Volta ao lar (XLVIII)
Recém chegado a Curitiba lá fui pro acanhado Joaquim Américo, pequeno demais pro tamanho do clássico
Há 17 anos - 22/10/2009 13:59
Volta ao lar (XLVIII)

Nico, meu outro ídolo



Em 1957, Fedato encerrou a longa, gloriosa carreira; quase 15 anos como titular do Coritiba&seleção paranaense.  Maiores detalhes no excelente livro “FEDATO, ESTAMPILLA RUBIA”, do Paulo Kraus, da Travessa dos Editores. Li de cabo a rabo. E gostei de tudo, muito. Além do mais é ilustradíssimo, com excelentes fotos da rica trajetória do nosso querido Fedato.



Repito. Em 57 Fedato pendurou as vitoriosas chuteiras. E criou problemão para nosotros. Como substituir o insubstituível? Tentamos de tudo. Em vão. Como não poderia deixar de ser.



E assim estávamos, não como Inês, pois postos em desassossego, até que no ano da graça de 1959 surgiu luzinha no final do negro túnel: no então remoto bairro  hidro-esmeraldino, Água Verde para os íntimos, eis senão quando pintou jovem de origem italiana, com mais ou menos 1,80 de altura, dois armários embutidos de largura, a atender pelo apelido Nico. Revelação do  campeonato de 1958, de tão triste memória.


Agora atenção! Uma coisa era jogar na esquadra hidro-esmeraldina, outra, envergar o glorioso manto, vestir a camisa de número 2 nas costas, a do Fedato. Tememos à espera do pior! A camisa pesará sobre as costas do jovem Nico, ele afundará, não sobreviverá.



- Sabe qual foi o jogo de estréia do campeonato de 1959?  ATLETIBA na Baixada!



Recém chegado a Curitiba lá fui pro acanhado Joaquim Américo, pequeno demais pro tamanho do clássico. Era um domingo sombrio, de chuvinha intermitente, made in Curitiba.



No meio da massa me ajeitei atrás do gol de entrada. E de lá vi cena que a memória talvez mitifique:



Belfare centrou sobre a nossa área, à procura do Taíco. E quando este preparou-se para cabeceá-la, o pé esquerdo do Nico foi lá em cima e deu bela chicotada na bola, mandou-a para bem longe do nosso gol.



Naquele momento começou a era Nico. A era do beque que quando chegava atrasado chegava junto. E sem fazer falta. Fedato passara à história; Nico começava a fazê-la. Aleluia.

Volta ao lar (XLVIII)
Recém chegado a Curitiba lá fui pro acanhado Joaquim Américo, pequeno demais pro tamanho do clássico
Há 17 anos - 22/10/2009 13:59
Volta ao lar (XLVIII)

Nico, meu outro ídolo



Em 1957, Fedato encerrou a longa, gloriosa carreira; quase 15 anos como titular do Coritiba&seleção paranaense.  Maiores detalhes no excelente livro “FEDATO, ESTAMPILLA RUBIA”, do Paulo Kraus, da Travessa dos Editores. Li de cabo a rabo. E gostei de tudo, muito. Além do mais é ilustradíssimo, com excelentes fotos da rica trajetória do nosso querido Fedato.



Repito. Em 57 Fedato pendurou as vitoriosas chuteiras. E criou problemão para nosotros. Como substituir o insubstituível? Tentamos de tudo. Em vão. Como não poderia deixar de ser.



E assim estávamos, não como Inês, pois postos em desassossego, até que no ano da graça de 1959 surgiu luzinha no final do negro túnel: no então remoto bairro  hidro-esmeraldino, Água Verde para os íntimos, eis senão quando pintou jovem de origem italiana, com mais ou menos 1,80 de altura, dois armários embutidos de largura, a atender pelo apelido Nico. Revelação do  campeonato de 1958, de tão triste memória.


Agora atenção! Uma coisa era jogar na esquadra hidro-esmeraldina, outra, envergar o glorioso manto, vestir a camisa de número 2 nas costas, a do Fedato. Tememos à espera do pior! A camisa pesará sobre as costas do jovem Nico, ele afundará, não sobreviverá.



- Sabe qual foi o jogo de estréia do campeonato de 1959?  ATLETIBA na Baixada!



Recém chegado a Curitiba lá fui pro acanhado Joaquim Américo, pequeno demais pro tamanho do clássico. Era um domingo sombrio, de chuvinha intermitente, made in Curitiba.



No meio da massa me ajeitei atrás do gol de entrada. E de lá vi cena que a memória talvez mitifique:



Belfare centrou sobre a nossa área, à procura do Taíco. E quando este preparou-se para cabeceá-la, o pé esquerdo do Nico foi lá em cima e deu bela chicotada na bola, mandou-a para bem longe do nosso gol.



Naquele momento começou a era Nico. A era do beque que quando chegava atrasado chegava junto. E sem fazer falta. Fedato passara à história; Nico começava a fazê-la. Aleluia.