“No Couto Pereira, a cada domingo o torcedor via um show de futebol. O time podia começar perdendo por dois ou três gols, mas a torcida sabia que a reação viria. Afinal, essa mística de luta até o fim, de garra, de raça e comprometimento pela camisa é que dá a graça ao Coritiba, que faz milhares de pessoas se emocionarem com as cores verde e branca.”
Campeonato Paranaense
Campanha: 19 vitórias - 8 empates - 3 derrotas
Jogo decisivo: Coritiba 2x0 União Bandeirantes
Data: 27/08/1989
Time Base: Gérson, Márcio, Vica, João Pedro e Pecos (Mário Sérgio); Marildo, Osvaldo e Tostão; Carlos Alberto, Chicão e Serginho (Kazú)
Técnico: Edu Antunes Coimbra
Artilheiros da equipe: Chicão (18 gols) e Tostão (16 gols)
História
Acostumado a ver seu time conquistar todos os títulos possíveis na década de 70 e o Brasileiro em 1985, o torcedor, que havia visto apenas 2 títulos nos últimos 10 anos, pôde ver em 1989 um dos melhores times da história do Coritiba, que marcou uma geração.
Bayard Osna assumiu a presidência do Clube e implantou uma nova política, trazendo uma outra mentalidade ao Coritiba, dando uma atenção especial ao patrimônio e adquirindo a área para a construção do Centro de Treinamento, que hoje leva o seu nome.
Além disso, Bayard montou um verdadeiro timaço. O maestro da equipe era o craque Tostão (Luis Antônio Fernandes) e contando com os gols do artilheiro Chicão (Fransisco Carlos Martins Vidal) a equipe levantou um título incontestável.
A equipe coxa ainda tinha grandes jogadores, como o meia Carlos Alberto Dias, o atacante Serginho Cabeção, o zagueiro Vica e o japonês Kazu, atacante que levou o nome do Coritiba como referência do futebol brasileiro para o país oriental.
Ainda em 1989, Eriélton Carlos Pacheco (o Pachequinho) subiu do time Junior para o Profissional. Junto com o meia Alex, os dois foram os maiores ídolos da torcida na década de 90.
Mas o ano de 1989 ainda traria uma ingrata surpresa ao Coritiba. A equipe não foi a Juiz de Fora (MG), onde a CBF havia marcado o um jogo pelo Campeonato Brasileiro entre Coritiba x Santos. O Coxa tinha uma liminar conquistada na justiça comum para não jogar diante da equipe paulista, afinal o Cori queria jogar no mesmo horário do Vasco, adversário direto por uma vaga na segunda fase da competição.
Mas a CBF ignorou o recurso, deu a vitória da partida ao Santos e rebaixou o Coritiba para a segunda divisão numa manobra dos tribunais. Ali o sonho do torcedor de poder ver o seu time se tornar novamente Campeão do Brasil teve seu ciclo encerrado.
Competição
Quatorze equipes disputaram o Campeonato Paranaense de 1989. No regulamento, uma cláusula curiosa previa que os jogos que terminassem empatados em 0x0 não dariam pontos a nenhum clube.
No Couto Pereira, a cada domingo o torcedor via um show de futebol. O time podia começar perdendo por dois ou três gols, mas a torcida sabia que a reação viria. Afinal, essa mística de luta até o fim, de garra, de raça e comprometimento pela camisa é que dá a graça ao Coritiba, que faz milhares de pessoas se emocionarem com as cores verde e branca.
No dia 1 de maio de 1989, 40.876 pessoas lotaram o Alto da Glória, sendo esse um dos maiores públicos em toda a história do clássico Atle-Tiba. O Coritiba venceu os rivais por 2x1.
Depois de conquistar os três primeiros turnos do campeonato, que se alongou por seis turnos, o Coritiba eliminou a Platinense nas quartas-de-final e encarou o rival Atlético-PR na semi-final.
O Verdão já havia vencido o Atlético-PR por duas vezes e com uma nova vitória por 2x0 e um empate em 1x1 garantiu a vaga na decisão, diante do União Bandeirante, em duas partidas.
Em um acordo entre as diretorias, as duas partidas foram disputadas na capital paranaense. No primeiro jogo 0x0 e na segunda partida, com dois gols de Tostão, o Coritiba conquistou o título estadual, no auge de seus 80 anos de história.
