Mais do que registrar um momento, a fotografia eterniza histórias, carrega lembranças e faz delas inesquecíveis. Quando Louis Jacques Mandé Daguerre desenvolveu o daguerreotipo, talvez nem imaginasse o quanto a tecnologia poderia revolucionar aquela caixa preta, fazendo daquela primitiva máquina fotográfica, uma verdadeira companheira diária.
Foi o reconhecimento desta invenção, em 1939, que fez do dia 19 de agosto o Dia Mundial da Fotografia. Cerca de 70 anos depois, a modernizada máquina fotográfica faz parte do dia a dia das pessoas e o registro dos momentos torna-se cada dia mais essencial. No Couto Pereira, incontáveis momentos já se fazem eternos por meio de fotos feitas pela torcida coxa-branca e fotógrafos especializados em cliques esportivos.
Em comemoração à data, o coritiba.com.br conversou com dois dos tantos respeitados profissionais, responsáveis pelo registro de importantes momentos na história do Coritiba e do esporte, em geral.
Confira:
O fotógrafo da história verde e branca: Humberto Utrabo
Aos 21 anos, Humberto Utrabo entrava, pela primeira vez, em campo com seu instrumento de trabalho: uma máquina fotográfica. “A emoção é Igual quando jogador vai entrar. Me sinto privilegiado, honrado”, diz ele ao lembrar de momentos importantes, em plenos 85 anos de vida. Sua história com o Coritiba, entretanto, já havia começado há muito tempo.
Nascido a duas quadras do Couto Pereira, ele começou a frequentar a casa do time alviverde aos cinco anos e, aos 15, passou a ser sócio do Coxa, quando a carteirinha ainda era feita de couro. Aos 19 anos, foi morar no Rio de Janeiro, onde iniciou sua carreira na fotografia, trabalhando como vendedor em loja de roupas durante a semana e fotografando aos sábados e domingos.
“Ali comecei a aprender. De noite eu ia para o laboratório e comecei a fazer fotografia no laboratório. Naquele tempo a fotografia era manual, uma por uma, muito mais complicado, só branco e preto e ali eu comecei a gostar.”, conta
Voltou para Curitiba trazendo mudança e vontade de fazer a diferença. “Tudo conspira a favor da gente quando temos prazer em fazer. Trate sempre de ser melhor”, aconselha. Aqui, na cidade sede do seu time do coração, abriu um estúdio de fotos para crianças e, depois, começou a trabalhar com fotos publicitárias, uma novidade na época.
Depois disso, a fotografia esportiva entrou em sua vida. Até 1978, fotografava os jogos de dentro do campo. Mais tarde, passou a registrar apenas os principais momentos do Verdão do Paraná. Quem caminha pelos corredores dos bastidores da casa do Coxa, viaja pelas conquistas do Coritiba por meio de fotos planejadas pelos olhos dele, expostas nas paredes do estádio.
Orgulhoso, Utrabo guarda, com carinho, um livro de fotos do clube com todos os títulos de 1916 até os dias atuais. “Antes de 1950, as fotos são minhas. Depois, eu reproduzi fotos antigas que o povo tinha”, conta. De todas elas, a mais especial para ele é a do título estadual de 1951. “Foi a primeira vez que eu entrei em campo. Depois dessa, fui inventando, fazendo fila indiana com os jogadores, fazia embaixo do gol. Antes, o jogador era mais amigo, não era tão 'estrela' como hoje, era mais fácil”, brinca.
Para ter sucesso como teve, Utrabo destaca a necessidade do olhar diferente: “Para ter sucesso tem que ter alguma coisa diferenciada. Existem muitos profissionais. Você tem que ter uma outra visão de tudo o que você vai fazer”, destaca. Prazer no que faz e tratar as pessoas com carinho são outras dicas de Utrabo para quem quer se dar bem na fotografia e em qualquer outra profissão na vida.
Albari Rosa e a fotografia como forma de transformação social
Vontade, gosto pelo trabalho e prática. Estes são requisitos considerados essenciais por Albari Rosa para o sucesso na carreira de fotógrafo. Ele começou a seguir esta carreira em uma sucursal da Revista Veja e, a partir daí, fotografa diversas editorias de jornais, entre elas, o esporte. Mais do que uma simples imagem, Albari acredita no poder de transformação de uma foto.
