Condição ideal
Preparador físico Glydiston Ananias encerra a série de entrevistas sobre a condição ideal de atletas de alto rendimento
Há 18 anos - 04/02/2008 03:00
Condição ideal

1. Esta é a última entrevista da série Condição Ideal. Nas palavras do fisiologista Raul Osiecki e do preparador físico Celso Rezende, tentamos mostrar ao torcedor os requisitos para um atleta ter a condição ideal para jogar e atuar no futebol. Cientificamente, o que é a condição ideal de um jogador para que ele seja contratado por um clube de futebol?


Glydiston Ananias: cientificamente acredito que o atleta deva estar em condições clínicas e físicas ideias ou próximo delas para cumprir as funções para a qual foi contratado, ou seja, deve apresentar-se com valores de capacidade aeróbia (resistência) e anaeróbia (força, velocidade) considerados satisfatórios. Além de um estado de saúde que esteja apto a suportar as cargas de treinamento ao qual será submetido.


2. E o que vem a ser a condição ideal de um atleta para jogar?


Glydiston Ananias: sabendo-se que um atleta de futebol percorre em média uma distância de 10 Km por partida e pode realizar até 100 corridas máximas ( piques de 0 a 20 metros) dependendo da partida, faz-se necessária uma condição física bem desenvolvida, isto é, uma boa resistência associada com uma boa capacidade de desenvolver força e velocidade (potência), e mais do que tudo uma excelente capacidade de recuperação para poder desenvolver tudo isto durante os noventa minutos de jogo.


3. Em média, qual o tempo necessário de preparação para que um atleta chegue  a condição ideal?


Glydiston Ananias: o tempo necessário pode variar de atleta para atleta. Acredito que depende muito da  base de treinamento que o atleta foi submetido quando nas categorias de base, além do seu estilo e qualidade de vida. Atletas que possuem hábitos de uma vida saudável e regrada, penso que têm a necessidade de um tempo menor para atingirem sua melhor forma física. No entanto, não podemos nos esquecer da carga genética que cada atleta carrega e que tem grande influência na perda e no ganho da forma física.


4. O Clube conta com dois grandes profissionais na preparação física, você e o Celso Rezende, além de pessoas gabaritadas os auxiliando. Isso deixa claro o quanto o Clube está amparado nesse sentido. De que forma essa equipe poderá trazer frutos? Como será aproveitado este potencial?


Glydiston Ananias: as equipes só alcançam o sucesso a partir do momento em que todos conseguem desempenhar seu trabalho com respeito, qualidade, segurança, dedicação àquilo que faz, integração e discussões (no sentido positivo) que venham a acrescentar para o crescimento da equipe. Todos os profissionais devem colocar em prática todos os seus conhecimentos teóricos e práticos em benefício do Clube. Só assim podemos semear e colher bons frutos.


5. É possível traçar um panorama de como será o planejamento dentro do estabelecido, no início, meio e na reta final do ano? Quais são as diretrizes científicas para manter o trabalho eficiente?


Glydiston Ananias: a princípio a idéia é dar uma boa base de condicionamento físico neste início de temporada para que os atletas suportem a carga de treinamentos e a sequência de partidas que serão realizadas durante o ano. Paralelo a esta base, é condicioná-los sem que estes sofram com lesões e não sejam impedidos de desempenhar suas funções.


6. Há um trabalho fora dos gramados, algo como planificação de dados, avaliação de resultados, exames?


Glydiston Ananias: sem dúvida, antes de os atletas serem submetidos aos treinamentos é realizada uma bateria de exames clínicos, ortopédicos e físicos para que possa ser detectado qualquer tipo de anormalidade do atleta, além de levantar dados para o planejamento da temporada e aplicação das sobrecargas de treinamento.


7. O que você pode falar sobre as diferenças que existem entre cada perfil de atleta e no que isso influencia na organização da programação?


Glydiston Ananias: cada atleta apresenta um perfil físico diferente do outro. Para exemplificar podemos dizer que alguns atletas apresentam a característica de possuir uma boa capacidade de resistência, outros de velocidade, outros apresentam ambas as capacidades. Isto nos obriga a aplicar posterior a um bom trabalho de base um trabalho individualizado que possa desenvolver a capacidade na qual o atleta apresenta deficiência e aprimorar ainda mais a capacidade na qual ele se destaca.


8. Como funciona a organização de um plano de ação que contemple estas diferenças?


Glydiston Ananias: como dito na resposta anterior, o plano de ação deve ser direcionado de maneira que desenvolva a qualidade física na qual o atleta apresente deficiência e aprimorar a qualidade física na qual ele se destaca.

