Tenho muitas memórias que relacionam dois grandes amores da minha vida: meu querido pai e o glorioso Coritiba Foot Ball Club.
Lembro-me das fotos de criança, tiradas pelo meu pai; uma bola de futebol no pé e uma camisa do Coxa no peito orgulhoso. A camisa era do velho, grande que ia até os joelhos, mesmo assim já me botava um sorriso enorme no rosto.
Depois veio a primeira visita ao Couto Pereira. No começo, o que mais me roubava a atenção não era nem de longe o futebol: aqueles churros eram deliciosos! "Pai, me compra um dolé?", "Pai, quando a gente vai ao estádio pra comer churros?".
Meu pai não entendia o porquê de eu prestar mais atenção nos cantos da torcida do que no gramado. "Meu filho, o espetáculo está lá embaixo!" Pobre velho, amava tanto o Coritiba, sofria tanto assistindo aos jogos que não percebia a beleza da torcida.
Acho que foi se dar conta do tamanho da nossa torcida, assim como eu, em 1998. Eu, então com dez anos, era carregado pelo braço por meu pai em meio a multidão. Era muita gente naquele histórico jogo contra o São Paulo. Tenho certeza de que meu pai pensou duas vezes antes de entrar comigo no estádio, pois certamente temia pela segurança do seu pequeno filhote. Mas ao ver aquele mar de gente ele teve a certeza em seu coração: eu e meu filho vamos participar da história do Coritiba Foot Ball Club.
Assisti maravilhado àquele jogo, num lugar mais especial do que em qualquer camarote do Alto da Glória: no meio da Mauá, nos ombros de meu pai.
Obrigado, meu pai, por ter me mostrado o caminho. Hoje sigo os teus passos e, se Deus permitir, o caminho Coxa-Branca será mostrado ao meu filho também.
Gustavo Takashi Tanaka
Tenho muitas memórias que relacionam dois grandes amores da minha vida: meu querido pai e o glorioso Coritiba Foot Ball Club.
Lembro-me das fotos de criança, tiradas pelo meu pai; uma bola de futebol no pé e uma camisa do Coxa no peito orgulhoso. A camisa era do velho, grande que ia até os joelhos, mesmo assim já me botava um sorriso enorme no rosto.
Depois veio a primeira visita ao Couto Pereira. No começo, o que mais me roubava a atenção não era nem de longe o futebol: aqueles churros eram deliciosos! "Pai, me compra um dolé?", "Pai, quando a gente vai ao estádio pra comer churros?".
Meu pai não entendia o porquê de eu prestar mais atenção nos cantos da torcida do que no gramado. "Meu filho, o espetáculo está lá embaixo!" Pobre velho, amava tanto o Coritiba, sofria tanto assistindo aos jogos que não percebia a beleza da torcida.
Acho que foi se dar conta do tamanho da nossa torcida, assim como eu, em 1998. Eu, então com dez anos, era carregado pelo braço por meu pai em meio a multidão. Era muita gente naquele histórico jogo contra o São Paulo. Tenho certeza de que meu pai pensou duas vezes antes de entrar comigo no estádio, pois certamente temia pela segurança do seu pequeno filhote. Mas ao ver aquele mar de gente ele teve a certeza em seu coração: eu e meu filho vamos participar da história do Coritiba Foot Ball Club.
Assisti maravilhado àquele jogo, num lugar mais especial do que em qualquer camarote do Alto da Glória: no meio da Mauá, nos ombros de meu pai.
Obrigado, meu pai, por ter me mostrado o caminho. Hoje sigo os teus passos e, se Deus permitir, o caminho Coxa-Branca será mostrado ao meu filho também.
Gustavo Takashi Tanaka