“Um fotógrafo tem muita responsabilidade, pois a foto é uma ferramenta para transformar a vida das pessoas, mostrando a realidade”, diz ele que, em seu portfolio, carrega imagens que já fizeram a diferença. “Já fiz fotos que ajudaram a melhorar vida de pessoas, cidades. Que fizeram as pessoas enxergar os fatos.”, conta.
Este tipo de foto é um dos preferidos de Albari. Sua preferência, entretanto, abre espaço também para outra categoria, a qual tem a ver com a história do Coritiba: fotografia esportiva. Nas palavras de Albari, esta exige muito “traquejo”.
“Fotografar futebol requer traquejo, são poucos os profissionais que dominam esta técnica. Exige um equipamento diferente e muito trabalho para que se consiga bons resultados. Outra coisa necessária também é talento e conhecimento sobre o esporte.”, diz
Presente nos jogos do Alto da Glória, Albari já eternizou, com suas lentes, momentos de alegria, títulos, troféus, choros e sorrisos da torcida coxa-branca. De todas as fotos, as mais importantes para ele são aquelas que foram publicadas no dia seguinte. “Eu sou muito feliz por fazer parte do grupo de profissionais que registram estes momentos e que dominam a técnica da fotografia no futebol”, finalizou.
Homenagem ao fotógrafo
A quinta edição do projeto Grandes Cronistas do Coritiba desta quarta-feira (19) faz uma homenagem ao fotógrafo Orlando Kissner. Dos seus 63 anos de vida, 40 são dedicados a fotografia. Momentos importantes do Coritiba, como a conquista do título brasileiro de 1985, as caretas do ex-jogador coxa-branca Lela, já foram flagrados pelas lentes de Kissner que, hoje, aposentado, relembra, com carinho e saudade, da época em que brilhou como fotógrafo esportivo.
O projeto acontece nas partidas do Coxa no Couto Pereira com o objetivo de levar um pouco da história da crônica aos novos profissionais e saudar os feitos do futebol paranaense, rememorando os grandes momentos do esporte de nosso estado na voz e nas palavras desses profissionais. Um material audiovisual é exposto nos televisores da sala de imprensa do estádio e outro impresso é distribuído com o presskit de imprensa.
Mais do que registrar um momento, a fotografia eterniza histórias, carrega lembranças e faz delas inesquecíveis. Quando Louis Jacques Mandé Daguerre desenvolveu o daguerreotipo, talvez nem imaginasse o quanto a tecnologia poderia revolucionar aquela caixa preta, fazendo daquela primitiva máquina fotográfica, uma verdadeira companheira diária.
Foi o reconhecimento desta invenção, em 1939, que fez do dia 19 de agosto o Dia Mundial da Fotografia. Cerca de 70 anos depois, a modernizada máquina fotográfica faz parte do dia a dia das pessoas e o registro dos momentos torna-se cada dia mais essencial. No Couto Pereira, incontáveis momentos já se fazem eternos por meio de fotos feitas pela torcida coxa-branca e fotógrafos especializados em cliques esportivos.
Em comemoração à data, o coritiba.com.br conversou com dois dos tantos respeitados profissionais, responsáveis pelo registro de importantes momentos na história do Coritiba e do esporte, em geral.
Confira:
O fotógrafo da história verde e branca: Humberto Utrabo
Aos 21 anos, Humberto Utrabo entrava, pela primeira vez, em campo com seu instrumento de trabalho: uma máquina fotográfica. “A emoção é Igual quando jogador vai entrar. Me sinto privilegiado, honrado”, diz ele ao lembrar de momentos importantes, em plenos 85 anos de vida. Sua história com o Coritiba, entretanto, já havia começado há muito tempo.
Nascido a duas quadras do Couto Pereira, ele começou a frequentar a casa do time alviverde aos cinco anos e, aos 15, passou a ser sócio do Coxa, quando a carteirinha ainda era feita de couro. Aos 19 anos, foi morar no Rio de Janeiro, onde iniciou sua carreira na fotografia, trabalhando como vendedor em loja de roupas durante a semana e fotografando aos sábados e domingos.