Condição ideal
Preparador físico Glydiston Ananias encerra a série de entrevistas sobre a condição ideal de atletas de alto rendimento
Há 18 anos - 04/02/2008 03:00
Condição ideal

1. Esta é a última entrevista da série Condição Ideal. Nas palavras do fisiologista Raul Osiecki e do preparador físico Celso Rezende, tentamos mostrar ao torcedor os requisitos para um atleta ter a condição ideal para jogar e atuar no futebol. Cientificamente, o que é a condição ideal de um jogador para que ele seja contratado por um clube de futebol?


Glydiston Ananias: cientificamente acredito que o atleta deva estar em condições clínicas e físicas ideias ou próximo delas para cumprir as funções para a qual foi contratado, ou seja, deve apresentar-se com valores de capacidade aeróbia (resistência) e anaeróbia (força, velocidade) considerados satisfatórios. Além de um estado de saúde que esteja apto a suportar as cargas de treinamento ao qual será submetido.


2. E o que vem a ser a condição ideal de um atleta para jogar?


Glydiston Ananias: sabendo-se que um atleta de futebol percorre em média uma distância de 10 Km por partida e pode realizar até 100 corridas máximas ( piques de 0 a 20 metros) dependendo da partida, faz-se necessária uma condição física bem desenvolvida, isto é, uma boa resistência associada com uma boa capacidade de desenvolver força e velocidade (potência), e mais do que tudo uma excelente capacidade de recuperação para poder desenvolver tudo isto durante os noventa minutos de jogo.


3. Em média, qual o tempo necessário de preparação para que um atleta chegue  a condição ideal?


Glydiston Ananias: o tempo necessário pode variar de atleta para atleta. Acredito que depende muito da  base de treinamento que o atleta foi submetido quando nas categorias de base, além do seu estilo e qualidade de vida. Atletas que possuem hábitos de uma vida saudável e regrada, penso que têm a necessidade de um tempo menor para atingirem sua melhor forma física. No entanto, não podemos nos esquecer da carga genética que cada atleta carrega e que tem grande influência na perda e no ganho da forma física.


4. O Clube conta com dois grandes profissionais na preparação física, você e o Celso Rezende, além de pessoas gabaritadas os auxiliando. Isso deixa claro o quanto o Clube está amparado nesse sentido. De que forma essa equipe poderá trazer frutos? Como será aproveitado este potencial?


Glydiston Ananias: as equipes só alcançam o sucesso a partir do momento em que todos conseguem desempenhar seu trabalho com respeito, qualidade, segurança, dedicação àquilo que faz, integração e discussões (no sentido positivo) que venham a acrescentar para o crescimento da equipe. Todos os profissionais devem colocar em prática todos os seus conhecimentos teóricos e práticos em benefício do Clube. Só assim podemos semear e colher bons frutos.


5. É possível traçar um panorama de como será o planejamento dentro do estabelecido, no início, meio e na reta final do ano? Quais são as diretrizes científicas para manter o trabalho eficiente?


Glydiston Ananias: a princípio a idéia é dar uma boa base de condicionamento físico neste início de temporada para que os atletas suportem a carga de treinamentos e a sequência de partidas que serão realizadas durante o ano. Paralelo a esta base, é condicioná-los sem que estes sofram com lesões e não sejam impedidos de desempenhar suas funções.


6. Há um trabalho fora dos gramados, algo como planificação de dados, avaliação de resultados, exames?


Glydiston Ananias: sem dúvida, antes de os atletas serem submetidos aos treinamentos é realizada uma bateria de exames clínicos, ortopédicos e físicos para que possa ser detectado qualquer tipo de anormalidade do atleta, além de levantar dados para o planejamento da temporada e aplicação das sobrecargas de treinamento.


7. O que você pode falar sobre as diferenças que existem entre cada perfil de atleta e no que isso influencia na organização da programação?


Glydiston Ananias: cada atleta apresenta um perfil físico diferente do outro. Para exemplificar podemos dizer que alguns atletas apresentam a característica de possuir uma boa capacidade de resistência, outros de velocidade, outros apresentam ambas as capacidades. Isto nos obriga a aplicar posterior a um bom trabalho de base um trabalho individualizado que possa desenvolver a capacidade na qual o atleta apresenta deficiência e aprimorar ainda mais a capacidade na qual ele se destaca.


8. Como funciona a organização de um plano de ação que contemple estas diferenças?


Glydiston Ananias: como dito na resposta anterior, o plano de ação deve ser direcionado de maneira que desenvolva a qualidade física na qual o atleta apresente deficiência e aprimorar a qualidade física na qual ele se destaca.