Entre os jogadores que estão no clube desde 2009, Cleiton mostra que envolvimento com o Coritiba é essencial para obter resultados
Há 14 anos - 04/07/2012 22:40
Muito se fala sobre o projeto do Coritiba e suas consequências na evolução gradativa que o clube teve até chegar as marcas expressivas como é a disputa de mais uma final da Copa do Brasil. Neste trajeto, quando novos atletas são integrados ao grupo, eles são apresentados e assumem um ideal, a orientação parte de projeto de médio e longo prazo do Coritiba. O saldo deste planejamento e aprimoramento é observado na avaliação dos números do elenco, dos 45 atletas, 18 deles vestem a camisa coxa-branca desde 2010 e oito deles, desde 2009. Nomes e pessoas com suas histórias e dedicação diária ao clube, como é o caso do zagueiro Cleiton.
O atleta chegou ao Coritiba em 2009, antes disso, tinha jogado em quatro outros clubes. “Com muita alegria eu vim para cá justamente no ano em que o Coritiba iniciava o projeto. Foi um ano difícil que nós caímos para a segunda divisão, mas ali começou uma transformação. Haja vista, em três anos, as conquistas que o clube teve. E creio que tem muito mais pela frente aí para se tornar um dos maiores clubes do Brasil”, declara, lembrando o início no Verdão. (Confira o vídeo no final da matéria)
Ao todo, Cleiton já fez 72 jogos, sendo titular em 63, e marcou quatro gols com a camisa alviverde. E uma dessas partidas é especial, foi contra o Santo André, pois o zagueiro entrou no segundo tempo e deixou o nome dele marcado. “Estava difícil o jogo e eu consegui fazer um belo gol que é raro um zagueiro fazer e foi algo muito feliz na minha vida e foi o que ajudou o Coritiba a conquistar a Série B. Então neste momento marcante eu lembro que foi um jogo que eu entrei aos 90 minutos. E a primeira vez que eu toquei na bola eu consegui fazer o gol. Foi algo que marcou muito a minha carreira”, lembrou.
Mas neste período no clube, dois momentos foram bastante difíceis, o que fez com que a trajetória se tornasse complicada. Foram duas lesões sérias, uma em cada joelho, que o afastaram dos campos. A primeira delas foi quando ele havia sido emprestado para a Ponte Preta, em 2011, e o zagueiro fez questão de retornar à capital paranaense para se tratar com os profissionais do Coritiba. “Não vou avaliá-lo em campo, sei que sempre teve bons momentos, mas duas lesões interromperam a continuidade e o afastaram das partidas nos últimos meses. Mas a história dele no Coritiba é um misto de superação e envolvimento do clube com as pessoas. Nós vemos que a confiança e o carinho com o qual ele é tratado no clube são razões para estar preparado para voltar, o que para todos que acompanhamos ele é uma grande alegria”, avalia a psicóloga, Flávia Focaccia. “O suporte que o clube tem dado tem ajudado, inclusive no processo de sua segunda lesão”, complementou.
Todo este envolvimento não foi à toa.“Aqui é um clube diferente em termos de acolhimento. Todo jogador que chega num clube tem dificuldade de se adaptar, e aqui é o grupo que já recebe da melhor forma possível e você tem uma facilidade de entrar e desenvolver o seu melhor futebol. Foi isso que aconteceu”, relembrou Cleiton que inclusive recebeu homenagens dos colegas de equipe em uma partida em 2011, assim que tinha retornado ao Coritiba.
Agora, mesmo ainda sem poder atuar por conta da lesão que aconteceu ainda na pré-temporada deste ano, o zagueiro procura fazer o tratamento da melhor forma, para voltar o quanto antes aos gramados. Além disso, Cleiton tem outro objetivo: contribuir com os colegas para que sigam confiantes nas competições.
