Calendário planejado
Coritiba cumpre primeira parte do previsto e completará recorde de jogos em uma temporada, em 2012. Verdão ainda pode superar marca de 80 jogos até dezembro
Há 14 anos - 25/06/2012 19:36
Calendário planejado
Comemorar a chegada em mais uma final da Copa do Brasil foi motivo de orgulho de toda a torcida do Coritiba, mas no Centro de Treinamento da Graciosa nem bem o suor da partida diante do São Paulo havia secado, o elenco estava em campo treinando para a partida diante do Santos, pela 6ª rodada do Brasileirão. Contra o Peixe, o Coxa fez sua 40ª apresentação oficial no ano. O fato foi motivo de avaliação pelos profissionais do Centro de Excelência do Esporte do Coritiba (CEECOR) já no começo do ano, na programação da pré-temporada, e vai tornando-se cada vez mais real a absurda quantidade de partidas no calendário Brasileiro.

Isso porque foram 24 partidas que levaram o Coxa ao Tricampeonato estadual, serão 12 na Copa do Brasil e 38 no Campeonato Brasileiro. Como os times brasileiros entram na segunda fase da Copa Sulamericana, ainda podem ocorrer mais dez partidas, mas é certo que ao menos mais duas estão garantidas ao time alviverde, ou seja, serão 76 jogos no ano. Em nenhuma temporada nos 103 anos de história, o Coxa jogou mais do que jogará em 2012. Mas, caso o time coxa-branca conquiste o direito de disputar todas as finais das competições as quais está envolvido, serão 84 partidas no decorrer da temporada. Números que entram para os recordes na narrativa do clube, que em 1972 e 2003 disputou 74 jogos e ano passado 72.

Mas chegar até aqui não foi por acaso. Afinal, o planejamento elaborado pelos profissionais do clube já apontava essa perspectiva e o trabalho foi realizado prevendo a possibilidade desse recorde de jogos. Por isso, a integração entre a comissão técnica também foi importante para alcançar esse estágio com bons resultados em campo. “O período de pré-temporada é fundamental para isso ocorrer. E a diferença de hoje em dia é que não se usa a pré-temporada apenas para trabalhar a parte física, mas após alguns dias também é trabalhado a parte técnica e tática. Todo o trabalho é realizado de maneira integrada”, explica Glydiston Ananias, coordenador do CEECOR.

E dando sequência ao planejamento, o Coritiba segue suas atividades. “Toda vez que você faz um planejamento você acredita que pode chegar a todos os campeonatos, mas ao mesmo tempo, caso a gente não chegasse até a final da Copa do Brasil ou não houvessem os dois jogos da final do Paranaense teríamos mais semanas cheias de trabalho”, avalia.

Mas ninguém esconde que a integração entre os profissionais do CEECOR deve ser priorizada para que o trabalho todo possa colher bons resultados. “Ela é fundamental para não dar nenhum tipo de sobrecarga ao atleta, assim como melhorar o tempo de recuperação entre uma partida e outra. Essa comunicação e interação entre os profissionais é muito importante”, ressalta Ananias. “Toda área de preparação física, nutricionista, médicos, fisioterapeutas principalmente, são essenciais”, emenda.

Preparação física aliada ao trabalho técnico gera resultados promissores

Assim, o trabalho da preparação física é uma das áreas que precisam estar muito bem alinhada com o trabalho técnico. Tudo precisa ser detalhadamente avaliado, evitando o maior número de riscos possíveis. "O número de atletas que temos hoje e a maneira como estamos tratando cada jogador que está atuando, número de partidas, minutos jogados, intensidade de cada partida desse jogador através de medidas bioquímicas e o próprio controle e intensidade dentro da partida. Isso tudo traz um feedback ao Marcelo, para que ele possa contar com os jogadores durante os jogos", explica o preparador físico do Coritiba, Alexandre Lopes.

Embora a redução de jogos em uma temporada seja um tema importante, que vem chamando atenção das principais autoridades e profissionais do esporte, é necessário se adequar a dura realidade. "O desgaste físico é evidente. Se a gente tivesse condição de ter um campeonato estadual mais reduzido, provavelmente teríamos um menor prejuízo. Mas não temos isso hoje. Então a gente conta com a nossa realidade”, aponta Lopes. Além do alto desgaste de partidas, o campo pesado, com chuva pode dificultar esse trabalho e à medida que os jogos são mais decisivos, outro aspecto, o emocional, precisa ser levado em conta.

"Jogar em um gramado pesado com chuva gera um desgaste maior, que encontramos contra o São Paulo (por exemplo). Isso é comprovado pelas avaliações bioquímicas que nós fizemos, além de todo o desgaste emocional, essa carga emocional de estar decidindo e queira ou não a Semifinal foi uma decisão também", lembra.

