Paranaense de 2004
Foram 2 mil coxas-brancas que silenciaram a Baixada em uma conquista histórica
Há 22 anos - 10/10/2004 03:00
Paranaense de 2004

“Lá dentro do campo, enquanto perdíamos por 3x2, a gente ouvia o grito de ‘Coxa’, o barulho não parava e nos contagiou. A torcida fez o seu papel, o nosso time era muito forte e estávamos concentrados na busca do título. Eu tinha certeza que seríamos campeões”. Reginaldo Nascimento, capitão da equipe campeã em 2004.


Campanha: 11vitórias - 4 empates - 1 derrota

Jogo decisivo: Coritiba 3x3 Atlético-PR

Data: 18/04/2004


Estádio: Estádio Joaquim Américo

Time Base: Fernando, Jucemar, Reginaldo Nascimento, Miranda e Adriano; Márcio Egídio, Ataliba, Capixaba e Luis Mário (Rodrigo); Aristizábal e Tuta (Laércio)

Técnico: Antonio Lopes

Artilheiro da equipe: Tuta (6 gols)


História


A conquista do Paranaense de 2004 é um marco na memória dos coxas-brancas, que foram fundamentais na conquista do título. O canto incessante da torcida ecoou pela cidade, o time venceu o rival Atlético-PR na decisão e levantou a taça dentro do estádio do adversário.


Depois de conquistar o título paranaense invicto em 2003 e consolidar a vaga para a Taça Libertadores da América de 2004, ficando em 5º lugar no Brasileirão de 2003, o Coritiba recuperava a hegemonia no estado e entrava como favorito para vencer a competição estadual.


Montar um bom time era fundamental. Mesmo passando por uma forte reestruturação e priorizando o saneamento das dívidas no Clube, o Cori foi buscar grandes nomes do futebol. As principais estrelas estavam no ataque: Luís Mário, Tuta e Aristizábal chegaram. A torcida estava empolgada.


Além de toda a estrutura montada para vencer o campeonato, o Coritiba contava com um jogador fundamental para levantar a taça. O torcedor foi o décimo segundo jogador e empurrou a equipe.


A decisão do campeonato teve todos os ingredientes para emocionar o povo paranaense. O último jogo, em especial, foi considerado o melhor das decisões que aconteciam naquele dia por todo o Brasil. Em campo um jogo aberto, com muitos gols. O dia 18 de abril foi um campeonato à parte em 2004.


Competição


A derrota por 2x1 para o Iraty, no Couto Pereira, logo na estréia da competição, tirou do Coritiba uma invencibilidade de três anos da equipe em Campeonatos Paranaenses. Veio a desconfiança; reforços eram necessários, mas o torcedor sabia que a equipe ainda estava em formação.


O bom trabalho de base feito pelo Clube rendeu alguns jogadores. O Coritiba ainda contratou o atacante Aristizábal, que no ano anterior havia sido Campeão Brasileiro pelo Cruzeiro. Depois chegou o atacante Tuta, e o time ganhava a confiança do torcedor.


Depois disso a equipe coxa-branca não perdeu mais e garantiu a vaga nas fases decisivas da competição. Em meio ao Paranaense, o Coxa viajava pela América na disputa da Taça Libertadores.


Na semi-final a equipe alviverde encarou o Cianorte. A equipe do interior do estado fazia boa campanha no Estadual, mas não foi párea para o Coritiba, que se classificou para a decisão diante do rival Atlético-PR.


A vantagem de jogar por dois empates era do adversário. Na primeira partida o atacante Tuta desfalcava o ataque dos sonhos da torcida coxa-branca. Mas Aristizábal, marcando no primeiro tempo, e Luís Mario, fazendo um golaço na segunda etapa, deram conta do recado e ajudaram o Coritiba a reverter a vantagem para o jogo que seria disputado na Baixada. Coxa 2x1.


A segunda partida final foi realizada no dia 18 de abril. Durante a semana a torcida alviverde formou filas em volta do Alto da Glória e em 40 minutos se esgotaram os 2.500 ingressos destinados aos alviverdes.


Com um bonito gol de Jucemar, o Coritiba abriu o marcador. O Atlético-PR empatou e virou a partida. Tuta empatou para o Cori, mas o adversário fez o terceiro gol, terminando o primeiro tempo em vantagem.


No segundo tempo a torcida coxa-branca deu um verdadeiro show a parte. Sem parar de cantar “Coooooxa” do início ao fim, o Coritiba marcou o gol com Tuta e levantou o caneco dentro da Baixada. A festa se estendeu pela madrugada curitibana.


