Coluna em destaque
Confira a coluna de Augusto Mafuz desta segunda (11). Colunista curitibano destaca de forma exemplar time Coxa
Há 18 anos - 11/08/2008 03:00
Coluna em destaque

Coluna publicada pelo comentarista Augusto Mafuz no jornal Tribuna do Paraná nesta segunda-feira (11) exalta de forma positiva o time Alviverde. Confira abaixo a coluna ou acesse o link da publicação online da Tribuna.


A humildade dos coxas não deve ter limite. O time está passando dos limites. Ontem, contra o Sport, praticou o que se pode definir no futebol atual, como um exagero: a placar clássico - 3 a 0 -, não foi obra do casuísmo, que ocorre quando os fatores de campo e torcida exercem a influência do desequilíbrio.


Ganhou assim, porque teve momentos que desafiou a si próprio e ao próprio futebol, chegando à perfeição: a sua distribuição em campo foi tão inteligente e tão soberba, que juntou, no mesmo espaço, Carlinhos Paraíba, Marlos e Keirrison. Aí, foi uma covardia, pois no futebol de tantas carências, torna-se um abuso juntar o talento de Paraíba e Marlos à inteligência de Keirrison.


Do menino Keirrison dá para escrever um tratado. Jogador absolutamente fora de série, porque tem duas virtudes inconciliáveis nos dias de hoje: jogar e pensar, ao mesmo tempo. Em uma época de brucutus, em que os espaços rareiam para as especulações táticas, Keirrison é o resgate do romantismo, que parecia aposentado com Romário.


Fiquei com inveja dos coxas. Inveja no bom sentido, porque jogou tanto ontem, que, para quem gosta de futebol, não pode existir inveja no mau sentido. Se Cruyff tivesse visto Keirrison jogar ontem, teria lembrado de Romário, e dito que é o novo gênio da área.

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Confira a coluna de Augusto Mafuz desta segunda (11). Colunista curitibano destaca de forma exemplar time Coxa
Há 18 anos - 11/08/2008 03:00
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Coluna publicada pelo comentarista Augusto Mafuz no jornal Tribuna do Paraná nesta segunda-feira (11) exalta de forma positiva o time Alviverde. Confira abaixo a coluna ou acesse o link da publicação online da Tribuna.


A humildade dos coxas não deve ter limite. O time está passando dos limites. Ontem, contra o Sport, praticou o que se pode definir no futebol atual, como um exagero: a placar clássico - 3 a 0 -, não foi obra do casuísmo, que ocorre quando os fatores de campo e torcida exercem a influência do desequilíbrio.


Ganhou assim, porque teve momentos que desafiou a si próprio e ao próprio futebol, chegando à perfeição: a sua distribuição em campo foi tão inteligente e tão soberba, que juntou, no mesmo espaço, Carlinhos Paraíba, Marlos e Keirrison. Aí, foi uma covardia, pois no futebol de tantas carências, torna-se um abuso juntar o talento de Paraíba e Marlos à inteligência de Keirrison.


Do menino Keirrison dá para escrever um tratado. Jogador absolutamente fora de série, porque tem duas virtudes inconciliáveis nos dias de hoje: jogar e pensar, ao mesmo tempo. Em uma época de brucutus, em que os espaços rareiam para as especulações táticas, Keirrison é o resgate do romantismo, que parecia aposentado com Romário.


Fiquei com inveja dos coxas. Inveja no bom sentido, porque jogou tanto ontem, que, para quem gosta de futebol, não pode existir inveja no mau sentido. Se Cruyff tivesse visto Keirrison jogar ontem, teria lembrado de Romário, e dito que é o novo gênio da área.