Nunca o Coritiba foi tão campeão em sua história como nas décadas de 70 e 80. Após a conquista do Bicampeonato Paranaense em 1969, o Clube simplesmente ganhou tudo. O Tricampeonato Estadual, que era uma obsessão, se transformou em Hexa. Foram ainda duas grandes conquistas nacionais e feitos internacionais. Com patrimônio consolidado e um crescimento fantástico de sua torcida, esta época é considerada o tempo áureo alviverde no século passado. Tempos de rock, paz e amor Nos anos 70 os movimentos musicais impulsionavam o Rock’n Roll em todos os cantos do planeta. Era época da rebeldia da juventude e o crescimento da revolução comportamental que teve início na década anterior. Os anos sessenta foram chave para momentos únicos. Surgiu o Jeans, a liberação sexual, movimentos de minorias e maior envolvimento de jovens com as circunstâncias das políticas governamentais. Os jovens se divertiam nas pistas de dança e nos Estados Unidos começavam a consumir drogas sintetizadas (produzidas em laboratório). Também foi a época que cresceu a crise do petróleo, em paralelo com o crescimento da economia do Japão. Já a década de 80 ficou marcada pelos acontecimentos políticos e sociais. Divide a era industrial da era da informação. A Guerra Fria manteve as nações em constante alerta de guerra, mas os tempos eram outros, as pessoas queriam viver. Ganhado tudo O Brasil inteiro assistia pela televisão Pelé e companhia levantar a taça da Copa do Mundo de 1970. O Tricampeonato conquistado no México consolidava o Brasil como o país do futebol. Aqui no Paraná, uma seleção de talentos despontava com a camisa coxa-branca e colocavam o Clube em um novo patamar de sua história. Campeão absoluto no Estado, ainda faltava a conquista de um Tricampeonato Paranaense. A obsessão era tão grande que o Clube foi Hexa. Entre 1971 e 1976 só deu Coxa e 1978 e 1979 não deu outra, novo Bicampeonato. Mas além das conquistas dentro do estado, o Coritiba apareceu para o cenário nacional e internacional. Em uma excursão realizada pela Europa, África e Ásia em 1972, o Coxa conquistou a Fita Azul, após uma série invicta de partidas. Em 1973 o Verdão foi Campeão do Torneio do Povo, competição que reunia os clubes do Brasil com maior torcida, como Flamengo, Corinthians, Atlético-MG, Internacional e Bahia. Parecia muito, mas a maior glória ainda estava por chegar. Em 1985 o Cori foi Campeão Brasileiro. Uma conquista inédita. Após eliminar Santos, São Paulo, Fluminense, Flamengo, Coritnhians, Atlético-MG, entre outras equipes, o Verdão chegou a decisão contra o Bangu, do Rio de Janeiro. Em uma única decisão, no maior estádio do mundo, mais de 100 mil pessoas lotaram o Maracanã e viram Índio abrir o placar. Os cariocas empataram no tempo normal e o goleiro Rafael, um dos destaques daquela competição, salvou o Coxa com a bola rolando. Na disputa por pênaltis, vitória alviverde por 6×5, fazendo a alegria de 10 mil coxas-brancas no Maraca e milhares espalhados pelos quatro cantos do Brasil. Pela primeira vez na história, Curitiba era a nova capital do futebol brasileiro. Cenário nacional O Coritiba montou um grande time para a disputa do Brasileiro de 1989, com jogadores de alto nível e brigando pelo título. Na última rodada da primeira fase o Verdão encarava o Santos, em partida que era para ser no Couto Pereira. No entanto, a perda de mando de campo levou o jogo para Juíz de Fora (MG). Porém, a CBF marcou a data do jogo antes dos outros jogos da rodada. O Coritiba ganhou uma liminar na Justiça Comum para não jogar, mas acabou prejudicado e suspenso da competição, sendo rebaixado para a série B na caneta.
