Mulheres centenárias
Conheça as coxas-brancas de 103 e 105 anos que participaram do vídeo de homenagem ao Dia Internacional da Mulher
Há 6 anos - 13/03/2020 11:15
Mulheres centenárias

No último dia 08, considerado como sendo o Dia Internacional da Mulher, o Coritiba publicou em suas redes sociais um vídeo de homenagem à todas as coxas-brancas. Nele, duas senhoras centenárias recitam um texto sobre mulheres.

“Carrego na minha pele, as marcas de minha luta. Trago nas veias a honra de ser mulher. Carrego no rosto, as marcas de minha história. Orgulhosa de onde chegamos. Sobretudo, ser mulher é sorrir e manter a cabeça erguida. Sempre em frente”, diz o texto.

Aqui no coritiba.com.br você vai conhecer a história destas duas protagonistas.

Uma mulher revolucionária

Elvira é uma mulher que marcou o curso da história com sua coragem de simplesmente ser mulher. Foi ela a primeira a vestir calça em Curitiba, na década de 40, quando a peça ainda era considerada masculina. Também foi ela a primeira mulher a se formar no curso de Odontologia na cidade.

Aos 14 anos, ela foi contratada como auxiliar de um dentista que fazia próteses dentárias. Com esta bagagem, entrou na faculdade e, mesmo discriminada pelos colegas por ser mulher e filha de operário, foi ganhando seu respeito ao dar aulas particulares para os meninos.

Quando mais nova, Elvira não frequentava apenas os jogos do Coxa, mas também bailes e festas que antigamente eram promovidos pelo clube. “Eu gostava muito, gostava mesmo e até hoje. A gente ia sempre, sempre. Os rapazes, as meninas, vinham me buscar, ia eu, umas das minhas amigas, nós íamos muito, era muito gostoso”, contou ela à TV Coxa.

Apaixonada coxa-branca

Maria é apaixonada pelo Coxa. Foi ela que ensinou os filhos, netos e bisnetos a torcerem pelo

clube das cores verde e branca. “Chamo os filhos, chamo os genros, todos coxas-brancas. E se não for apanham”, disse ela, arrancando gargalhadas dos seus familiares que acompanharam a entrevista.

A coxa-branca de 103 anos ia ao estádio acompanhada do esposo, que já faleceu. “O meu marido me levava. Um dia, o Coxa ganhou, eu fiquei doida”, relembrou. Segundo as filhas de dona Maria, dentro do estádio ela não poupava palavrões.

“Minha sogra ia assistir aos jogos na minha casa. Até terminar o jogo ela rezava. E o Coxa sempre ganhava! Quando ela não ia, o time perdia. Falaram para ela que era pecado rezar pelo time. Aí, ela falou pro padre que ela não rezava exatamente pelo time, mas sim para os jogadores não se machucarem”, se diverte Vanda Pelanda, uma das noras de dona Maria.

Assista ao vídeo a seguir:

 

Mulheres centenárias
Conheça as coxas-brancas de 103 e 105 anos que participaram do vídeo de homenagem ao Dia Internacional da Mulher
Há 6 anos - 13/03/2020 11:15
Mulheres centenárias

No último dia 08, considerado como sendo o Dia Internacional da Mulher, o Coritiba publicou em suas redes sociais um vídeo de homenagem à todas as coxas-brancas. Nele, duas senhoras centenárias recitam um texto sobre mulheres.

“Carrego na minha pele, as marcas de minha luta. Trago nas veias a honra de ser mulher. Carrego no rosto, as marcas de minha história. Orgulhosa de onde chegamos. Sobretudo, ser mulher é sorrir e manter a cabeça erguida. Sempre em frente”, diz o texto.

Aqui no coritiba.com.br você vai conhecer a história destas duas protagonistas.

Uma mulher revolucionária

Elvira é uma mulher que marcou o curso da história com sua coragem de simplesmente ser mulher. Foi ela a primeira a vestir calça em Curitiba, na década de 40, quando a peça ainda era considerada masculina. Também foi ela a primeira mulher a se formar no curso de Odontologia na cidade.

Aos 14 anos, ela foi contratada como auxiliar de um dentista que fazia próteses dentárias. Com esta bagagem, entrou na faculdade e, mesmo discriminada pelos colegas por ser mulher e filha de operário, foi ganhando seu respeito ao dar aulas particulares para os meninos.

Quando mais nova, Elvira não frequentava apenas os jogos do Coxa, mas também bailes e festas que antigamente eram promovidos pelo clube. “Eu gostava muito, gostava mesmo e até hoje. A gente ia sempre, sempre. Os rapazes, as meninas, vinham me buscar, ia eu, umas das minhas amigas, nós íamos muito, era muito gostoso”, contou ela à TV Coxa.

Apaixonada coxa-branca

Maria é apaixonada pelo Coxa. Foi ela que ensinou os filhos, netos e bisnetos a torcerem pelo

clube das cores verde e branca. “Chamo os filhos, chamo os genros, todos coxas-brancas. E se não for apanham”, disse ela, arrancando gargalhadas dos seus familiares que acompanharam a entrevista.

A coxa-branca de 103 anos ia ao estádio acompanhada do esposo, que já faleceu. “O meu marido me levava. Um dia, o Coxa ganhou, eu fiquei doida”, relembrou. Segundo as filhas de dona Maria, dentro do estádio ela não poupava palavrões.

“Minha sogra ia assistir aos jogos na minha casa. Até terminar o jogo ela rezava. E o Coxa sempre ganhava! Quando ela não ia, o time perdia. Falaram para ela que era pecado rezar pelo time. Aí, ela falou pro padre que ela não rezava exatamente pelo time, mas sim para os jogadores não se machucarem”, se diverte Vanda Pelanda, uma das noras de dona Maria.

Assista ao vídeo a seguir: