Ontem (17), o site coritiba.com divulgou uma matéria sobre a importância da pré-temporada dentro do futebol. Nesta sexta-feira o fisiologista Raul Osiecki inicia a série de entrevistas que será divulgada pelo site nas próximas semanas.
Raul explica como esta ciência ajuda no esporte e a Condição Ideal dos jogadores de futebol. Confira a entrevista exclusiva:
1. O que vem a ser a condição ideal de um jogador para que ele seja contratado por um clube de futebol?
Raul Osiecki: como o futebol é uma modalidade cross-disciplinar, ou seja, que exige ótima condição específica de velocidade, força, potência, flexibilidade, capacidade aeróbica, técnica, tática e psicológica, a união de todas estas valências é que faz um atleta completo no futebol.
2. O que vem a ser a condição ideal de um atleta para jogar?
Raul Osiecki: a condição ideal tem que estar associada e aliada à condição técnica, tática, emocional e física. Por isto, a característica individual dos atletas contribui para o aprimoramento precoce de algumas destas variáveis. Exemplo: um atleta que geneticamente tem aptidão para a velocidade, rapidamente desenvolverá uma ótima condição deste aspecto.
3. Neste início de temporada, o que precisa ser feito para alcançar a condição ideal?
Raul Osiecki: o que se busca nesta fase de treinamento, em início de temporada, são avaliações fisiológicas periódicas para o mapeamento individual, podendo-se observar o quanto existe de déficit, e o quanto está ocorrendo de evolução.
4. Em termos fisiológicos, como funciona a manutenção desta condição nos atletas?
Raul Osiecki: os jogadores necessitam receber cargas de treinamento exatamente dentro das suas necessidades, nem acima nem abaixo de sua capacidade, por isto o resultado dos testes que fazemos fornece subsídios para elaboração das cargas por parte da preparação física, assim atingindo a necessidade real do atleta, estimulando os ganhos de condição exatamente dentro do que ele precisa, reduzindo os riscos de lesão e nunca trabalhando aquém da necessidade.
5. O que você pode falar sobre as diferenças que existem entre cada perfil, do ponto de vista fisiológico, e no que isso influencia na organização de uma programação?
Raul Osiecki: estas diferenças individuais são previstas em toda programação e organização dos planejamentos de treinamentos físicos. Existem alguns princípios científicos que norteiam a organização dos programas de treinamento, e um deles denomina-se o Princípio da Individualidade Biológica, que evidencia que estas diferenças precisam ser consideradas e aproveitadas. Ou seja, usar o potencial de cada atleta para exigir dele o maior desempenho nesta característica e aproveitá-lo tanto na condição técnica como na exigência tática. Um atleta muito veloz pode fazer a diferença fundamental durante uma partida, inclusive sendo decisivo no resultado final.
6. No decorrer do ano, como funciona o trabalho da fisiologia para manter o ritmo da galera?
Raul Osiecki: avaliando periodicamente através de testes físicos e testes de controle bioquímico, passando a ter importância no controle do desgaste que ocorre em função dos jogos, da competição e dos treinamentos. Isso proporciona planos de recuperação individualizados. Os atletas que têm maiores dificuldades de recuperação são submetidos a atividades recuperativas diferenciadas, como a utilização de suplementos, recuperações com imersão em gelo (crioterapia), atividades hidrorecuperativas e corridas recuperativas. E as cargas de aplicação durante os treinamentos acabam sendo reguladas por estas condições de recuperação. Quanto mais recuperado o jogador, mais pode receber novos estímulos de trabalho físico.
Ontem (17), o site coritiba.com divulgou uma matéria sobre a importância da pré-temporada dentro do futebol. Nesta sexta-feira o fisiologista Raul Osiecki inicia a série de entrevistas que será divulgada pelo site nas próximas semanas.
Raul explica como esta ciência ajuda no esporte e a Condição Ideal dos jogadores de futebol. Confira a entrevista exclusiva:
1. O que vem a ser a condição ideal de um jogador para que ele seja contratado por um clube de futebol?
Raul Osiecki: como o futebol é uma modalidade cross-disciplinar, ou seja, que exige ótima condição específica de velocidade, força, potência, flexibilidade, capacidade aeróbica, técnica, tática e psicológica, a união de todas estas valências é que faz um atleta completo no futebol.
2. O que vem a ser a condição ideal de um atleta para jogar?
Raul Osiecki: a condição ideal tem que estar associada e aliada à condição técnica, tática, emocional e física. Por isto, a característica individual dos atletas contribui para o aprimoramento precoce de algumas destas variáveis. Exemplo: um atleta que geneticamente tem aptidão para a velocidade, rapidamente desenvolverá uma ótima condição deste aspecto.
3. Neste início de temporada, o que precisa ser feito para alcançar a condição ideal?
Raul Osiecki: o que se busca nesta fase de treinamento, em início de temporada, são avaliações fisiológicas periódicas para o mapeamento individual, podendo-se observar o quanto existe de déficit, e o quanto está ocorrendo de evolução.
4. Em termos fisiológicos, como funciona a manutenção desta condição nos atletas?
Raul Osiecki: os jogadores necessitam receber cargas de treinamento exatamente dentro das suas necessidades, nem acima nem abaixo de sua capacidade, por isto o resultado dos testes que fazemos fornece subsídios para elaboração das cargas por parte da preparação física, assim atingindo a necessidade real do atleta, estimulando os ganhos de condição exatamente dentro do que ele precisa, reduzindo os riscos de lesão e nunca trabalhando aquém da necessidade.
5. O que você pode falar sobre as diferenças que existem entre cada perfil, do ponto de vista fisiológico, e no que isso influencia na organização de uma programação?
Raul Osiecki: estas diferenças individuais são previstas em toda programação e organização dos planejamentos de treinamentos físicos. Existem alguns princípios científicos que norteiam a organização dos programas de treinamento, e um deles denomina-se o Princípio da Individualidade Biológica, que evidencia que estas diferenças precisam ser consideradas e aproveitadas. Ou seja, usar o potencial de cada atleta para exigir dele o maior desempenho nesta característica e aproveitá-lo tanto na condição técnica como na exigência tática. Um atleta muito veloz pode fazer a diferença fundamental durante uma partida, inclusive sendo decisivo no resultado final.
6. No decorrer do ano, como funciona o trabalho da fisiologia para manter o ritmo da galera?
Raul Osiecki: avaliando periodicamente através de testes físicos e testes de controle bioquímico, passando a ter importância no controle do desgaste que ocorre em função dos jogos, da competição e dos treinamentos. Isso proporciona planos de recuperação individualizados. Os atletas que têm maiores dificuldades de recuperação são submetidos a atividades recuperativas diferenciadas, como a utilização de suplementos, recuperações com imersão em gelo (crioterapia), atividades hidrorecuperativas e corridas recuperativas. E as cargas de aplicação durante os treinamentos acabam sendo reguladas por estas condições de recuperação. Quanto mais recuperado o jogador, mais pode receber novos estímulos de trabalho físico.