


Para nós é o maior clube do mundo, pode até se perder e nos fazer perder por tamanha paixão e amor, cobrando gols e maestria dos jogadores como se todos fossem Neno, Zé Roberto, Negreiros, Aladim, Miltinho, Kruguer, Tião Abatiá, Paquito,,.. pedimos técnica e maestria no meio-campo como se todos fossem Hidalgo, Tostão ou Alex, exigindo segurança e elegância da zaga como se todos fossem Fedato, Bequinha, Carazzai, Belmonte, Gomes, ou Cláudio Marques.


Mas não se pode cobrar ninguém por amar incondicionalmente este clube.


Um Coxa-Branca não exige bola de todo o time. Não cobra inspiração de cada jogador. Quer apenas ver outro coxa-branca transpirando nas onze camisas, em cada posição, em cada jogada. Por isso pede para que o time vibre e lute. É o mínimo para quem dá o máximo na arquibancada.


A maior vitória e orgulho coxa-branca é isso.

Muito mais que incríveis times, e campanhas, mais do que 33 estaduais, mais que o Brasileirão em 1985, mais que o Torneio do Povo. Mais do que a própria gigantesca torcida enlouquecida e vibrante ou por vezes triste!


Os tantos títulos, faixas e troféus contam. Mas tamanha paixão, essa não se mede. Essa é desmedida.


Essa é a essência centenária Coxa-Branca.


Esse amor e essa essência, pode começar pelo hereditário amor dos avós, dos pais,, ou pela primeira camisa, por assistir o primeiro jogo, por causa de um amigo ou qualquer coisa....


Esse amor é assim, é essa essência centenária e eterna que vai ser passada á outras milhares de pessoas em gerações futuras.


Assim ela é, como o próprio Coritiba, sua grandeza e o amor de todos nós coxas-brancas, imortal, eterna.


Jogger Francisco Kaminski