No dia da mulher, sócias coxas-brancas de longa data falam de seu amor pelo Coritiba e pelo futebol
Há 14 anos - 08/03/2012 13:00
Para muitos amantes do futebol, o dia 08 de março pode não simbolizar nenhuma data especial. Não é o que pensam o Coritiba e as associadas coxas-brancas. Nesta data é comemorado o Dia Internacional da Mulher e para o Coxa isso significa homenagear as apaixonadas por um esporte ainda predominantemente masculino no Brasil.
Para quem insiste em ter um pé atrás com a mulher no futebol, é importante destacar que elas representam 18% do quadro associativo do Coritiba. As milhares sócias coxas-brancas mostram o espaço, amor e dedicação da mulher no futebol do século XXI.
Mas, em tempos passados, quando o preconceito com a mulher no esporte ainda imperava, duas mulheres decidiram não dar ouvidos aos tabus e discriminações e acompanhar seus maridos nas partidas de futebol a que assistiam. “Eu gosto de verdade de futebol”, é o que dizem duas senhoras coxas-brancas que seguem o Coritiba aonde quer que o Alviverde vá. Ambas acompanharam o time em Joinville e já viajaram para outros estados torcer pelo Verdão.
Duas almas guerreiras
Doris Munhoz (na foto com o Vovô Coxa) e Helena Okulski Mariano, de 74 e 84 anos respectivamente, são torcedoras do Coritiba e têm histórias parecidas em sua saga coxa-branca.
Dona Helena (na foto à esquerda) começou a torcer pelo Coritiba por se casar com um coxa-branca apaixonado, que não perdia uma partida do Verdão e, com o casamento, passou a acompanhá-lo nos jogos do Coritiba. Com o tempo, vieram os filhos e o compromisso de cuidar dos pequenos.
Na época, era incomum levar crianças ao estádio, mas dona Helena não deu ouvidos aos tabus e encontrou a solução. “Não podíamos perder os jogos do Coritiba. E como não tinha com quem deixar meus filhos, levávamos as crianças no colo para o estádio”, contou. Assim, a família cresceu em solo coxa-branca e se consolidou convivendo diariamente com o Coritiba e suas conquistas.
A história dessa senhora se torna ainda mais importante para o clube quando lembramos que seus 84 anos de idade dão a ela o título de sócia mais idosa do quadro associativo do Coritiba. Além disso, a família Mariano carrega consigo uma importante relíquia da história coxa-branca. “Em 1939 meu marido se associou e quem assinou a carteirinha de sócio dele foi o próprio Couto Pereira. Nós guardamos até hoje e ela tem um valor muito grande para a nossa família”, compartilhou a associada.
Já dona Doris é uma sócia-torcedora excepcional por ser a mulher com mais tempo de associação ao Coxa. Seu cadastro atual foi aberto em 10 de abril de 1997, o que logo mais representará 15 anos de contribuição com o clube. Mas ela conta que sua relação com o Coritiba é bem mais extensa.
“Eu era sócia há bem mais tempo. Era dependente do meu pai desde o final da década de 40, mas fui morar no interior”, afirmou explicando porque precisou se reassociar. Na casa de dona Doris, a convivência com o Coxa também é diária e em família. Ela possui quatro irmãos e todos, assim como ela, são coxas-brancas e se casaram com torcedores do Coritiba. Hoje, todos os filhos, sobrinhos, netos e até o primeiro bisneto – de só seis anos – de Doris são coxas-brancas e vêm a todos os jogos do Verdão.
Veteranas do futebol
No dia da mulher, sócias coxas-brancas de longa data falam de seu amor pelo Coritiba e pelo futebol
Há 14 anos - 08/03/2012 13:00
Para muitos amantes do futebol, o dia 08 de março pode não simbolizar nenhuma data especial. Não é o que pensam o Coritiba e as associadas coxas-brancas. Nesta data é comemorado o Dia Internacional da Mulher e para o Coxa isso significa homenagear as apaixonadas por um esporte ainda predominantemente masculino no Brasil.
Para quem insiste em ter um pé atrás com a mulher no futebol, é importante destacar que elas representam 18% do quadro associativo do Coritiba. As milhares sócias coxas-brancas mostram o espaço, amor e dedicação da mulher no futebol do século XXI.
Mas, em tempos passados, quando o preconceito com a mulher no esporte ainda imperava, duas mulheres decidiram não dar ouvidos aos tabus e discriminações e acompanhar seus maridos nas partidas de futebol a que assistiam. “Eu gosto de verdade de futebol”, é o que dizem duas senhoras coxas-brancas que seguem o Coritiba aonde quer que o Alviverde vá. Ambas acompanharam o time em Joinville e já viajaram para outros estados torcer pelo Verdão.
Duas almas guerreiras
Doris Munhoz (na foto com o Vovô Coxa) e Helena Okulski Mariano, de 74 e 84 anos respectivamente, são torcedoras do Coritiba e têm histórias parecidas em sua saga coxa-branca.
Dona Helena (na foto à esquerda) começou a torcer pelo Coritiba por se casar com um coxa-branca apaixonado, que não perdia uma partida do Verdão e, com o casamento, passou a acompanhá-lo nos jogos do Coritiba. Com o tempo, vieram os filhos e o compromisso de cuidar dos pequenos.
Na época, era incomum levar crianças ao estádio, mas dona Helena não deu ouvidos aos tabus e encontrou a solução. “Não podíamos perder os jogos do Coritiba. E como não tinha com quem deixar meus filhos, levávamos as crianças no colo para o estádio”, contou. Assim, a família cresceu em solo coxa-branca e se consolidou convivendo diariamente com o Coritiba e suas conquistas.
A história dessa senhora se torna ainda mais importante para o clube quando lembramos que seus 84 anos de idade dão a ela o título de sócia mais idosa do quadro associativo do Coritiba. Além disso, a família Mariano carrega consigo uma importante relíquia da história coxa-branca. “Em 1939 meu marido se associou e quem assinou a carteirinha de sócio dele foi o próprio Couto Pereira. Nós guardamos até hoje e ela tem um valor muito grande para a nossa família”, compartilhou a associada.
Já dona Doris é uma sócia-torcedora excepcional por ser a mulher com mais tempo de associação ao Coxa. Seu cadastro atual foi aberto em 10 de abril de 1997, o que logo mais representará 15 anos de contribuição com o clube. Mas ela conta que sua relação com o Coritiba é bem mais extensa.
“Eu era sócia há bem mais tempo. Era dependente do meu pai desde o final da década de 40, mas fui morar no interior”, afirmou explicando porque precisou se reassociar. Na casa de dona Doris, a convivência com o Coxa também é diária e em família. Ela possui quatro irmãos e todos, assim como ela, são coxas-brancas e se casaram com torcedores do Coritiba. Hoje, todos os filhos, sobrinhos, netos e até o primeiro bisneto – de só seis anos – de Doris são coxas-brancas e vêm a todos os jogos do Verdão.