Carta de Alex
Confira a carta que o meia Alex escreveu relembrando sua trajetória e agradecendo à torcida
Há 12 anos - 20/02/2014 14:47
Carta de Alex

A edição histórica da revista Jogo no Couto, comemorativa aos 1000 jogos do craque Alex, foi distribuída para a torcida coxa-branca no Couto Pereira e traz em sua abertura, uma carta escrita pelo camisa 10 coritibano, recordando o seu caminho como jogador profissional.

Você pode baixar a edição da revista no aplicativo da Alma Guerreira, disponível para Android e IOS. Quem fizer o download deve ficar atento ao conteúdo multimídia que o aplicativo oferece.

Confira a edição completa:

Android - Baixe aqui!
IOS - Baixe aqui!   

 

Veja a carta de Alex:

"Primeiro de abril de 1995, saí do Atuba para minha primeira concentração como atleta profissional de futebol. Onde todos brincavam por ser o dia da mentira, para mim não podia existir algo mais real. Iria estrear na equipe principal, emoção inimaginável até aquele momento. Tinha 17 anos de idade e como qualquer jovem tinha muita coisa em minha cabeça.

Mas tinha uma situação que não saía de dentro de meus pensamentos: "Só sei jogar bola. Ou me dedico no limite nisso e cresço nessa profissão, ou não sei o que será do meu futuro". Com esta ideia fixa, estreei em Irati no dia 02 de abril de 1995. Saí de um menino juvenil a titular do Coritiba. Aprendi e fui muito ajudado por todos que me circundavam naquele momento. Fiz 123 jogos com a camisa do meu clube e fui viver novas sensações... e que sensações!

Cheguei ao Palmeiras numa equipe sendo desmantelada e uma nova sendo construída. E nessa nova construída, dei minha parcela de contribuição em 241 jogos. Passei pelo Flamengo, um aprendizado incrível, mesmo que por um período curto e ruim. Trago os aprendizados até hoje. Ali na Gávea fiz somente 12 jogos.

Fui para Itália com o sonho de jogar num bom nível pelo Parma. Não aconteceu! Tive mais processos e discussões judiciais do que número de jogos. Ainda assim, com todas essas brigas fiz cinco partidas.

Fui feliz demais em Belo Horizonte. Joguei no Cruzeiro em uma equipe fantástica e me diverti demais ali em Minas Gerais, fazendo 121 partidas até partir para minha aventura turca.

Fui para o desconhecido e descobri que nem tudo que é desconhecido é perigoso. Foi diferente, foi difícil, foi um trabalho árduo dia após dia. Mas, mais do que tudo isso, foi mágico. Ali fiz 378 jogos e retornei para onde tudo começou. No meio de tudo isso, ainda tive a alegria de vestir a camisa da Seleção Brasileira por 49 vezes. Ser campeão com a Seleção é um alegria absurda. Voltei ao Alto da Glória e agora estou para completar 1000 jogos. Realmente, ainda não acredito.

De Foz do Iguaçu para cá me pego chorando com as lembranças, com os amigos que fiz, com as parceiras que tive, com as desavenças que tive, com os problemas que enfrentei, com as alegrias, as tristezas. Acredito que seja por minha carreira está findando, mas valeu a pena demais.

Nunca na minha vida imaginaria que sairia de Colombo numa manhã de primeiro de abril para estrear pelo meu time, era o início de uma carreira que completará 1000 jogos. É uma bela marca!

Agradeço demais aos meus pais, minha avó, Daiane, minha esposa, meus filhos, meus irmãos, meus familiares e amigos. Agradeço também ao treinadores e jogadores que sempre me ajudaram, principalmente ao Carpegiani por ter dado uma oportunidade a um menino de 17 anos. Agradeço sempre à AABB, COR?T?BA, PALME?RAS, CRUZE?RO, FLAMENGO, PARMA, FENER E à SELEÇAO BRAS?LE?RA. Muito obrigado a todos os torcedores que colaboraram para atingir essa marca de 1000 jogos".