Colaboração: Grupo Helênicos
“No Couto Pereira, a cada domingo o torcedor via um show de futebol. O time podia começar perdendo por dois ou três gols, mas a torcida sabia que a reação viria. Afinal, essa mística de luta até o fim, de garra, de raça e comprometimento pela camisa é que dá a graça ao Coritiba, que faz milhares de pessoas se emocionarem com as cores verde e branca.”
Campeonato Paranaense
Campanha: 19 vitórias - 8 empates - 3 derrotas
Jogo decisivo: Coritiba 2x0 União Bandeirantes
Data: 27/08/1989
Time Base: Gérson, Márcio, Vica, João Pedro e Pecos (Mário Sérgio); Marildo, Osvaldo e Tostão; Carlos Alberto, Chicão e Serginho (Kazú)
Técnico: Edu Antunes Coimbra
Artilheiros da equipe: Chicão (18 gols) e Tostão (16 gols)
História
Acostumado a ver seu time conquistar todos os títulos possíveis na década de 70 e o Brasileiro em 1985, o torcedor, que havia visto apenas 2 títulos nos últimos 10 anos, pôde ver em 1989 um dos melhores times da história do Coritiba, que marcou uma geração.
Bayard Osna assumiu a presidência do Clube e implantou uma nova política, trazendo uma outra mentalidade ao Coritiba, dando uma atenção especial ao patrimônio e adquirindo a área para a construção do Centro de Treinamento, que hoje leva o seu nome.
Além disso, Bayard montou um verdadeiro timaço. O maestro da equipe era o craque Tostão (Luis Antônio Fernandes) e contando com os gols do artilheiro Chicão (Fransisco Carlos Martins Vidal) a equipe levantou um título incontestável.
A equipe coxa ainda tinha grandes jogadores, como o meia Carlos Alberto Dias, o atacante Serginho Cabeção, o zagueiro Vica e o japonês Kazu, atacante que levou o nome do Coritiba como referência do futebol brasileiro para o país oriental.
Ainda em 1989, Eriélton Carlos Pacheco (o Pachequinho) subiu do time Junior para o Profissional. Junto com o meia Alex, os dois foram os maiores ídolos da torcida na década de 90.
Mas o ano de 1989 ainda traria uma ingrata surpresa ao Coritiba. A equipe não foi a Juiz de Fora (MG), onde a CBF havia marcado o um jogo pelo Campeonato Brasileiro entre Coritiba x Santos. O Coxa tinha uma liminar conquistada na justiça comum para não jogar diante da equipe paulista, afinal o Cori queria jogar no mesmo horário do Vasco, adversário direto por uma vaga na segunda fase da competição.
Mas a CBF ignorou o recurso, deu a vitória da partida ao Santos e rebaixou o Coritiba para a segunda divisão numa manobra dos tribunais. Ali o sonho do torcedor de poder ver o seu time se tornar novamente Campeão do Brasil teve seu ciclo encerrado.
Competição
Quatorze equipes disputaram o Campeonato Paranaense de 1989. No regulamento, uma cláusula curiosa previa que os jogos que terminassem empatados em 0x0 não dariam pontos a nenhum clube.
No Couto Pereira, a cada domingo o torcedor via um show de futebol. O time podia começar perdendo por dois ou três gols, mas a torcida sabia que a reação viria. Afinal, essa mística de luta até o fim, de garra, de raça e comprometimento pela camisa é que dá a graça ao Coritiba, que faz milhares de pessoas se emocionarem com as cores verde e branca.
No dia 1 de maio de 1989, 40.876 pessoas lotaram o Alto da Glória, sendo esse um dos maiores públicos em toda a história do clássico Atle-Tiba. O Coritiba venceu os rivais por 2x1.
Depois de conquistar os três primeiros turnos do campeonato, que se alongou por seis turnos, o Coritiba eliminou a Platinense nas quartas-de-final e encarou o rival Atlético-PR na semi-final.
O Verdão já havia vencido o Atlético-PR por duas vezes e com uma nova vitória por 2x0 e um empate em 1x1 garantiu a vaga na decisão, diante do União Bandeirante, em duas partidas.
Em um acordo entre as diretorias, as duas partidas foram disputadas na capital paranaense. No primeiro jogo 0x0 e na segunda partida, com dois gols de Tostão, o Coritiba conquistou o título estadual, no auge de seus 80 anos de história.
Colaboração: Grupo Helênicos