Volta ao lar (LXII)
Quem não lembra das alterações introduzidas pelos americanos quando tentaram popularizar o “soccer” e levaram o Pelé pra lá?
Há 16 anos - 17/11/2009 21:05
Volta ao lar (LXII)

Chega de mudança



A “International Board”, guardiã das regrinhas do jogo de futebol, é órgão  multinacional, mas de maioria britânica – ingleses, escoceses, galeses, irlandeses. E é essa maioria britânica, medularmente conservadora, que não permite as profundas mudanças exigidas pelos reformistas.



A propósito do conservadorismo dos velhinhos britânicos e do seu horror à controvérsia e à mudança, João Saldanha contava a seguinte história: estavam reunidos na varanda da casa de um deles quando passou, longe, um belo carro.



– É um Bentley, observou alguém.



– É um Jaguar, comentou um outro.



– Vocês vão discutir ou tomar chá, encerrou o papo um terceiro.



Estarão errados os velhinhos? Creio que não. As regras, as 17 regras, foram fixadas há anos, estão consolidadas, são de uma simplicidade genial, ao alcance do último aluno do Mobral. Por que mudá-las?



Os argumentos levantados pró-reforma são de um primarismo atroz. Uns afirmam que devemos adaptar o futebol à televisão. Ora, o futebol conquistou a tevê, é um espetáculo de tevê! Outros sustentam que se as regras não forem modificadas o futebol não emplacará nos EUA. E daí?



Quem não lembra das alterações introduzidas pelos americanos quando tentaram popularizar o “soccer” e levaram o Pelé pra lá? Todas foram abonadas pela “Board”. Nem por isso o futebol se transformou em mais um esporte nacional dos EUA.



Nessa altura convém recordar que a Fifa possui mais filiados que a ONU. O futebol, com as regras de sempre, invadiu a África, penetrou na Oceania e vem conquistando a Ásia. Europa e América do Sul são assentados territórios do joguinho. Restam os EUA.



Tenham paciência, mas não vamos pôr abaixo o belo edifício só por causa dos americanos. Que jogam uma bolinha bem quadrada e que, apesar de todos os esforços, continuam avessos ao “soccer”. Eles não merecem tanto.

Volta ao lar (LXII)
Quem não lembra das alterações introduzidas pelos americanos quando tentaram popularizar o “soccer” e levaram o Pelé pra lá?
Há 16 anos - 17/11/2009 21:05
Volta ao lar (LXII)

Chega de mudança



A “International Board”, guardiã das regrinhas do jogo de futebol, é órgão  multinacional, mas de maioria britânica – ingleses, escoceses, galeses, irlandeses. E é essa maioria britânica, medularmente conservadora, que não permite as profundas mudanças exigidas pelos reformistas.



A propósito do conservadorismo dos velhinhos britânicos e do seu horror à controvérsia e à mudança, João Saldanha contava a seguinte história: estavam reunidos na varanda da casa de um deles quando passou, longe, um belo carro.



– É um Bentley, observou alguém.



– É um Jaguar, comentou um outro.



– Vocês vão discutir ou tomar chá, encerrou o papo um terceiro.



Estarão errados os velhinhos? Creio que não. As regras, as 17 regras, foram fixadas há anos, estão consolidadas, são de uma simplicidade genial, ao alcance do último aluno do Mobral. Por que mudá-las?



Os argumentos levantados pró-reforma são de um primarismo atroz. Uns afirmam que devemos adaptar o futebol à televisão. Ora, o futebol conquistou a tevê, é um espetáculo de tevê! Outros sustentam que se as regras não forem modificadas o futebol não emplacará nos EUA. E daí?



Quem não lembra das alterações introduzidas pelos americanos quando tentaram popularizar o “soccer” e levaram o Pelé pra lá? Todas foram abonadas pela “Board”. Nem por isso o futebol se transformou em mais um esporte nacional dos EUA.



Nessa altura convém recordar que a Fifa possui mais filiados que a ONU. O futebol, com as regras de sempre, invadiu a África, penetrou na Oceania e vem conquistando a Ásia. Europa e América do Sul são assentados territórios do joguinho. Restam os EUA.



Tenham paciência, mas não vamos pôr abaixo o belo edifício só por causa dos americanos. Que jogam uma bolinha bem quadrada e que, apesar de todos os esforços, continuam avessos ao “soccer”. Eles não merecem tanto.