Colaboração: Grupo Helênicos

Paranaense de 2004
Foram 2 mil coxas-brancas que silenciaram a Baixada em uma conquista histórica
Há 22 anos - 10/10/2004 03:00
Paranaense de 2004

“Lá dentro do campo, enquanto perdíamos por 3x2, a gente ouvia o grito de ‘Coxa’, o barulho não parava e nos contagiou. A torcida fez o seu papel, o nosso time era muito forte e estávamos concentrados na busca do título. Eu tinha certeza que seríamos campeões”. Reginaldo Nascimento, capitão da equipe campeã em 2004.


Campanha: 11vitórias - 4 empates - 1 derrota

Jogo decisivo: Coritiba 3x3 Atlético-PR

Data: 18/04/2004


Estádio: Estádio Joaquim Américo

Time Base: Fernando, Jucemar, Reginaldo Nascimento, Miranda e Adriano; Márcio Egídio, Ataliba, Capixaba e Luis Mário (Rodrigo); Aristizábal e Tuta (Laércio)

Técnico: Antonio Lopes

Artilheiro da equipe: Tuta (6 gols)


História


A conquista do Paranaense de 2004 é um marco na memória dos coxas-brancas, que foram fundamentais na conquista do título. O canto incessante da torcida ecoou pela cidade, o time venceu o rival Atlético-PR na decisão e levantou a taça dentro do estádio do adversário.


Depois de conquistar o título paranaense invicto em 2003 e consolidar a vaga para a Taça Libertadores da América de 2004, ficando em 5º lugar no Brasileirão de 2003, o Coritiba recuperava a hegemonia no estado e entrava como favorito para vencer a competição estadual.


Montar um bom time era fundamental. Mesmo passando por uma forte reestruturação e priorizando o saneamento das dívidas no Clube, o Cori foi buscar grandes nomes do futebol. As principais estrelas estavam no ataque: Luís Mário, Tuta e Aristizábal chegaram. A torcida estava empolgada.


Além de toda a estrutura montada para vencer o campeonato, o Coritiba contava com um jogador fundamental para levantar a taça. O torcedor foi o décimo segundo jogador e empurrou a equipe.


A decisão do campeonato teve todos os ingredientes para emocionar o povo paranaense. O último jogo, em especial, foi considerado o melhor das decisões que aconteciam naquele dia por todo o Brasil. Em campo um jogo aberto, com muitos gols. O dia 18 de abril foi um campeonato à parte em 2004.


Competição


A derrota por 2x1 para o Iraty, no Couto Pereira, logo na estréia da competição, tirou do Coritiba uma invencibilidade de três anos da equipe em Campeonatos Paranaenses. Veio a desconfiança; reforços eram necessários, mas o torcedor sabia que a equipe ainda estava em formação.


O bom trabalho de base feito pelo Clube rendeu alguns jogadores. O Coritiba ainda contratou o atacante Aristizábal, que no ano anterior havia sido Campeão Brasileiro pelo Cruzeiro. Depois chegou o atacante Tuta, e o time ganhava a confiança do torcedor.


Depois disso a equipe coxa-branca não perdeu mais e garantiu a vaga nas fases decisivas da competição. Em meio ao Paranaense, o Coxa viajava pela América na disputa da Taça Libertadores.


Na semi-final a equipe alviverde encarou o Cianorte. A equipe do interior do estado fazia boa campanha no Estadual, mas não foi párea para o Coritiba, que se classificou para a decisão diante do rival Atlético-PR.


A vantagem de jogar por dois empates era do adversário. Na primeira partida o atacante Tuta desfalcava o ataque dos sonhos da torcida coxa-branca. Mas Aristizábal, marcando no primeiro tempo, e Luís Mario, fazendo um golaço na segunda etapa, deram conta do recado e ajudaram o Coritiba a reverter a vantagem para o jogo que seria disputado na Baixada. Coxa 2x1.


A segunda partida final foi realizada no dia 18 de abril. Durante a semana a torcida alviverde formou filas em volta do Alto da Glória e em 40 minutos se esgotaram os 2.500 ingressos destinados aos alviverdes.


Com um bonito gol de Jucemar, o Coritiba abriu o marcador. O Atlético-PR empatou e virou a partida. Tuta empatou para o Cori, mas o adversário fez o terceiro gol, terminando o primeiro tempo em vantagem.


No segundo tempo a torcida coxa-branca deu um verdadeiro show a parte. Sem parar de cantar “Coooooxa” do início ao fim, o Coritiba marcou o gol com Tuta e levantou o caneco dentro da Baixada. A festa se estendeu pela madrugada curitibana.


Colaboração: Grupo Helênicos