As ruas do bairro Grajaú são relativamente mais tranquilas que o centro caótico do Rio de Janeiro, mas quase não há vagas para estacionar o carro. O clima, é claro, é de muito calor, que se ameniza pelas sombras das várias árvores espalhadas pelas calçadas.
De fora, vê-se um casarão por trás de muros nas cores verde e branco, mas o espaço em que fica o Consulado Coxa no Rio de Janeiro fica aos fundos da Vila Musical, uma escola de música com projetos sociais voltados ao aprendizado musical às crianças. De fato, é um ambiente dos mais amigáveis.
O coritiba.com.br visitou, no dia 31 de julho, o local onde coxas-brancas que moram na cidade carioca se reúnem para assistir aos jogos do Coritiba. Logo na chegada, Erickson Chandoha, membro do Consulado e professor de música na Vila Musical, discute futebol com um torcedor flamenguista que também trabalha no local. A discussão é acalorada, mas amigável. Logo depois, um botafoguense entra na roda da conversa. “Quem quer morar no Rio de Janeiro tem que aprender a tirar sarro, porque eles tiram onda mesmo”, conta Chandoha.
Willian Tadeu, presidente do Consulado, conta que, apesar da malícia, os cariocas gostam do Coritiba. “Eles têm uma simpatia porque o Coritiba é de fora, e o que é novo eles aceitam muito bem. Faz parte da cultura do carioca”, diz. “Uma vez, sentado num bar, um vascaíno falou que achou muito bonita a camisa que eu estava usando, uma de treino do Coxa. Da vez seguinte, encontrei ele e entreguei a camisa para ele. Ele adorou”, contou o torcedor alviverde.
Quando há jogos no Rio, o Consulado está lá. “Torcemos, mas mais que torcer divulgamos o Consulado. É um trabalho de formiguinha. Conversamos com vários torcedores que não tem ideia que o Consulado existe, e olha que em dia de jogos no Maracanã você encontra 300 torcedores facilmente”, diz Erickson.
Já em dia de jogos fora do Rio de Janeiro, a ideia é reunir a família e os amigos para apreciar o momento. “São poucas pessoas, mas são pessoas que amam o Coritiba, que sofrem, que elogiam, mas que vivem aquele momento”, diz Gilmar Medeiros, outro membro do Consulado. “Temos um ambiente familiar aqui. E, é claro, aguardar jogos contra os times cariocas equivale a aguardamos um Atle-Tiba. O espaço fica tomado pelos torcedores dos dois times, que tiram sarro um do outro. Mas no final, o que importa é que a amizade permanece. Fazemos churrasco, tomamos a nossa cerveja, e tudo com segurança”, conta Tadeu.
“É um lugar onde praticamos o sotaque, comemos pinhão – que para a gente é como se fosse ouro, e enquanto nós estivermos aqui, o nosso Couto Pereira é na Vila Musical”, finaliza Chandoha.
Confira mais:
Para saber mais sobre o Consulado, acesse a página no Facebook, clique aqui.
As ruas do bairro Grajaú são relativamente mais tranquilas que o centro caótico do Rio de Janeiro, mas quase não há vagas para estacionar o carro. O clima, é claro, é de muito calor, que se ameniza pelas sombras das várias árvores espalhadas pelas calçadas.
De fora, vê-se um casarão por trás de muros nas cores verde e branco, mas o espaço em que fica o Consulado Coxa no Rio de Janeiro fica aos fundos da Vila Musical, uma escola de música com projetos sociais voltados ao aprendizado musical às crianças. De fato, é um ambiente dos mais amigáveis.
O coritiba.com.br visitou, no dia 31 de julho, o local onde coxas-brancas que moram na cidade carioca se reúnem para assistir aos jogos do Coritiba. Logo na chegada, Erickson Chandoha, membro do Consulado e professor de música na Vila Musical, discute futebol com um torcedor flamenguista que também trabalha no local. A discussão é acalorada, mas amigável. Logo depois, um botafoguense entra na roda da conversa. “Quem quer morar no Rio de Janeiro tem que aprender a tirar sarro, porque eles tiram onda mesmo”, conta Chandoha.
Willian Tadeu, presidente do Consulado, conta que, apesar da malícia, os cariocas gostam do Coritiba. “Eles têm uma simpatia porque o Coritiba é de fora, e o que é novo eles aceitam muito bem. Faz parte da cultura do carioca”, diz. “Uma vez, sentado num bar, um vascaíno falou que achou muito bonita a camisa que eu estava usando, uma de treino do Coxa. Da vez seguinte, encontrei ele e entreguei a camisa para ele. Ele adorou”, contou o torcedor alviverde.
Quando há jogos no Rio, o Consulado está lá. “Torcemos, mas mais que torcer divulgamos o Consulado. É um trabalho de formiguinha. Conversamos com vários torcedores que não tem ideia que o Consulado existe, e olha que em dia de jogos no Maracanã você encontra 300 torcedores facilmente”, diz Erickson.
Já em dia de jogos fora do Rio de Janeiro, a ideia é reunir a família e os amigos para apreciar o momento. “São poucas pessoas, mas são pessoas que amam o Coritiba, que sofrem, que elogiam, mas que vivem aquele momento”, diz Gilmar Medeiros, outro membro do Consulado. “Temos um ambiente familiar aqui. E, é claro, aguardar jogos contra os times cariocas equivale a aguardamos um Atle-Tiba. O espaço fica tomado pelos torcedores dos dois times, que tiram sarro um do outro. Mas no final, o que importa é que a amizade permanece. Fazemos churrasco, tomamos a nossa cerveja, e tudo com segurança”, conta Tadeu.
“É um lugar onde praticamos o sotaque, comemos pinhão – que para a gente é como se fosse ouro, e enquanto nós estivermos aqui, o nosso Couto Pereira é na Vila Musical”, finaliza Chandoha.
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