“O título daquele ano era uma questão de tempo. Mesmo com erros de arbitragem, o Coritiba tinha uma equipe forte, com jogadores que ficaram marcados na história do Clube. Na zaga, a experiência de Fedato; no meio tinha Merlin e Miltinho e na frente Ivo e Renatinho.”
Campeonato Paranaense
Campanha: 13 vitórias - 3 empates - 2 derrotas
Jogo decisivo: Coritiba 3x1 Ferroviário
Data: 15/03/1952
Time Base: Pianowski, Fedato e Fábio; Márcio, Merlin e Sanguinetti; Lula, Miltinho, Almir, Ivo e Renatinho
Artilheiro da equipe: Renatinho (19 gols)
História
O Coritiba entrava na disputa do Estadual de 1952 brigando pelo seu terceiro Bicampeonato na história e com a base da equipe campeã em 51 a conquista veio de forma mais tranqüila.
No mundo era tempo de reconstrução em todos os sentidos, após o fim da Segunda Guerra, que trouxe grande conseqüências para o planeta. Em 1952 foi realizada a primeira reunião da ONU (Organização das Nações Unidas) em sua sede permanente, em Nova York.
Mas a década de 50 estava iniciando marcada pelos erros de arbitragem e a violência dos atletas contra os juízes. Em 1951 a federação decidiu trazer árbitros ingleses para apitar o Estadual.
No Paranaense de 51 o juiz inglês Harry Rowley, que era bastante conceituado, veio apitar algumas partidas. Mas em um jogo entre Palestra e Água Verde, Rowley foi a nocaute e seu auxiliar, Oswaldo Vilela, também acabou sendo agredido pelo presidente do Água Verde.
Também no Campeonato de 1951, em um Atle-Tiba, um bandeirinha que validou um gol do Cori acabou sendo agredido pelos jogadores rivais, que pediam impedimento. Por isso a federação teria que tomar algumas medidas em 1952.
Nas arquibancadas a violência também já começava a criar seus prejuízos e conseqüências. É claro que as brigas eram de menor intensidade do que nos dias atuais, mas era comum que os pequenos conflitos na arquibancada se estendessem aos gramados.
Competição
A equipe alviverde iniciou a competição vencendo o Morguenau por 11x0, sendo uma das maiores goleadas da história do Clube e que deu mostras de que não seria tão difícil a conquista do décimo segundo Estadual.
Aquele campeonato marcou efetivamente a participação das equipes do interior do estado. Além de Monte Alegre e Jacarezinho, que haviam disputado o Estadual um ano antes, a Cambaraense também participou. Inclusive, Jacarezinho e Monte Alegre terminaram a competição na terceira e quarta colocação, respectivamente, atrás do Coritiba e do Palestra Itália.
O título daquele ano era uma questão de tempo. Mesmo com erros de arbitragem, o Coritiba tinha uma equipe forte, com jogadores que ficaram marcados na história do Clube. Na zaga, a experiência de Fedato; no meio tinha Merlin e Miltinho e na frente Ivo e Renatinho.
Mas o que marcou aquela disputa foi um Atle-Tiba disputado no dia 10 de agosto, no Estádio Joaquim Américo. Em uma cobrança de pênalti, Almir bateu bem e o goleiro foi buscar no fundo das redes. Mesmo assim o árbitro aponta o tiro de meta, alegando que a bola havia saído de campo, batido em um morrinho e entrado por baixo da rede. Simplesmente inacreditável! Os jogadores do Coritiba protestaram, mas o árbitro insistiu e a partida seguiu. No final, o Coxa venceu por 3x1, o que amenizou uma confusão maior na partida.
Já em março de 1953, na última rodada e sem trapalhadas dos árbitros, o Coritiba venceu o Ferroviário por 3x1 na Vila Capanema e garantiu o seu terceiro Bicampeonato na história.
