Unidos por uma vida
Torcedor coxa-branca recebe doação de órgão de atleticano e deixa o recado: “Rivalidade só dentro de campo”
Há 10 anos - 17/03/2016 19:07
Unidos por uma vida

Lágrimas nos olhos e muita gratidão. Este foi o clima do encontro entre a atleticana Vera Lúcia Pimentel e o coxa-branca Sérgio Luiz Pasquali. Os dois ainda não se conheciam, mas, há três anos, uma ligação se tornou muito forte de um para o outro: Sérgio carrega em si o fígado de Paulo Pimentel Paranhos, filho de Vera, que faleceu aos 21 anos.

“Conhecer uma pessoa que carrega um pedacinho do meu filho é muito emocionante”, disse Vera, que  tomou a iniciativa de doar os órgãos do falecido filho sem ter noção do quanto estaria ajudando outras pessoas. “Eu acho muito importante que todos sejam conscientizados porque estas atitudes acabam criando vida”, agradeceu o coxa-branca.

O encontro aconteceu na casa de Vera. Além dos dois protagonistas, também participaram do momento a esposa de Sérgio, Regina Pasquali, e suas duas filhas, Pietra e Paolla Pasquali. Elas acompanharam os momentos de espera de Sérgio, portador de uma doença autoimune, que, todos os dias deste processo, ansiava pela chamada de seu nome como um dos contemplados de algum doador.

Muito emocionadas, elas compartilharam a alegria de poder ter o pai ao seu lado por mais tempo, graças a atitude louvável de Vera.

"Pra mim foi muito difícil. É algo muito complicado que eu não desejo pra ninguem. Você fica esperando para que alguma pessoa perca alguém para que, no caso, meu pai, seja salvo. Quando ele recebeu, foi simplesmente o melhor dia da minha vida. Eu sou muito grata a Vera!", disse Paolla.

Como forma de agradecimento, Sérgio se propõe a ser a melhor pessoa que conseguir. Maneira que encontrou para honrar o nome de Paulo, que se foi, deixando vida para muitas pessoas. Além disso, ele quer aproveitar esse acréscimo de fôlego para conscientizar as pessoas a serem doadoras de órgãos, assim como Vera.

"Pra mim é muito fácil falar "doe!". Mas sei que é uma decisão muito difícil de se tomar. Mas, por outro lado, você está dando a oportunidade de outras pessoas levarem a vida delas mais a frente", incentivou.

Vera aproveitou para destacar o fato de que muitas pessoas não praticam a doação por medo dos processos médicos burocráticos. “Antes eu tinha medo. Mas, depois que você passa, você vê que o protocolo é muito sério, é muito bem feito”, incentiva.

Depois da emoção do encontro, as famílias descontraíram falando sobre o fato de que cada uma leva no coração um amor a um time diferente da outra. "Eu brinco com o pai que agora ele tem um pouco de Atlético dentro dele", brincou Paolla. "Mas a gente entende que esta rivalidade entre times deve ficar dentro de campo. Fora, todos devem se unir em favor da vida", terminou Sérgio. 

Em breve, a entrevista completa será exibida no programa Nação Coxa Branca, no Premiere FC.

Unidos por uma vida
Torcedor coxa-branca recebe doação de órgão de atleticano e deixa o recado: “Rivalidade só dentro de campo”
Há 10 anos - 17/03/2016 19:07
Unidos por uma vida

Lágrimas nos olhos e muita gratidão. Este foi o clima do encontro entre a atleticana Vera Lúcia Pimentel e o coxa-branca Sérgio Luiz Pasquali. Os dois ainda não se conheciam, mas, há três anos, uma ligação se tornou muito forte de um para o outro: Sérgio carrega em si o fígado de Paulo Pimentel Paranhos, filho de Vera, que faleceu aos 21 anos.

“Conhecer uma pessoa que carrega um pedacinho do meu filho é muito emocionante”, disse Vera, que  tomou a iniciativa de doar os órgãos do falecido filho sem ter noção do quanto estaria ajudando outras pessoas. “Eu acho muito importante que todos sejam conscientizados porque estas atitudes acabam criando vida”, agradeceu o coxa-branca.

O encontro aconteceu na casa de Vera. Além dos dois protagonistas, também participaram do momento a esposa de Sérgio, Regina Pasquali, e suas duas filhas, Pietra e Paolla Pasquali. Elas acompanharam os momentos de espera de Sérgio, portador de uma doença autoimune, que, todos os dias deste processo, ansiava pela chamada de seu nome como um dos contemplados de algum doador.

Muito emocionadas, elas compartilharam a alegria de poder ter o pai ao seu lado por mais tempo, graças a atitude louvável de Vera.

"Pra mim foi muito difícil. É algo muito complicado que eu não desejo pra ninguem. Você fica esperando para que alguma pessoa perca alguém para que, no caso, meu pai, seja salvo. Quando ele recebeu, foi simplesmente o melhor dia da minha vida. Eu sou muito grata a Vera!", disse Paolla.

Como forma de agradecimento, Sérgio se propõe a ser a melhor pessoa que conseguir. Maneira que encontrou para honrar o nome de Paulo, que se foi, deixando vida para muitas pessoas. Além disso, ele quer aproveitar esse acréscimo de fôlego para conscientizar as pessoas a serem doadoras de órgãos, assim como Vera.

"Pra mim é muito fácil falar "doe!". Mas sei que é uma decisão muito difícil de se tomar. Mas, por outro lado, você está dando a oportunidade de outras pessoas levarem a vida delas mais a frente", incentivou.

Vera aproveitou para destacar o fato de que muitas pessoas não praticam a doação por medo dos processos médicos burocráticos. “Antes eu tinha medo. Mas, depois que você passa, você vê que o protocolo é muito sério, é muito bem feito”, incentiva.

Depois da emoção do encontro, as famílias descontraíram falando sobre o fato de que cada uma leva no coração um amor a um time diferente da outra. "Eu brinco com o pai que agora ele tem um pouco de Atlético dentro dele", brincou Paolla. "Mas a gente entende que esta rivalidade entre times deve ficar dentro de campo. Fora, todos devem se unir em favor da vida", terminou Sérgio. 

Em breve, a entrevista completa será exibida no programa Nação Coxa Branca, no Premiere FC.