“Ali comecei a aprender. De noite eu ia para o laboratório e comecei a fazer fotografia no laboratório. Naquele tempo a fotografia era manual, uma por uma, muito mais complicado, só branco e preto e ali eu comecei a gostar.”, conta
Voltou para Curitiba trazendo mudança e vontade de fazer a diferença. “Tudo conspira a favor da gente quando temos prazer em fazer. Trate sempre de ser melhor”, aconselha. Aqui, na cidade sede do seu time do coração, abriu um estúdio de fotos para crianças e, depois, começou a trabalhar com fotos publicitárias, uma novidade na época.
Depois disso, a fotografia esportiva entrou em sua vida. Até 1978, fotografava os jogos de dentro do campo. Mais tarde, passou a registrar apenas os principais momentos do Verdão do Paraná. Quem caminha pelos corredores dos bastidores da casa do Coxa, viaja pelas conquistas do Coritiba por meio de fotos planejadas pelos olhos dele, expostas nas paredes do estádio.
Orgulhoso, Utrabo guarda, com carinho, um livro de fotos do clube com todos os títulos de 1916 até os dias atuais. “Antes de 1950, as fotos são minhas. Depois, eu reproduzi fotos antigas que o povo tinha”, conta. De todas elas, a mais especial para ele é a do título estadual de 1951. “Foi a primeira vez que eu entrei em campo. Depois dessa, fui inventando, fazendo fila indiana com os jogadores, fazia embaixo do gol. Antes, o jogador era mais amigo, não era tão 'estrela' como hoje, era mais fácil”, brinca.
Para ter sucesso como teve, Utrabo destaca a necessidade do olhar diferente: “Para ter sucesso tem que ter alguma coisa diferenciada. Existem muitos profissionais. Você tem que ter uma outra visão de tudo o que você vai fazer”, destaca. Prazer no que faz e tratar as pessoas com carinho são outras dicas de Utrabo para quem quer se dar bem na fotografia e em qualquer outra profissão na vida.
Albari Rosa e a fotografia como forma de transformação social
Vontade, gosto pelo trabalho e prática. Estes são requisitos considerados essenciais por Albari Rosa para o sucesso na carreira de fotógrafo. Ele começou a seguir esta carreira em uma sucursal da Revista Veja e, a partir daí, fotografa diversas editorias de jornais, entre elas, o esporte. Mais do que uma simples imagem, Albari acredita no poder de transformação de uma foto.
“Um fotógrafo tem muita responsabilidade, pois a foto é uma ferramenta para transformar a vida das pessoas, mostrando a realidade”, diz ele que, em seu portfolio, carrega imagens que já fizeram a diferença. “Já fiz fotos que ajudaram a melhorar vida de pessoas, cidades. Que fizeram as pessoas enxergar os fatos.”, conta.
Este tipo de foto é um dos preferidos de Albari. Sua preferência, entretanto, abre espaço também para outra categoria, a qual tem a ver com a história do Coritiba: fotografia esportiva. Nas palavras de Albari, esta exige muito “traquejo”.
“Fotografar futebol requer traquejo, são poucos os profissionais que dominam esta técnica. Exige um equipamento diferente e muito trabalho para que se consiga bons resultados. Outra coisa necessária também é talento e conhecimento sobre o esporte.”, diz
Presente nos jogos do Alto da Glória, Albari já eternizou, com suas lentes, momentos de alegria, títulos, troféus, choros e sorrisos da torcida coxa-branca. De todas as fotos, as mais importantes para ele são aquelas que foram publicadas no dia seguinte. “Eu sou muito feliz por fazer parte do grupo de profissionais que registram estes momentos e que dominam a técnica da fotografia no futebol”, finalizou.
Homenagem ao fotógrafo
A quinta edição do projeto Grandes Cronistas do Coritiba desta quarta-feira (19) faz uma homenagem ao fotógrafo Orlando Kissner. Dos seus 63 anos de vida, 40 são dedicados a fotografia. Momentos importantes do Coritiba, como a conquista do título brasileiro de 1985, as caretas do ex-jogador coxa-branca Lela, já foram flagrados pelas lentes de Kissner que, hoje, aposentado, relembra, com carinho e saudade, da época em que brilhou como fotógrafo esportivo.
O projeto acontece nas partidas do Coxa no Couto Pereira com o objetivo de levar um pouco da história da crônica aos novos profissionais e saudar os feitos do futebol paranaense, rememorando os grandes momentos do esporte de nosso estado na voz e nas palavras desses profissionais. Um material audiovisual é exposto nos televisores da sala de imprensa do estádio e outro impresso é distribuído com o presskit de imprensa.