“Hoje a minha parte principal de apoio ao grupo é quando alguém chega lesionado ou machucado e olha para mim que estou praticamente um ano sem jogar e às vezes tem uma lesão que é de duas ou três semanas então chega um pouco cabisbaixo e acaba olhando a minha situação e acaba vendo que não é nada perto da situação que eu estou passando. A gente poder transmitir que é algo que vai passar, que é uma lesão que vai ser curada e que ele vai dar sua contribuição dentro da equipe”, finalizou.
http://youtu.be/9a2GgqTLcoM
Evolução constante
Entre os jogadores que estão no clube desde 2009, Cleiton mostra que envolvimento com o Coritiba é essencial para obter resultados
Há 14 anos - 04/07/2012 22:40
Muito se fala sobre o projeto do Coritiba e suas consequências na evolução gradativa que o clube teve até chegar as marcas expressivas como é a disputa de mais uma final da Copa do Brasil. Neste trajeto, quando novos atletas são integrados ao grupo, eles são apresentados e assumem um ideal, a orientação parte de projeto de médio e longo prazo do Coritiba. O saldo deste planejamento e aprimoramento é observado na avaliação dos números do elenco, dos 45 atletas, 18 deles vestem a camisa coxa-branca desde 2010 e oito deles, desde 2009. Nomes e pessoas com suas histórias e dedicação diária ao clube, como é o caso do zagueiro Cleiton.
O atleta chegou ao Coritiba em 2009, antes disso, tinha jogado em quatro outros clubes. “Com muita alegria eu vim para cá justamente no ano em que o Coritiba iniciava o projeto. Foi um ano difícil que nós caímos para a segunda divisão, mas ali começou uma transformação. Haja vista, em três anos, as conquistas que o clube teve. E creio que tem muito mais pela frente aí para se tornar um dos maiores clubes do Brasil”, declara, lembrando o início no Verdão. (Confira o vídeo no final da matéria)
Ao todo, Cleiton já fez 72 jogos, sendo titular em 63, e marcou quatro gols com a camisa alviverde. E uma dessas partidas é especial, foi contra o Santo André, pois o zagueiro entrou no segundo tempo e deixou o nome dele marcado. “Estava difícil o jogo e eu consegui fazer um belo gol que é raro um zagueiro fazer e foi algo muito feliz na minha vida e foi o que ajudou o Coritiba a conquistar a Série B. Então neste momento marcante eu lembro que foi um jogo que eu entrei aos 90 minutos. E a primeira vez que eu toquei na bola eu consegui fazer o gol. Foi algo que marcou muito a minha carreira”, lembrou.
Mas neste período no clube, dois momentos foram bastante difíceis, o que fez com que a trajetória se tornasse complicada. Foram duas lesões sérias, uma em cada joelho, que o afastaram dos campos. A primeira delas foi quando ele havia sido emprestado para a Ponte Preta, em 2011, e o zagueiro fez questão de retornar à capital paranaense para se tratar com os profissionais do Coritiba. “Não vou avaliá-lo em campo, sei que sempre teve bons momentos, mas duas lesões interromperam a continuidade e o afastaram das partidas nos últimos meses. Mas a história dele no Coritiba é um misto de superação e envolvimento do clube com as pessoas. Nós vemos que a confiança e o carinho com o qual ele é tratado no clube são razões para estar preparado para voltar, o que para todos que acompanhamos ele é uma grande alegria”, avalia a psicóloga, Flávia Focaccia. “O suporte que o clube tem dado tem ajudado, inclusive no processo de sua segunda lesão”, complementou.
Todo este envolvimento não foi à toa.“Aqui é um clube diferente em termos de acolhimento. Todo jogador que chega num clube tem dificuldade de se adaptar, e aqui é o grupo que já recebe da melhor forma possível e você tem uma facilidade de entrar e desenvolver o seu melhor futebol. Foi isso que aconteceu”, relembrou Cleiton que inclusive recebeu homenagens dos colegas de equipe em uma partida em 2011, assim que tinha retornado ao Coritiba.
Agora, mesmo ainda sem poder atuar por conta da lesão que aconteceu ainda na pré-temporada deste ano, o zagueiro procura fazer o tratamento da melhor forma, para voltar o quanto antes aos gramados. Além disso, Cleiton tem outro objetivo: contribuir com os colegas para que sigam confiantes nas competições.
“Hoje a minha parte principal de apoio ao grupo é quando alguém chega lesionado ou machucado e olha para mim que estou praticamente um ano sem jogar e às vezes tem uma lesão que é de duas ou três semanas então chega um pouco cabisbaixo e acaba olhando a minha situação e acaba vendo que não é nada perto da situação que eu estou passando. A gente poder transmitir que é algo que vai passar, que é uma lesão que vai ser curada e que ele vai dar sua contribuição dentro da equipe”, finalizou.