Colaboração: Grupo Helênicos
“O título daquele ano era uma questão de tempo. Mesmo com erros de arbitragem, o Coritiba tinha uma equipe forte, com jogadores que ficaram marcados na história do Clube. Na zaga, a experiência de Fedato; no meio tinha Merlin e Miltinho e na frente Ivo e Renatinho.”
Campeonato Paranaense
Campanha: 13 vitórias - 3 empates - 2 derrotas
Jogo decisivo: Coritiba 3x1 Ferroviário
Data: 15/03/1952
Time Base: Pianowski, Fedato e Fábio; Márcio, Merlin e Sanguinetti; Lula, Miltinho, Almir, Ivo e Renatinho
Artilheiro da equipe: Renatinho (19 gols)
História
O Coritiba entrava na disputa do Estadual de 1952 brigando pelo seu terceiro Bicampeonato na história e com a base da equipe campeã em 51 a conquista veio de forma mais tranqüila.
No mundo era tempo de reconstrução em todos os sentidos, após o fim da Segunda Guerra, que trouxe grande conseqüências para o planeta. Em 1952 foi realizada a primeira reunião da ONU (Organização das Nações Unidas) em sua sede permanente, em Nova York.
Mas a década de 50 estava iniciando marcada pelos erros de arbitragem e a violência dos atletas contra os juízes. Em 1951 a federação decidiu trazer árbitros ingleses para apitar o Estadual.
No Paranaense de 51 o juiz inglês Harry Rowley, que era bastante conceituado, veio apitar algumas partidas. Mas em um jogo entre Palestra e Água Verde, Rowley foi a nocaute e seu auxiliar, Oswaldo Vilela, também acabou sendo agredido pelo presidente do Água Verde.
Também no Campeonato de 1951, em um Atle-Tiba, um bandeirinha que validou um gol do Cori acabou sendo agredido pelos jogadores rivais, que pediam impedimento. Por isso a federação teria que tomar algumas medidas em 1952.
Nas arquibancadas a violência também já começava a criar seus prejuízos e conseqüências. É claro que as brigas eram de menor intensidade do que nos dias atuais, mas era comum que os pequenos conflitos na arquibancada se estendessem aos gramados.
Competição
A equipe alviverde iniciou a competição vencendo o Morguenau por 11x0, sendo uma das maiores goleadas da história do Clube e que deu mostras de que não seria tão difícil a conquista do décimo segundo Estadual.
Aquele campeonato marcou efetivamente a participação das equipes do interior do estado. Além de Monte Alegre e Jacarezinho, que haviam disputado o Estadual um ano antes, a Cambaraense também participou. Inclusive, Jacarezinho e Monte Alegre terminaram a competição na terceira e quarta colocação, respectivamente, atrás do Coritiba e do Palestra Itália.
O título daquele ano era uma questão de tempo. Mesmo com erros de arbitragem, o Coritiba tinha uma equipe forte, com jogadores que ficaram marcados na história do Clube. Na zaga, a experiência de Fedato; no meio tinha Merlin e Miltinho e na frente Ivo e Renatinho.
Mas o que marcou aquela disputa foi um Atle-Tiba disputado no dia 10 de agosto, no Estádio Joaquim Américo. Em uma cobrança de pênalti, Almir bateu bem e o goleiro foi buscar no fundo das redes. Mesmo assim o árbitro aponta o tiro de meta, alegando que a bola havia saído de campo, batido em um morrinho e entrado por baixo da rede. Simplesmente inacreditável! Os jogadores do Coritiba protestaram, mas o árbitro insistiu e a partida seguiu. No final, o Coxa venceu por 3x1, o que amenizou uma confusão maior na partida.
Já em março de 1953, na última rodada e sem trapalhadas dos árbitros, o Coritiba venceu o Ferroviário por 3x1 na Vila Capanema e garantiu o seu terceiro Bicampeonato na história.
Colaboração: Grupo Helênicos