Não sei ao certo quando comecei a torcer para o Coritiba, não sei ao certo a primeira vez que vesti as cores do coxa ou a primeira vez que meus olhos brilharam ao ver a nação coritibana.
A primeira vez que me recordo efetivamente de estar no Couto Pereira foi no jogo Coritiba 5x0 Mogi-Mirim no dia 26/11/1995, válido pelo quadrangular final da série b daquele ano. Eu tinha 4 anos e não entendia nada de futebol, não sabia nem onde estava. A partir daí eu me lembro que era coxa-branca, não que antes não fosse, mas é que essa é uma das poucas lembranças que eu tenho dessa época.
Eu devo ter ido, sem me recordar, em alguns outros jogos naquele ano mas a próxima passagem da minha história alviverde se passa no Joaquim Américo no dia 22/09/1996, eu tinha 5 anos e morava perto da baixada. Naquele dia fomos ao estádio atleticano eu, meu avó e meu pai assistir um atletiba válido pelo campeonato brasileiro daquele ano.
Desse jogo me lembro de muitas expulsões, me lembro do "puleiro" de andaimes que colocaram a nossa torcida, me lembro de uma bandeira atleticana que tinha um porco vestido de coxa e meu pai falou: "Porcos são eles meu filho!!!", me lembro que o nosso goleiro Anselmo pegou muito e por isso quando a torcida coxa começou a gritar "Oséias" eu achei que "Oséias" era o goleiro do Coxa.
Me lembro infelizmente do gol desse mesmo Oséias aos 48 do segundo tempo decretando a derrota do glorioso Verdão.
Enquanto íamos do jogo para casa meu pai me falou: " Fê... amanhã na escola alguns amiguinhos atleticanos seus irão te sacanear, irão te zombar por causa dessa derrota, mas você não poderá nunca trocar de time... não importa se ele perca ou ganhe, você sempre será coxa". Provavelmente o velho estava com medo de eu virar atleticano no dia seguinte, mas acho que eu nasci com o coração alviverde e mesmo que eu tentasse mudar de time, isso seria perda de tempo por que ao olhar pro manto alviverde o meu coração sempre baterá mais forte.
Depois disso fui a alguns jogos... algumas finais... mesmo desinteressado pelo futebol eu observava o Coritiba.
No começo do campeonato brasileiro de 2005 sem um motivo em especial esse amor veio a tona, com a queda de divisão daquele ano o coração queimou e chorei.
Em 2006 a esperança ficou até a penúltima rodada. Após a decepção de 2006 a coisa parecia difícil em 2007, mas o Coritiba pode ser considerado uma entidade imortal por que sua torcida e sua história mantém esse espírito vivo.
No ano de 2007 não perdi nenhum jogo, torci, gritei, acreditei em n jogos, mas um me chamou a atenção. O jogo contra a Ponte Preta, no Couto Pereira. Naquele dia eu vi que nada é impossível para nós, torcedores do Coritiba. Naquele dia eu acho que vi o mundo cair sobre nossas costas e pelas nossas mãos ser recolocado no lugar. Chamem de sorte, garra ou intervenção divina, pra mim foi um fato que afirmou definitivamente o espírito alviverde.
Minha história com o Coxa será estendida até a minha morte e meu amor por ele será exaltado até o fim dos meus dias.
Não sei se sou um cara meio babaca mas quando eu vejo outras torcidas do Brasil sempre vejo o amor deles menor do que o nosso e principalmente o que eu sinto.
Quando vejo um torcedor do São Paulo por exemplo (que só vê jogos pela tv e amam as glórias que o time proporciona) não consigo imaginar como seria meu amor sem essa vivência com o clube, não consigo imaginar que a tradição que recebi do meu pai e do meu avô seja passada da mesma forma pra um torcedor que só vê jogos pela tv.
Não sei ao certo quando comecei a torcer para o Coritiba, não sei ao certo a primeira vez que vesti as cores do coxa ou a primeira vez que meus olhos brilharam ao ver a nação coritibana.
A primeira vez que me recordo efetivamente de estar no Couto Pereira foi no jogo Coritiba 5x0 Mogi-Mirim no dia 26/11/1995, válido pelo quadrangular final da série b daquele ano. Eu tinha 4 anos e não entendia nada de futebol, não sabia nem onde estava. A partir daí eu me lembro que era coxa-branca, não que antes não fosse, mas é que essa é uma das poucas lembranças que eu tenho dessa época.
Eu devo ter ido, sem me recordar, em alguns outros jogos naquele ano mas a próxima passagem da minha história alviverde se passa no Joaquim Américo no dia 22/09/1996, eu tinha 5 anos e morava perto da baixada. Naquele dia fomos ao estádio atleticano eu, meu avó e meu pai assistir um atletiba válido pelo campeonato brasileiro daquele ano.
Desse jogo me lembro de muitas expulsões, me lembro do "puleiro" de andaimes que colocaram a nossa torcida, me lembro de uma bandeira atleticana que tinha um porco vestido de coxa e meu pai falou: "Porcos são eles meu filho!!!", me lembro que o nosso goleiro Anselmo pegou muito e por isso quando a torcida coxa começou a gritar "Oséias" eu achei que "Oséias" era o goleiro do Coxa.
Me lembro infelizmente do gol desse mesmo Oséias aos 48 do segundo tempo decretando a derrota do glorioso Verdão.
Enquanto íamos do jogo para casa meu pai me falou: " Fê... amanhã na escola alguns amiguinhos atleticanos seus irão te sacanear, irão te zombar por causa dessa derrota, mas você não poderá nunca trocar de time... não importa se ele perca ou ganhe, você sempre será coxa". Provavelmente o velho estava com medo de eu virar atleticano no dia seguinte, mas acho que eu nasci com o coração alviverde e mesmo que eu tentasse mudar de time, isso seria perda de tempo por que ao olhar pro manto alviverde o meu coração sempre baterá mais forte.
Depois disso fui a alguns jogos... algumas finais... mesmo desinteressado pelo futebol eu observava o Coritiba.
No começo do campeonato brasileiro de 2005 sem um motivo em especial esse amor veio a tona, com a queda de divisão daquele ano o coração queimou e chorei.
Em 2006 a esperança ficou até a penúltima rodada. Após a decepção de 2006 a coisa parecia difícil em 2007, mas o Coritiba pode ser considerado uma entidade imortal por que sua torcida e sua história mantém esse espírito vivo.
No ano de 2007 não perdi nenhum jogo, torci, gritei, acreditei em n jogos, mas um me chamou a atenção. O jogo contra a Ponte Preta, no Couto Pereira. Naquele dia eu vi que nada é impossível para nós, torcedores do Coritiba. Naquele dia eu acho que vi o mundo cair sobre nossas costas e pelas nossas mãos ser recolocado no lugar. Chamem de sorte, garra ou intervenção divina, pra mim foi um fato que afirmou definitivamente o espírito alviverde.
Minha história com o Coxa será estendida até a minha morte e meu amor por ele será exaltado até o fim dos meus dias.
Não sei se sou um cara meio babaca mas quando eu vejo outras torcidas do Brasil sempre vejo o amor deles menor do que o nosso e principalmente o que eu sinto.
Quando vejo um torcedor do São Paulo por exemplo (que só vê jogos pela tv e amam as glórias que o time proporciona) não consigo imaginar como seria meu amor sem essa vivência com o clube, não consigo imaginar que a tradição que recebi do meu pai e do meu avô seja passada da mesma forma pra um torcedor que só vê jogos pela tv.