Alex.

 

 

Carta de Alex
Confira a carta que o meia Alex escreveu relembrando sua trajetória e agradecendo à torcida
Há 12 anos - 20/02/2014 14:47
Carta de Alex

A edição histórica da revista Jogo no Couto, comemorativa aos 1000 jogos do craque Alex, foi distribuída para a torcida coxa-branca no Couto Pereira e traz em sua abertura, uma carta escrita pelo camisa 10 coritibano, recordando o seu caminho como jogador profissional.

Você pode baixar a edição da revista no aplicativo da Alma Guerreira, disponível para Android e IOS. Quem fizer o download deve ficar atento ao conteúdo multimídia que o aplicativo oferece.

Confira a edição completa:

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Veja a carta de Alex:

"Primeiro de abril de 1995, saí do Atuba para minha primeira concentração como atleta profissional de futebol. Onde todos brincavam por ser o dia da mentira, para mim não podia existir algo mais real. Iria estrear na equipe principal, emoção inimaginável até aquele momento. Tinha 17 anos de idade e como qualquer jovem tinha muita coisa em minha cabeça.

Mas tinha uma situação que não saía de dentro de meus pensamentos: "Só sei jogar bola. Ou me dedico no limite nisso e cresço nessa profissão, ou não sei o que será do meu futuro". Com esta ideia fixa, estreei em Irati no dia 02 de abril de 1995. Saí de um menino juvenil a titular do Coritiba. Aprendi e fui muito ajudado por todos que me circundavam naquele momento. Fiz 123 jogos com a camisa do meu clube e fui viver novas sensações... e que sensações!

Cheguei ao Palmeiras numa equipe sendo desmantelada e uma nova sendo construída. E nessa nova construída, dei minha parcela de contribuição em 241 jogos. Passei pelo Flamengo, um aprendizado incrível, mesmo que por um período curto e ruim. Trago os aprendizados até hoje. Ali na Gávea fiz somente 12 jogos.

Fui para Itália com o sonho de jogar num bom nível pelo Parma. Não aconteceu! Tive mais processos e discussões judiciais do que número de jogos. Ainda assim, com todas essas brigas fiz cinco partidas.

Fui feliz demais em Belo Horizonte. Joguei no Cruzeiro em uma equipe fantástica e me diverti demais ali em Minas Gerais, fazendo 121 partidas até partir para minha aventura turca.

Fui para o desconhecido e descobri que nem tudo que é desconhecido é perigoso. Foi diferente, foi difícil, foi um trabalho árduo dia após dia. Mas, mais do que tudo isso, foi mágico. Ali fiz 378 jogos e retornei para onde tudo começou. No meio de tudo isso, ainda tive a alegria de vestir a camisa da Seleção Brasileira por 49 vezes. Ser campeão com a Seleção é um alegria absurda. Voltei ao Alto da Glória e agora estou para completar 1000 jogos. Realmente, ainda não acredito.

De Foz do Iguaçu para cá me pego chorando com as lembranças, com os amigos que fiz, com as parceiras que tive, com as desavenças que tive, com os problemas que enfrentei, com as alegrias, as tristezas. Acredito que seja por minha carreira está findando, mas valeu a pena demais.

Nunca na minha vida imaginaria que sairia de Colombo numa manhã de primeiro de abril para estrear pelo meu time, era o início de uma carreira que completará 1000 jogos. É uma bela marca!

Agradeço demais aos meus pais, minha avó, Daiane, minha esposa, meus filhos, meus irmãos, meus familiares e amigos. Agradeço também ao treinadores e jogadores que sempre me ajudaram, principalmente ao Carpegiani por ter dado uma oportunidade a um menino de 17 anos. Agradeço sempre à AABB, COR?T?BA, PALME?RAS, CRUZE?RO, FLAMENGO, PARMA, FENER E à SELEÇAO BRAS?LE?RA. Muito obrigado a todos os torcedores que colaboraram para atingir essa marca de 1000 jogos".

Alex.