Encontrei o Coritiba em 1976.
Eu morava no Bacacheri, tinha 10 anos, estava há 2 em Curitiba, vindo de Londrina, e nunca tinha ido a um estádio de futebol. Um dos nossos vizinhos era torcedor do Colorado, e me convidou para ir assistir a um jogo do time dele.
Lembro-me que era uma rodada dupla, no Couto Pereira. Não me lembro dos adversários, mas o Colorado faria a partida preliminar e o Coritiba a principal. Do que eu me lembro bem é do meu vizinho me implorando para que fôssemos embora, pois eu insistia em ficar até o fim do jogo do Coxa. Depois desse dia, meu vizinho nunca mais me convidou para ir a um jogo com ele, e o Coritiba nunca mais saiu da minha vida. E do meu coração.
Nessa época (década de 70) era possível fazer uma carteirinha junto à FPF, que dava direito a entrar de graça em todos jogos, por ser menor de 14 anos, se não me engano. E eu nunca mais deixei de ir ao Couto Pereira. Meu "primeiro ano" como torcedor ainda não foi uma ano dos sonhos, pois vi o Coxa perder um hepta campeonato para o Grêmio Maringá, em casa. Mas penso que isso só fez aumentar a minha devoção às cores alviverdes. Já no ano seguinte tive a oportunidade de estar presente aos três atle-TIBAs, ao final dos quais eu tinha mais um ídolo, chamado Manga. Em 1979 minha galeria de ídolos foi aumentada com o Aladim, em 1980 com o Freitas. E depois vieram Lela, Tostão, Osvaldo, Alex, Adriano, Rafinha, e não parou mais.
Em 1990 fui obrigado a sair de Curitiba, para tentar ganhar a minha vida (como geólogo) pelo Brasil. Desde então, a Camisa do Coritiba tem sido a minha segunda pele. Onde quer que eu esteja, estou vestindo a nossa Camisa gloriosa. Hoje, por conta do meu emprego, tenho tido oportunidades de viajar pelo mundo, e de levar as cores verde e branca a todos os recantos desse planeta. Uma de minhas passagens preferidas foi ter visitado a tribo dos guerreiros Massai, no interior do Quênia, na África, e ter tido a oportunidade de lhes falar do meu amor maior, o Coritiba. Falei com tanto entusiasmo que trouxe um presente inesquecível de lá: fotos em que eles, os Massai, um povo guerreiro que mantém suas tradições e seu modo de vida arredio, empunham com a alegria a Bandeira do Coritiba.
E assim tem sido, desde 1976. E assim será, para sempre. Uma história com a camisa do Coritiba, meu orgulho, minha vida.
Marcus Vinicius Fonseca Popini, 42 anos, morando atualmente no Rio de Janeiro
Encontrei o Coritiba em 1976.
Eu morava no Bacacheri, tinha 10 anos, estava há 2 em Curitiba, vindo de Londrina, e nunca tinha ido a um estádio de futebol. Um dos nossos vizinhos era torcedor do Colorado, e me convidou para ir assistir a um jogo do time dele.
Lembro-me que era uma rodada dupla, no Couto Pereira. Não me lembro dos adversários, mas o Colorado faria a partida preliminar e o Coritiba a principal. Do que eu me lembro bem é do meu vizinho me implorando para que fôssemos embora, pois eu insistia em ficar até o fim do jogo do Coxa. Depois desse dia, meu vizinho nunca mais me convidou para ir a um jogo com ele, e o Coritiba nunca mais saiu da minha vida. E do meu coração.
Nessa época (década de 70) era possível fazer uma carteirinha junto à FPF, que dava direito a entrar de graça em todos jogos, por ser menor de 14 anos, se não me engano. E eu nunca mais deixei de ir ao Couto Pereira. Meu "primeiro ano" como torcedor ainda não foi uma ano dos sonhos, pois vi o Coxa perder um hepta campeonato para o Grêmio Maringá, em casa. Mas penso que isso só fez aumentar a minha devoção às cores alviverdes. Já no ano seguinte tive a oportunidade de estar presente aos três atle-TIBAs, ao final dos quais eu tinha mais um ídolo, chamado Manga. Em 1979 minha galeria de ídolos foi aumentada com o Aladim, em 1980 com o Freitas. E depois vieram Lela, Tostão, Osvaldo, Alex, Adriano, Rafinha, e não parou mais.
Em 1990 fui obrigado a sair de Curitiba, para tentar ganhar a minha vida (como geólogo) pelo Brasil. Desde então, a Camisa do Coritiba tem sido a minha segunda pele. Onde quer que eu esteja, estou vestindo a nossa Camisa gloriosa. Hoje, por conta do meu emprego, tenho tido oportunidades de viajar pelo mundo, e de levar as cores verde e branca a todos os recantos desse planeta. Uma de minhas passagens preferidas foi ter visitado a tribo dos guerreiros Massai, no interior do Quênia, na África, e ter tido a oportunidade de lhes falar do meu amor maior, o Coritiba. Falei com tanto entusiasmo que trouxe um presente inesquecível de lá: fotos em que eles, os Massai, um povo guerreiro que mantém suas tradições e seu modo de vida arredio, empunham com a alegria a Bandeira do Coritiba.
E assim tem sido, desde 1976. E assim será, para sempre. Uma história com a camisa do Coritiba, meu orgulho, minha vida.
Marcus Vinicius Fonseca Popini, 42 anos, morando atualmente no Rio de Janeiro