1969 a 1988
Supercampeão
Há 13 anos - 22/01/2013 12:20
Nunca o Coritiba foi tão campeão em sua história como nas décadas de 70 e 80. Após a conquista do Bicampeonato Paranaense em 1969, o Clube simplesmente ganhou tudo. O Tricampeonato Estadual, que era uma obsessão, se transformou em Hexa. Foram ainda duas grandes conquistas nacionais e feitos internacionais. Com patrimônio consolidado e um crescimento fantástico de sua torcida, esta época é considerada o tempo áureo alviverde no século passado. Tempos de rock, paz e amor Nos anos 70 os movimentos musicais impulsionavam o Rock’n Roll em todos os cantos do planeta. Era época da rebeldia da juventude e o crescimento da revolução comportamental que teve início na década anterior. Os anos sessenta foram chave para momentos únicos. Surgiu o Jeans, a liberação sexual, movimentos de minorias e maior envolvimento de jovens com as circunstâncias das políticas governamentais. Os jovens se divertiam nas pistas de dança e nos Estados Unidos começavam a consumir drogas sintetizadas (produzidas em laboratório). Também foi a época que cresceu a crise do petróleo, em paralelo com o crescimento da economia do Japão. Já a década de 80 ficou marcada pelos acontecimentos políticos e sociais. Divide a era industrial da era da informação. A Guerra Fria manteve as nações em constante alerta de guerra, mas os tempos eram outros, as pessoas queriam viver. Ganhado tudo O Brasil inteiro assistia pela televisão Pelé e companhia levantar a taça da Copa do Mundo de 1970. O Tricampeonato conquistado no México consolidava o Brasil como o país do futebol. Aqui no Paraná, uma seleção de talentos despontava com a camisa coxa-branca e colocavam o Clube em um novo patamar de sua história. Campeão absoluto no Estado, ainda faltava a conquista de um Tricampeonato Paranaense. A obsessão era tão grande que o Clube foi Hexa. Entre 1971 e 1976 só deu Coxa e 1978 e 1979 não deu outra, novo Bicampeonato. Mas além das conquistas dentro do estado, o Coritiba apareceu para o cenário nacional e internacional. Em uma excursão realizada pela Europa, África e Ásia em 1972, o Coxa conquistou a Fita Azul, após uma série invicta de partidas. Em 1973 o Verdão foi Campeão do Torneio do Povo, competição que reunia os clubes do Brasil com maior torcida, como Flamengo, Corinthians, Atlético-MG, Internacional e Bahia. Parecia muito, mas a maior glória ainda estava por chegar. Em 1985 o Cori foi Campeão Brasileiro. Uma conquista inédita. Após eliminar Santos, São Paulo, Fluminense, Flamengo, Coritnhians, Atlético-MG, entre outras equipes, o Verdão chegou a decisão contra o Bangu, do Rio de Janeiro. Em uma única decisão, no maior estádio do mundo, mais de 100 mil pessoas lotaram o Maracanã e viram Índio abrir o placar. Os cariocas empataram no tempo normal e o goleiro Rafael, um dos destaques daquela competição, salvou o Coxa com a bola rolando. Na disputa por pênaltis, vitória alviverde por 6×5, fazendo a alegria de 10 mil coxas-brancas no Maraca e milhares espalhados pelos quatro cantos do Brasil. Pela primeira vez na história, Curitiba era a nova capital do futebol brasileiro. Cenário nacional O Coritiba montou um grande time para a disputa do Brasileiro de 1989, com jogadores de alto nível e brigando pelo título. Na última rodada da primeira fase o Verdão encarava o Santos, em partida que era para ser no Couto Pereira. No entanto, a perda de mando de campo levou o jogo para Juíz de Fora (MG). Porém, a CBF marcou a data do jogo antes dos outros jogos da rodada. O Coritiba ganhou uma liminar na Justiça Comum para não jogar, mas acabou prejudicado e suspenso da competição, sendo rebaixado para a série B na caneta.