Protagonizando uma noite que ficará marcada, para sempre, na história do futebol mundial, torcedores de diferentes clubes vestiram a mesma camisa nas arquibancadas do Couto Pereira, nesta quarta-feira (07): a da solidariedade. Hoje era pra ter sido, na casa do Coritiba, a final da Copa Sul-Americana 2016 entre Chapecoense e Atlético Nacional. Sonho interrompido pela queda do avião que levava o time catarinense para a Colômbia.
O dia que poderia ter terminado com o primeiro jogo internacional da Chape, foi de homenagens, lágrimas e saudade. Como forma de eternizar em sua história as 71 vítimas do acidente, o Coritiba colocou no estádio uma placa que destaca o nome de todas elas. “Todos estão marcados na história e serão sempre lembrados como símbolo de amizade, respeito e dedicação, que são valores eternos do esporte”, diz a placa.
Durante a homenagem, os nomes de Caio Junior, Gil, Sergio Manoel, Pipe, Denner e Duca foram lembrados como pessoas que também defenderam o verde coxa-branca. E a mensagem de humanidade, respeito e preocupação com a dor do próximo, frisados nos discursos dos jornalistas condutores da celebração, Mauro Muller e Janaina Castilho.
Segurando balões e ao som da música "Amazing Grace", entoada pela banda da Polícia Militar do Paraná, crianças da Escola Coxa entraram em campo segurando balões que foram soltos ao vento no final da canção. Depois do culto ecumênico dirigido pelos padres Emerson e João Maria e o reverendo Antônio Jairo Porto Alegre, estas mesmas crianças participaram de um momento emocionante: vestidas com as camisas da Chapecoense e do Atlético Nacional entraram, outra vez, em campo segurando uma luz.
A torcida presente, despida de qualquer rivalidade, respeitou um minuto de silêncio total no Alto da Glória e, às 21h45, momento exato em que a bola rolaria na final da competição internacional, ecoou no estádio, o apito inicial de uma partida que nunca vai terminar.
Entre os presentes, estavam o presidente do Coritiba, Rogério Bacellar, os vice-presidentes José Fernando Macedo, Gilberto Serpa Griebeler, Alceni Ângelo Guerra e Celso Luiz Andretta, o presidente do Atlético Paranaense, Luiz Sallin Emed, e vice-presidente do Paraná Clube, Christian Marcelo Fontes Knaut. Representando a Chapecoense, a Diretora Social do Clube, Cláudia Piazza.
"Eu fico emocionado com este momento de integração e harmonia", disse Bacellar. "A lição que a Chapecoense deixou ao Brasil e para o mundo mostra que a rivalidade deve ficar dentro de campo e a amizade entre torcedores e diretoria tem que existir. Que isto não fique só no dia de hoje, mas que seja para o resto das nossas vidas", terminou.
Assista ao vídeo:
Protagonizando uma noite que ficará marcada, para sempre, na história do futebol mundial, torcedores de diferentes clubes vestiram a mesma camisa nas arquibancadas do Couto Pereira, nesta quarta-feira (07): a da solidariedade. Hoje era pra ter sido, na casa do Coritiba, a final da Copa Sul-Americana 2016 entre Chapecoense e Atlético Nacional. Sonho interrompido pela queda do avião que levava o time catarinense para a Colômbia.
O dia que poderia ter terminado com o primeiro jogo internacional da Chape, foi de homenagens, lágrimas e saudade. Como forma de eternizar em sua história as 71 vítimas do acidente, o Coritiba colocou no estádio uma placa que destaca o nome de todas elas. “Todos estão marcados na história e serão sempre lembrados como símbolo de amizade, respeito e dedicação, que são valores eternos do esporte”, diz a placa.
Durante a homenagem, os nomes de Caio Junior, Gil, Sergio Manoel, Pipe, Denner e Duca foram lembrados como pessoas que também defenderam o verde coxa-branca. E a mensagem de humanidade, respeito e preocupação com a dor do próximo, frisados nos discursos dos jornalistas condutores da celebração, Mauro Muller e Janaina Castilho.
Segurando balões e ao som da música "Amazing Grace", entoada pela banda da Polícia Militar do Paraná, crianças da Escola Coxa entraram em campo segurando balões que foram soltos ao vento no final da canção. Depois do culto ecumênico dirigido pelos padres Emerson e João Maria e o reverendo Antônio Jairo Porto Alegre, estas mesmas crianças participaram de um momento emocionante: vestidas com as camisas da Chapecoense e do Atlético Nacional entraram, outra vez, em campo segurando uma luz.
A torcida presente, despida de qualquer rivalidade, respeitou um minuto de silêncio total no Alto da Glória e, às 21h45, momento exato em que a bola rolaria na final da competição internacional, ecoou no estádio, o apito inicial de uma partida que nunca vai terminar.
Entre os presentes, estavam o presidente do Coritiba, Rogério Bacellar, os vice-presidentes José Fernando Macedo, Gilberto Serpa Griebeler, Alceni Ângelo Guerra e Celso Luiz Andretta, o presidente do Atlético Paranaense, Luiz Sallin Emed, e vice-presidente do Paraná Clube, Christian Marcelo Fontes Knaut. Representando a Chapecoense, a Diretora Social do Clube, Cláudia Piazza.
"Eu fico emocionado com este momento de integração e harmonia", disse Bacellar. "A lição que a Chapecoense deixou ao Brasil e para o mundo mostra que a rivalidade deve ficar dentro de campo e a amizade entre torcedores e diretoria tem que existir. Que isto não fique só no dia de hoje, mas que seja para o resto das nossas vidas", terminou.
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