Neste cenário, os profissionais já vislumbram novas perspectivas e nas próximas semanas o Coxa deve encarar uma das mais intensas fases em 2012, com grande quantidade de jogos e decisões pela frente. "Do dia 01 de julho ao dia 28 de julho teremos nove partidas, média de uma partida a cada três dias. Estamos equacionando junto ao CEECOR, junto ao Marcelo, avaliando as possibilidades, analisando sempre os pós jogos para dar esses números ao Marcelo para que ele tenha em campo sempre o melhor time para o Coritiba", finaliza Alexandre Lopes.
Calendário planejado
Coritiba cumpre primeira parte do previsto e completará recorde de jogos em uma temporada, em 2012. Verdão ainda pode superar marca de 80 jogos até dezembro
Há 14 anos - 25/06/2012 19:36
Calendário planejado
Comemorar a chegada em mais uma final da Copa do Brasil foi motivo de orgulho de toda a torcida do Coritiba, mas no Centro de Treinamento da Graciosa nem bem o suor da partida diante do São Paulo havia secado, o elenco estava em campo treinando para a partida diante do Santos, pela 6ª rodada do Brasileirão. Contra o Peixe, o Coxa fez sua 40ª apresentação oficial no ano. O fato foi motivo de avaliação pelos profissionais do Centro de Excelência do Esporte do Coritiba (CEECOR) já no começo do ano, na programação da pré-temporada, e vai tornando-se cada vez mais real a absurda quantidade de partidas no calendário Brasileiro.

Isso porque foram 24 partidas que levaram o Coxa ao Tricampeonato estadual, serão 12 na Copa do Brasil e 38 no Campeonato Brasileiro. Como os times brasileiros entram na segunda fase da Copa Sulamericana, ainda podem ocorrer mais dez partidas, mas é certo que ao menos mais duas estão garantidas ao time alviverde, ou seja, serão 76 jogos no ano. Em nenhuma temporada nos 103 anos de história, o Coxa jogou mais do que jogará em 2012. Mas, caso o time coxa-branca conquiste o direito de disputar todas as finais das competições as quais está envolvido, serão 84 partidas no decorrer da temporada. Números que entram para os recordes na narrativa do clube, que em 1972 e 2003 disputou 74 jogos e ano passado 72.

Mas chegar até aqui não foi por acaso. Afinal, o planejamento elaborado pelos profissionais do clube já apontava essa perspectiva e o trabalho foi realizado prevendo a possibilidade desse recorde de jogos. Por isso, a integração entre a comissão técnica também foi importante para alcançar esse estágio com bons resultados em campo. “O período de pré-temporada é fundamental para isso ocorrer. E a diferença de hoje em dia é que não se usa a pré-temporada apenas para trabalhar a parte física, mas após alguns dias também é trabalhado a parte técnica e tática. Todo o trabalho é realizado de maneira integrada”, explica Glydiston Ananias, coordenador do CEECOR.

E dando sequência ao planejamento, o Coritiba segue suas atividades. “Toda vez que você faz um planejamento você acredita que pode chegar a todos os campeonatos, mas ao mesmo tempo, caso a gente não chegasse até a final da Copa do Brasil ou não houvessem os dois jogos da final do Paranaense teríamos mais semanas cheias de trabalho”, avalia.

Mas ninguém esconde que a integração entre os profissionais do CEECOR deve ser priorizada para que o trabalho todo possa colher bons resultados. “Ela é fundamental para não dar nenhum tipo de sobrecarga ao atleta, assim como melhorar o tempo de recuperação entre uma partida e outra. Essa comunicação e interação entre os profissionais é muito importante”, ressalta Ananias. “Toda área de preparação física, nutricionista, médicos, fisioterapeutas principalmente, são essenciais”, emenda.

Preparação física aliada ao trabalho técnico gera resultados promissores

Assim, o trabalho da preparação física é uma das áreas que precisam estar muito bem alinhada com o trabalho técnico. Tudo precisa ser detalhadamente avaliado, evitando o maior número de riscos possíveis. "O número de atletas que temos hoje e a maneira como estamos tratando cada jogador que está atuando, número de partidas, minutos jogados, intensidade de cada partida desse jogador através de medidas bioquímicas e o próprio controle e intensidade dentro da partida. Isso tudo traz um feedback ao Marcelo, para que ele possa contar com os jogadores durante os jogos", explica o preparador físico do Coritiba, Alexandre Lopes.

Embora a redução de jogos em uma temporada seja um tema importante, que vem chamando atenção das principais autoridades e profissionais do esporte, é necessário se adequar a dura realidade. "O desgaste físico é evidente. Se a gente tivesse condição de ter um campeonato estadual mais reduzido, provavelmente teríamos um menor prejuízo. Mas não temos isso hoje. Então a gente conta com a nossa realidade”, aponta Lopes. Além do alto desgaste de partidas, o campo pesado, com chuva pode dificultar esse trabalho e à medida que os jogos são mais decisivos, outro aspecto, o emocional, precisa ser levado em conta.

"Jogar em um gramado pesado com chuva gera um desgaste maior, que encontramos contra o São Paulo (por exemplo). Isso é comprovado pelas avaliações bioquímicas que nós fizemos, além de todo o desgaste emocional, essa carga emocional de estar decidindo e queira ou não a Semifinal foi uma decisão também", lembra.

Neste cenário, os profissionais já vislumbram novas perspectivas e nas próximas semanas o Coxa deve encarar uma das mais intensas fases em 2012, com grande quantidade de jogos e decisões pela frente. "Do dia 01 de julho ao dia 28 de julho teremos nove partidas, média de uma partida a cada três dias. Estamos equacionando junto ao CEECOR, junto ao Marcelo, avaliando as possibilidades, analisando sempre os pós jogos para dar esses números ao Marcelo para que ele tenha em campo sempre o melhor time para o Coritiba", finaliza Alexandre Lopes.