Gilson Genez
1º de agosto de 1985
Há 17 anos - 17/11/2008 11:19
Gilson Genez

Já passava da meia-noite quando o título finalmente foi decidido. Gomes bateu rasteiro, no canto. E naquele instante, naquele segundo, fez história. Daí pra frente nada, nunca mais, seria o mesmo. A festa começou em casa e ganhou as ruas. Eu, meu primo e um amigo saimos sem destino ao encontro de uma multidão. A noite virou dia. Em todo o caminho, carros buzinando, bandeiras ao vento, gritos e rojões. Gente, muita gente. Na Batel, no Largo, em todo lugar. Em algum momento todos se encontraram na Boca Maldita. Ou seria Bendita àquela hora da noite? Milhares. Se abraçando, vibrando, sorrindo como se não houvesse amanhã. Um carro de som repetia e repetia os gols da noite. Indio de falta. Gomes de pênalti. E toda vez a multidão se silenciava, apreensiva, como se não soubesse o final. E gritava gol novamente. E comemorava de novo. E ria e chorava. Na madrugada fomos campeões. Muitas e muitas vezes.


Gilson Genez

Gilson Genez
1º de agosto de 1985
Há 17 anos - 17/11/2008 11:19
Gilson Genez

Já passava da meia-noite quando o título finalmente foi decidido. Gomes bateu rasteiro, no canto. E naquele instante, naquele segundo, fez história. Daí pra frente nada, nunca mais, seria o mesmo. A festa começou em casa e ganhou as ruas. Eu, meu primo e um amigo saimos sem destino ao encontro de uma multidão. A noite virou dia. Em todo o caminho, carros buzinando, bandeiras ao vento, gritos e rojões. Gente, muita gente. Na Batel, no Largo, em todo lugar. Em algum momento todos se encontraram na Boca Maldita. Ou seria Bendita àquela hora da noite? Milhares. Se abraçando, vibrando, sorrindo como se não houvesse amanhã. Um carro de som repetia e repetia os gols da noite. Indio de falta. Gomes de pênalti. E toda vez a multidão se silenciava, apreensiva, como se não soubesse o final. E gritava gol novamente. E comemorava de novo. E ria e chorava. Na madrugada fomos campeões. Muitas e muitas vezes.


Gilson Genez